Feminismo liberal

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Feminismo liberal também conhecido como Feminismo Igualitário ou Feminismo Universalista[1] é uma forma individualista da teoria feminista, que incide sobre a capacidade das mulheres em manter a sua igualdade através de suas próprias ações e escolhas, e propõem mudanças no sistemas jurídicos mas não mudanças nas estruturas sociais. As feministas liberais argumentam que a sociedade detém a falsa crença de que as mulheres são, por natureza, menos capazes intelectualmente e fisicamente do que os homens; assim, tendendo a discriminar as mulheres nas instituições acadêmicas, no fórum e no mercado; as feministas liberais acreditam que "a subordinação feminina está enraizada em um conjunto de restrições habituais e legais que bloqueiam a entrada das mulheres para o sucesso e na chamada esfera pública" e se esforçam para enfatizar a igualdade entre homens e mulheres através de uma reforma política e jurídica;[2] ou seja, um reforma no sistema capitalista já seria suficiente para atingir seus objetivos.[1]

A agenda política do feminismo liberal aborda as desigualdades do momento, as primeiras feministas liberais lutaram pelo direito ao voto e à igualdade de acesso à educação, enquanto as contemporâneas visam garantir a igualdade de oportunidades sociais, políticas econômicas, a igualdade de direitos civis e à liberdade sexual.[3]

Origens[editar | editar código-fonte]

O feminismo liberal teve origem no Iluminismo cuja premissa central era que a sociedade justa é aquela que resulta das livres opções de indivíduos educados e conscientes ou "iluminados".[4]

Nos Estados Unidos, o feminismo liberal ficou quieto por quatro décadas depois de ganhar o voto em 1920. Na década de 1960, durante o movimento dos direitos civis, as feministas liberais traçaram paralelos entre a discriminação racial sistemática e discriminação sexual.[2] Grupos como o "National Organization for Women", o "National Women's Political Caucus", e o "Women's Equity Action League" foram todos criados na época para promover os direitos das mulheres. Nos EUA, esses grupos têm trabalhado para a ratificação da Emenda de Direitos Iguais ou "Constitutional Equity Amendment", na esperança de que ela irá assegurar que homens e mulheres sejam tratados como iguais sob as leis democráticas que também influenciam esferas importantes da vida das mulheres, incluindo a reprodução, trabalho e questões de igualdade salarial. Outras questões importantes para as feministas liberais incluem, mas não estão limitadas a direitos reprodutivos e ao aborto, o assédio sexual, o voo, a educação, uma compensação justa para o trabalho, a preços módicos, os cuidados de saúde a preços acessíveis e trazer à luz a frequência da violência sexual e doméstica contra a mulher.[5]

Visões[editar | editar código-fonte]

Do ponto de vista liberal, a desigualdade de sexos tem origem em uma socialização com base em ideias distorcidas sobre homens e mulheres e ideias culturais que limitam a liberdade do indivíduo em viver como quiser. As soluções propostas em geral focam-se em mudar ideias e práticas culturais, a reescrita de livros usados nas escolas, reforma das leis e tornar ilegal a discriminação.[4]

Principais feministas liberais[editar | editar código-fonte]

Críticas[editar | editar código-fonte]

O feminismo liberal carece de qualquer análise histórica que explique as origens da desigualdade dos sexos ou de uma análise sociológica que a relacione com o contextos institucional mais amplo.[carece de fontes?] Em vez disso, o enfoque liberal aceita os aspectos da sociedade: o capitalismo, o militarismo, os sistemas jurídicos, a competição e a hierarquia, criticando a falta de acesso das mulheres às posições neles existentes.[6]

Referências

  1. a b Danielle Tega (2010). Mulheres em foco: construções cinematográficas brasileiras da participação política feminina. SciELO - Editora UNESP. p. 42. ISBN 978-85-7983-123-2.
  2. a b Tong 2013, p. 11.
  3. Michael Bruce; Steven Barbone (2014). 100 Argumentos Mais Importantes da Filosofia Ocidental, Os. Editora Cultrix. p. 320. ISBN 978-85-316-1266-4.
  4. a b Johnson 1997, p. 109.
  5. bell hooks (2014). Feminist Theory: From Margin to Center. Routledge. ISBN 978-1-317-58834-4.
  6. Johnson 1997, p. 110.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]