Ford Pampa

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Ford Pampa
Ford Pampa 1,6 Alcool in Brazil - rear.jpg
Vista traseira do Ford Pampa 1.6 L de 1992-1997 (etanol)
Visão Geral
Produção 1982 - 1997
Fabricante Ford
Modelo
Classe Picape leve
Carroceria Picape
Modelos relacionados
Volkswagen Saveiro
Cronologia
Último
Ford Courier
Próximo


Ford Pampa foi uma picape de pequeno porte fabricada pela Ford do Brasil entre 1982 e 1997. Essa camionete de porte pequeno, teve versões como: cabine dupla, tração 4x4, Ghia ou S, GL ou L. Curiosamente foi a única pick up pequena da história do Brasil a ter tração 4x4.[1]

A Pampa era baseada na segunda geração do Corcel e foi apresentada no Salão do Automóvel de 1982, feita para concorrer com o Fiat Fiorino (picape), Volkswagen Saveiro e Chevy 500.[2] No modelo 1984, ocorrem as primeiras alterações, recebendo o motor CHT, mais potente e econômico. O motor CHT de 1600 cm³ possuia 75 CV a álcool e 73 CV a gasolina, respectivamente fazendo com que a Pampa chegasse a uma velocidade máxima de 145 km/h e 140 km/h. O modelo 4x4, lançado no mesmo ano juntamente com a Belina 4x4, era equipado com câmbio de quatro marchas, banco inteiriço e também contava com um segundo tanque de combustível na versão a álcool, para 40 litros adicionais. Seu interior era bem mais básico que o pioneiro modelo 4X2.

Em 1986 passam a existir os modelos básico, a L, e GL e neste mesmo ano toda linha Pampa recebe a grade frontal da versão 4x4 para o modelo 1987. Era semelhante a do Del Rey, além de ganhar a versão Ghia com itens de luxo do modelo Del Rey Ghia. Entre eles painel completo, vidros e travas elétricas. Apesar disso a Pampa deixou de ter ar-condicionado, somente dispondo opcionalmente de ar-quente.

A Pampa sempre vinha sendo líder entre as picapes leves até então e continuou nessa situação até ser descontinuada. Em 1990 recebe o motor VW AP-1800, equipando as versões L, GL e Ghia. O CHT 1.6 ainda permanece nas versões L e GL 4x4. No ano seguinte chega a versão S, muito mais esportiva e completa, só vindo com motorização de 1800 cm³ e trazendo itens de séries como ganchos externos, borrachas protetoras das bordas da caçamba, espelho retrovisor dia e noite, direção hidráulica opcional, bancos individuais ajustáveis, rodas estilizadas, faixas personalizadas nas laterais, janela traseira corrediça, spoiler dianteiro com faróis de neblina embutidos e outros itens existentes na versão Ghia, como trio elétrico.

Em 1992 a Pampa recebe uma nova grade frontal, idêntica a do Del Rey, este que teve sua produção encerrada em 1991. Dois anos depois ela recebera carburador eletrônico (2E CE) para as motorizações de 1800 cm³. Em 1995 saem de linha as versões Ghia e Jeep GL 1.6 4x4, ficando somente a L (1.6 e 1.8), GL (1.8) e a S (1.8).

A Pampa deixa de ser produzida em 1997, ano-modelo em que os motores 1.8 foram equipados com injeção eletrônica monoponto EEC-IV, constituindo-se na picape derivada de automóvel mais vendida do segmento, ultrapassando as 380.000 unidades comercializadas. Mesmo diante de concorrentes com design mais modernos como a recém lançada pick up Corsa, a segunda geração da Saveiro, a terceira geração do Fiorino pick up, e as importadas Hilux primeira geração no Brasil que inicialmente era pick up pequena, e a Mazda B2200, a Pampa sempre foi líder de vendas, extremamente popular, robusta e arrebatando uma legião de fãs por todo o país, foi sucedida pela Courier, que nunca teve os mesmos índices de vendas, sendo que muitas vezes é possível ver mais Pampas nas ruas que Couriers.

Referências