Disidrose

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Disidrose
Vesículas típicas no dedo indicador
Classificação e recursos externos
CID-10 L30.1
CID-9 705.81
DiseasesDB 10373
MedlinePlus 000832
eMedicine derm/110 ped/1867
MeSH D011146

A Disidrose, Eczema Disidrosico ou ponfolix[1], (palavra greaga que significa "bolha"[2]) é uma dermatite espongiotica (eczema)[3] caracterizada por coceira, bolhas nas palmas das mãos e solas dos pés.[4] As bolhas têm, geralmente de um a dois milímetros de tamanho e curam-se em até três semanas,[5][6] com vermelhidão nem sempre presente[5] no entanto, recorrente.[6] As crises recorrente podem resultar em fissuras e espessamento da pele [5] ou hiperqueratose.[3]

A causa da disidrose é desconhecida. Os desencadeadores das crises incluem alérgenos, stress físico ou mental, a lavagem frequente das mãos,[7] ou metais. O diagnóstico é geralmente baseado em como se parece e seus sintomas. O teste de alergia e a cultura podem ser feitos para descartar outros problemas.[6] Outras condições que produzem os mesmos sintomas incluem a psoríase pustulosa e a sarna.[5] Corresponde a 5 a 20% das eczemas das mãos.[3]

Pode ser útil evitar os desencadeadores assim como o uso de creme barreira.[5] O tratamento é geralmente com esteroides em creme.[6] Podem ser necessários o uso de cremes esteróides de alta resistência nas primeiras semanas.[5] Os anti-Histamínicos podem ser usados para ajudar com a coceira.[6] Se isso não for eficaz, pode-se tentar o uso de comprimidos de esteroides, Tracolimo ou PUVA (psoraleno e UVA).[5][6]

Cerca de 1 em cada 2.000 pessoas são afetadas na Suécia. As mulheres e os homens parecem ser igualmente afetados. A primeira descrição foi em 1873, o nome vem da palavra "disidrótico", que significa "sudorese difícil" porque até então acreditava-se que a causa do problema era devido à sudorese.[5] É mais comum em adultos, mas pode ocorrer também em crianças e melhorar com a idade. O gene para uma forma rara autossômica dominante de disidrose, que se instala em criança, foi recentemente mapeado no cromossomo 18q em uma família chinesa.[8]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Pequenas bolhas com as seguintes características:

  • Bolhas muito pequenas (de 3 mm ou menos de diâmetro). Elas aparecem nas pontas e nas laterais dos dedos, dedos dos pés, palmas das mãos e solas dos pés.
  • Bolhas opacas e mais profundas; são niveladas com a pele ou ligeiramente elevadas e não rompem com facilidade. Eventualmente, pequenas bolhas se unem e formando bolhas maiores.
  • As bolhas podem coçar, causar dor, ou não produzir sintomas. Pioram após o contato com sabonete, água, ou substâncias irritantes.
  • Coçar as bolhas as rompem, liberando o líquido interno, fazendo com que a pele forme uma crosta e, eventualmente crie rachaduras ou fissuras. Esta quebra é dolorosa e muitas vezes leva semanas ou mesmo meses para curar. A pele se torna seca e escamosa durante este período.
  • O fluido das bolhas é o soro que se acumula entre as células da pele irritada. Não é suor como se pensava anteriormente.
  • Em alguns casos, como a formação de bolhas ocorre nas palmas das mãos ou dedos, o inchaço dos linfonodos podem acompanhar a crise. Isso é caracterizado pela sensação de formigamento no antebraço.
  • As unhas nos dedos afetados das mãos ou pés podem ficar com sulcos.
  • A hiperidrose palmo-plantar é um agravante dessa dermatite.[3]

Causas[editar | editar código-fonte]

As causas exatas da disidrose são desconhecidas. Em 2013, um estudo randomizado, duplo-cego, e placebo-controlado realizado pelo Centro Médico da Universidade de Groningen, informou que as crises nas mãos aumentava significativamente entre os alérgicos a ácaros domésticos, após a inalação da poeira da casa de alérgenos de ácaros.[9]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Há muitos tratamentos disponíveis para a disidrose. No entanto, poucos deles têm sido desenvolvidos e testados especificamente para o problema.

  • Corticosteroides tópicos[10] - embora útil, pode ser perigoso a longo prazo devido ao desgaste da pele, o que é particularmente problemático no contexto da disidrose nas mãos, devido à quantidade de toxinas e bactérias que as mãos normalmente entram em contato.
  • Compressas úmidas e frias.[11]
  • Aplicação de solução de Permanganato de potássio - também popular e usado para 'secar' as vesículas,[12] e matar Staphylococcus aureus superficial,[13] pode ser muito doloroso. Resíduos não diluídos podem causar queimadura.[14]
  • Dapsona (diamino-difenil sulfone), um antibacteriano, tem sido recomendado para o tratamento em alguns casos crônicos.[15]
  • Anti-histamínicos: Fexofenadina até 180 mg por dia.[7]
  • Alitretinoína (9-cis-retinoico) foi aprovado para a prescrição no Reino Unido. É usado especialmente para a eczema crônica das mãos e dos pés.[16] é feita pela Basilea da Suíça BAL (4079).

Referências

  1. Paula Xavier Picon (2009). Pediatria: Consulta rápida. Artmed Editora. p. 370. ISBN 978-85-363-2235-3.
  2. Robert Baran; Robertha Nakamura (2011). Doenças da unha. 1a edição. Elsevier Brasil. p. 151. ISBN 978-85-352-5466-2.
  3. a b c d Antonio Carlos Lopes (2006). Diagnostico e tratamento. Manole. pp. 435–436. ISBN 978-85-204-2473-5.
  4. «Atopic Dermatitis». NIAMS. 
  5. a b c d e f g h Lofgren, SM; Warshaw, EM (December 2006).
  6. a b c d e f Colomb-Lippa, D; Klingler, AM (July 2011).
  7. a b Lee Goldman (2014). Cecil medicina interna, 24a edição (adaptado à realidade brasileira). Elsevier Brasil. p. 8110. ISBN 978-85-352-6976-5.
  8. Jean Bolognia (2011). Dermatologia. Elsevier Health Sciences Brazil. p. 2626. ISBN 978-85-352-4588-2.
  9. Schuttelaar ML, Coenraads PJ, Huizinga J, De Monchy JG, Vermeulen KM (2013).
  10. http://www.emedicine.com/ped/topic1867.htm.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  11. Habif (2011). Dermatologia clínica (5 ed.). Elsevier Brasil. p. 363. ISBN 978-85-352-5588-1.
  12. BIRT AR (March 1964).
  13. Stalder JF, Fleury M, Sourisse M, et al. (1992).
  14. Baron S, Moss C (February 2003).
  15. http://www.dermnet.org.nz/dermatitis/pompholyx.html
  16. Ruzicka T, Lynde C, Jemec G et al.