Harriet Taylor

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Harriet Taylor
Nome nativo Harriet Taylor Mill
Nascimento 10 de outubro de 1807
Londres
Morte 3 de novembro de 1858 (51 anos)
Avinhão
Cidadania Reino Unido
Cônjuge John Stuart Mill
Ocupação filósofa, poetisa, feminista, escritora
Causa da morte tuberculose

Harriet Taylor (18071858), ou Harriet Taylor Mill, foi uma filósofa e defensora dos direitos das mulheres. Membro original da Sociedade Kensigton, que produziu a primeira petição requerendo votos para as mulheres, Taylor também defendeu o direito das mulheres no sentido de serem autorizadas a tomar parte no governo local e após a aprovação da Education Act 1870, serviu como membro da London School Board. Suas obras literárias existentes a respeito dessas causas são muito pequenas; ela é amplamente lembrada pelo trabalho conjunto ao seu segundo marido, John Stuart Mill, um dos proeminentes pensadores do século 19, com o qual casou-se em 1851 numa incomum condição para a época de igualdade de direitos.[1]

Determinar as contribuições filosóficas de Harriet Taylor é um trabalho desafiador, pois sua estreita relação com Stuart Mill torna difícil dizer o quanto cada um assumiu o trabalho que produziram coletivamente.[2] Sabe-se, porém, que Harriet compôs poucas obras individuais que nem sempre eram trabalhos filosóficos: poemas, ensaios e resenhas bibliográficas faziam parte de sua área de escrita.[2] Em resumo, Harriet apoiava a defesa de eliminar restrições sobre a participação política da mulher e a escolha de suas profissões; isso não promoveria apenas seus interesses e melhoraria apenas sua própria personalidade, mas também desenvolveria a sociedade integral, incluindo os homens.[2]

O recente volume publicado The Complete Works of Harriet Taylor Mill traz alguns textos inéditos e fragmentados escritos por Harriet; entre os tópicos, destacam-se os direitos da mulher, a obrigação de obedecer as leis que se pensa serem injustas, o papel dos provérbios na educação moral do ser humano e tolerância.[2] Esses textos são em geral curtos.

Em 3 de novembro de 1858, Harriet morreu em Avinhão, após desenvolver congestão pulmonar grave, em consequência da tuberculose. Por causa disso, sua filha Helen conclui a redação de The Subjection of Women, juntamente com Mill.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ROSSI, Alice S. (1970). Sentiment and Intellect: The Story of John Stuart Mill and Harriet Taylor Mill, in Rossi, Alice S. (Ed), Essays on Sex Equality. The University of Chicago Press.
  • Packe, M., 1954, The Life of John Stuart Mill, New York, MacMillan.
  • Stillinger, J., 1961, "Introduction," The Early Draft of John Stuart Mill's Autobiography, Urbana: University of Illinois Press, 1-33.