Ford Escort (Brasil)

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Ford Escort
Escort Ghia Mk3 86.JPG Ford Escort MK 1 brasileiro
Visão Geral
Produção 19832004
Fabricante Ford Motor Company
Modelo
Classe Médio
Carroceria Notchback, hatchback, station wagon, sedan, conversível
Modelos relacionados Ford Verona
Volkswagen Logus
Volkswagen Pointer
Fiat Tipo
Volkswagen Gol
Chevrolet Kadett
Fiat Prêmio
Cronologia
Ford Corcel
Ford Focus

Nota: Não confundir com Ford EcoSport
Veja também Ford Escort (América do Norte) e Ford Escort (Europa)

O Escort foi um carro produzido pela Ford do Brasil a partir de 1983, inicialmente com um formato mais retilíneo. Baseado na III geração do Escort Europeu (Mk3), foi lançado para substituir o Corcel, mais específicamente o Ford Corcel II, a 2ª geração do carro, representando o segmento de carros médios da Ford no Brasil.

Primeira geração brasileira[editar | editar código-fonte]

O nome Escort em inglês significa Acompanhante ou Escolta. Foi criado com visual moderno e esportivo, com três ou cinco portas lançados ao mesmo tempo – uma novidade para a época – e cores vibrantes, como o azul cobalto e vermelho. Os modelos disponíveis eram o básico, L, GL, Ghia e XR3, sendo este último a versão com apelo mais esportivo de toda a linha. As versões L e GL podiam vir inicialmente com motor CHT 1.35L de 56,8/63,5 cavalos (G/A) ou CHT 1.6L de 65,3/73,4 cavalos (G/A), enquanto as versões Ghia e XR3 só vinham com a unidade de 1.6L. Dentre os mais desejados, destacava-se o XR3, com seus defletores aerodinâmicos, rodas aro 14, teto solar e bancos esportivos, formando um visual muito moderno para a época. O motor era 1.6L a álcool, com 73,4 cavalos, números que não faziam jus à esportividade sugerida pelo visual externo.

Em abril de 1985 surgia a versão XR3 conversível (cabriolet), primeiro conversível nacional fabricado com o aval de uma grande fábrica (antes deste modelo apenas o Volkswagen Karmann Ghia havia sido fabricado nesta configuração no Brasil), também com motor CHT 1.6L. O projeto e a produção deste novo modelo eram cuidadosas, e foi feita em parceria com a Karmann Ghia do Brasil Projetos Especiais, sediada em São Bernardo do Campo, SP. Logo esta versão também se tornou altamente desejada, e virou um sucesso, dando status à seus proprietários. No final de 1989, o acionamento da capota conversível passou a ser por comando eletro hidráulico. Em 1996 o modelo conversível deixou de ser produzido.

Em 1987, o Ford Escort teve sua primeira reestilização, também baseada na matriz européia, com parachoques envolventes, ausência de grade frontal e lanternas traseiras lisas, além de novo interior. Mudou-se o Escort XR3, que ganhou vidros elétricos, três cavalos a mais de potência e perdeu os faróis de neblina no parachoque, permanecendo apenas os de milha na altura dos faróis principais. Mas foi em 1989 a maior mudança: com a criação da holding Autolatina (união entre Volkswagen e Ford na América Latina), o Ford Escort ganhou como opção o motor da família AP da Volkswagen, de 1.8L com 90 cavalos na versão Ghia e 99 cv no XR3, dando um desempenho muito mais interessante, principalmente na versão XR3, que ganhou novo ânimo e a esportividade que faltava. O câmbio veio do Golf alemão da época. No fim de 1991, já com a linha 1992, o Escort ainda ganhou a versão Guarujá com motor 1.8, única com quatro portas na linha desde 1986, quando a Ford tirou a opção do catálogo pelas baixas vendas. Essa versão não teve sucesso, devido ao fato de ser a única versão produzida na Argentina, país que na época tinha a má-fama de produzir carros de qualidade bastante duvidosa.

Segunda geração brasileira[editar | editar código-fonte]

A segunda geração chegou em fins de 1992 já como linha 1993, nas versões L, GL, Ghia, XR3 e XR3 conversível. A partir daí, os motores CHT passaram a usar a nomenclatura "AE". A versão L vinha com motor AE 1.6L. A GL podia vir tanto com o AE 1.6L quanto com o AP 1.8L de origem Volkswagen. A Ghia vinha apenas com motor AP 1.8L. Todas essas versões ainda usavam carburador e tinham versões a gasolina e a álcool. Já o XR3 chegou com motor AP 2.0i a gasolina, com injeção eletrônica monoponto e 115,5 cavalos. Na linha 1994, o XR3 ganhou injeção multiponto no motor 2.0L e uma versão abastecida a álcool com 122,4 cavalos, enquanto todas as outras versões abandonaram o arcaico carburador e passaram a usar também injeção FIC, porém monoponto. Em 1995, o XR3 ganhou novas rodas e ajuste de altura do volante. Com o lançamento da nova geração do Escort, a antiga geração permaneceu em produção, ganhando na linha 1993 a nomenclatura Hobby e motor AE 1.6L. Em 1994, o Hobby ganhou o motor AE 1.0L de 50cv do Volkswagen Gol 1000, após incentivo governamental a motores dessa capacidade. Em 1996, a produção foi transferida para a Argentina para abrir espaço para produzir a nova geração do Fiesta no Brasil e o modelo perdeu as versões Ghia, XR3 e XR3 conversível, além da Hobby, da geração anterior, e do motor AE 1.6i, diminuindo muito a linha. Sobraram só as versões GL (equivalente à antiga L) e GLX com motor AP 1.8i e a nova versão Racer, com motor 2.0i, que tinha intenção de substituir o XR3, sem sucesso devido à extrema simplicidade, pois não havia mais os bancos Recaro, a frente diferenciada e os fartos itens de conforto do XR3. Toda a linha passou a utilizar a grade frontal de formato oval (que vinha nos Escort europeus desde 1992), além de parachoque na cor do carro. Essa linha durou apenas 6 meses no mercado, queimando o modelo, que já não estava bem nas vendas.

Terceira geração brasileira: O Escort Zetec[editar | editar código-fonte]

A terceira geração chegou no fim de 1996, na linha 1997, com o moderno motor Zetec 1.8 16v de 115 cavalos fabricado na Inglaterra, encerrando a presença dos velhos motores Volkswagen na linha. Oferecido inicialmente nas versões hatch de 4 portas, station wagon (inédita no Brasil) e sedã de 5 portas (esse na verdade um Verona renomeado), em versões GL e GLX, o carro fez sucesso. Em 1998, a linha ganhava novamente carroceria 2 portas, nas versões GL e RS, ambas com o mesmo motor Zetec 1.8 16v do resto da linha. No final do mesmo ano, a versão sedan e a GL de duas portas saem de linha, mantendo somente a versão RS na carroceria de 2 portas. No fim de 2000, com a chegada do Ford Focus, sucessor natural do Escort na Europa, o modelo RS sai de linha pelo alto preço da época e a falta de equipamentos em relação a concorrência, já o resto das versões tem apenas alguns ganhos de poucos equipamentos. Em 2001, a linha ganhava motor Zetec-Rocam (Duratec 8v) 1.6L de 95 cavalos para o hatch e a station, que era oferecido somente no GL (que ao contrario do que muita gente pensa, o GL também tinha opção de motor 1.8 até o fim de sua produção, no final de 2002, já como modelo 2003), rebaixando o modelo para abrir espaço para o recém-chegado Focus. O modelo então permaneceu sem alterações até sair de linha em 2003. Sua carreira de 20 anos no Brasil chegava ao fim, e o Focus tomava definitivamente o seu lugar no segmento médio.

Versões[editar | editar código-fonte]

  • Hatch
  • Sedã: chamado de Ford Verona (entre 1989 e 1996) e rebatizado para Escort Sedan (entre 1997 e 1998).
  • Station wagon

Referências

  • Revista Platina, nº 7, Janeiro de 1995. Zero Editorial. Escort XR3 conversível.
  • Revista Quatro Rodas - Abril de 1988 - Edição 333. Escort XR-3 X Uno 1.5R.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]