Disidrose

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Disidrose
Vesículas características no dedo indicador
Sinónimos Eczema disidrótico, dermatite disidrótica[1]
Especialidade Dermatologia
Sintomas Bolhas pruriginosas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés[2]
Complicações Espessamento da pele[3]
Início habitual Em muitos casos recorrente[4]
Duração Cura em 3 semanas[3][4]
Causas Desconhecidas[4]
Método de diagnóstico Baseado nos sintomas[4]
Condições semelhantes Psoríase pustular, sarna[3]
Tratamento Evitar fatores desencadeantes, creme barreira, pomadas esteroides, anti-histamínicos[3][4]
Frequência ~1 em 2000 (Suécia)[3]
Classificação e recursos externos
CID-10 L30.1
CID-9 705.81
DiseasesDB 10373
MedlinePlus 000832
eMedicine derm/110 ped/1867
MeSH D011146
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Disidrose é um tipo de dermatite caracterizada por bolhas pruriginosas nas palmas das mãos ou plantas dos pés.[2] As bolhas têm geralmente de um a dois milímetros de diâmetro e curam-se ao fim de três semanas.[3][4] No entanto, em muitos casos são recorrente.[4] Geralmente não se observa vermelhidão da pele.[3] Os episódios repetidos podem causar fissuras e espessamento da pele[3]

Desconhecem-se as causas da doença.[4] Entre os fatores desencadeantes estão alérgenos, stresse físico ou psicológico, lavar as mãos com frequência ou contacto com metais.[4] O diagnóstico geralmente baseia-se nos sintomas e na observação das lesões.[4] Podem ser realizados exames de imunoalergologia para descartar outras potenciais causas dos sintomas.[4] Entre outras condições que produzem sintomas semelhantes estão a psoríase pustular e a sarna.[3]

Entre as medidas de prevenção estão evitar a exposição aos fatores desencadeantes e a aplicação de um creme barreira.[3] O tratamento geralmente consiste na aplicação de uma pomada de esteroides.[4] Nas primeiras duas semanas pode ser necessária a aplicação de esteroides de maior potência.[3] O prurido pode ser aliviado com anti-histamínicos.[4] Nos casos em que estes métodos não surtem efeito pode ser tentada a administração de esteroides em comprimidos, tacrolimo ou terapia PUVA.[3][4]

Na Suécia, a doença afeta 1 em cada 2000 pessoas.[3] A condição aparenta afetar homens e mulheres em igual proporção.[3] A disidrose é responsável por um em cada cinco casos de dermatite das mãos.[5] A primeira descrição da doença foi feita em 1873.[3] O nome tem origem no termo "disidrótico", que significa "dificuldade em suar", dado que outrora se acreditava que a causa da doença eram problemas com o mecanismo de sudação.[3]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Pequenas bolhas com as seguintes características:

  • Bolhas muito pequenas (de 3 mm ou menos de diâmetro). Elas aparecem nas pontas e nas laterais dos dedos, dedos dos pés, palmas das mãos e solas dos pés.
  • Bolhas opacas e mais profundas; são niveladas com a pele ou ligeiramente elevadas e não rompem com facilidade. Eventualmente, pequenas bolhas se unem e formando bolhas maiores.
  • As bolhas podem coçar, causar dor, ou não produzir sintomas. Pioram após o contato com sabonete, água, ou substâncias irritantes.
  • Coçar as bolhas as rompem, liberando o líquido interno, fazendo com que a pele forme uma crosta e, eventualmente crie rachaduras ou fissuras. Esta quebra é dolorosa e muitas vezes leva semanas ou mesmo meses para curar. A pele se torna seca e escamosa durante este período.
  • O fluido das bolhas é o soro que se acumula entre as células da pele irritada. Não é suor como se pensava anteriormente.
  • Em alguns casos, como a formação de bolhas ocorre nas palmas das mãos ou dedos, o inchaço dos linfonodos podem acompanhar a crise. Isso é caracterizado pela sensação de formigamento no antebraço.
  • As unhas nos dedos afetados das mãos ou pés podem ficar com sulcos.
  • A hiperidrose palmo-plantar é um agravante dessa dermatite.[6]

Causas[editar | editar código-fonte]

As causas exatas da disidrose são desconhecidas. Em 2013, um estudo randomizado, duplo-cego, e placebo-controlado realizado pelo Centro Médico da Universidade de Groningen, informou que as crises nas mãos aumentava significativamente entre os alérgicos a ácaros domésticos, após a inalação da poeira da casa de alérgenos de ácaros.[7]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Há muitos tratamentos disponíveis para a disidrose. No entanto, poucos deles têm sido desenvolvidos e testados especificamente para o problema.

  • Corticosteroides tópicos[8] - embora útil, pode ser perigoso a longo prazo devido ao desgaste da pele, o que é particularmente problemático no contexto da disidrose nas mãos, devido à quantidade de toxinas e bactérias que as mãos normalmente entram em contato.
  • Compressas úmidas e frias.[9]
  • Aplicação de solução de Permanganato de potássio - também popular e usado para 'secar' as vesículas,[10] e matar Staphylococcus aureus superficial,[11] pode ser muito doloroso. Resíduos não diluídos podem causar queimadura.[12]
  • Dapsona (diamino-difenil sulfone), um antibacteriano, tem sido recomendado para o tratamento em alguns casos crônicos.[13]
  • Anti-histamínicos: Fexofenadina até 180 mg por dia.[14]
  • Alitretinoína (9-cis-retinoico) foi aprovado para a prescrição no Reino Unido. É usado especialmente para a eczema crônica das mãos e dos pés.[15] é feita pela Basilea da Suíça BAL (4079).
  • Aplicação de Luz Ultravioleta (UV)[16]

Referências

  1. «Dermatite de mãos e pés». Manual Merck. Consultado em 11 de dezembro de 2018 
  2. a b «What Is Atopic Dermatitis? Fast Facts». NIAMS. Novembro de 2014. Consultado em 11 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 27 de julho de 2016 
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p Lofgren, SM; Warshaw, EM (dezembro de 2006). «Dyshidrosis: epidemiology, clinical characteristics, and therapy.». Dermatitis : contact, atopic, occupational, drug. 17 (4): 165–81. PMID 17150166. doi:10.2310/6620.2006.05021 
  4. a b c d e f g h i j k l m n Colomb-Lippa, D; Klingler, AM (julho de 2011). «Dyshidrosis.». JAAPA : official journal of the American Academy of Physician Assistants. 24 (7). 54 páginas. PMID 21748961 
  5. Fitzpatrick, James (2016). «8». Dermatology Secrets Plus. [S.l.]: Elsevier. pp. 70–81. ISBN 978-0-323-31029-1 
  6. Antonio Carlos Lopes (2006). Diagnostico e tratamento. Manole. pp. 435–436. ISBN 978-85-204-2473-5.
  7. Schuttelaar ML, Coenraads PJ, Huizinga J, De Monchy JG, Vermeulen KM (2013).
  8. http://www.emedicine.com/ped/topic1867.htm  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  9. Habif (2011). Dermatologia clínica (5 ed.). Elsevier Brasil. p. 363. ISBN 978-85-352-5588-1.
  10. BIRT AR (March 1964).
  11. Stalder JF, Fleury M, Sourisse M, et al. (1992).
  12. Baron S, Moss C (February 2003).
  13. http://www.dermnet.org.nz/dermatitis/pompholyx.html
  14. Lee Goldman (2014). Cecil medicina interna, 24a edição (adaptado à realidade brasileira). Elsevier Brasil. p. 8110. ISBN 978-85-352-6976-5.
  15. Ruzicka T, Lynde C, Jemec G et al.
  16. Índice de Saúde. "Disidrose - Bolhas nas Mãos e Bolhas nos Pés", Índice de Saúde, 13 de Junho de 2017.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]