Ir para o conteúdo

Goiatuba Esporte Clube

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para o outro time da mesma cidade, fundado em 2009, veja Associação Atlética Goiatuba.
Goiatuba EC
Nome Goiatuba Esporte Clube
Alcunhas Azulão do Sul Goiano, Fantasma da curvaweb

</ref>
Fantasma
marmitademendigo

| torcedor = Azulino | mascote = Azulão | rival = Falido
Morrinhos | fundadoem = 5 de maio de 1970 (55 anos) | estádio = Estádio Divino Garcia Rosa (Divinão) | capacidade = 15.000 pessoas | local = Goiatuba, Goiás | presidente = Matheus Lopes | treinador = Augusto Fassina | patrocinio = Goiasa
Brasil Iluminação
Arroz Cristal
| liga = Goianão - Série A
Brasileirão - Série D | modelo = padrão | skin1 = _goiatuba25h | skin_bd1 = _goiatuba25h | skin_be1 = _goiatuba25h | skin_calção1 = _whitesides | skin_meia1 = _goiatuba25h | braçoesquerdo1 = 0000DD | corpo1 = 0000DD | braçodireito1 = 0000DD | calções1 = 0000DD | meias1 = 0000DD | skin2 = _goiatuba25a | skin_bd2 = _goiatuba25a | skin_be2 = _goiatuba25a | skin_calção2 = _goiatuba25a | skin_meia2 = _goiatuba25a | braçoesquerdo2 = FFFFFF | corpo2 = FFFFFF | braçodireito2 = FFFFFF | calções2 = FFFFFF | meias2 = FFFFFF | current = | material = Tolledo Sports | site = goiatuba.esp.br }}

O Goiatuba Esporte Clube, apenas conhecido como Goiatuba, é um clube de futebol brasileiro sediado na cidade de Goiatuba, no estado de Goiás, fundado em 5 de maio de 1970. Suas cores são o azul e o branco. Manda seus jogos no Estádio Divino Garcia Rosa, popularmente conhecido como "Divinão", que tem capacidade para quinze mil espectadores.

Sagrou-se campeão da primeira divisão do Campeonato Goiano no ano de 1992, sendo o terceiro clube do interior a conquistar um título da elite estadual, após um jejum de 25 anos sem títulos de clubes do interior.[1] Hoje, o seleto grupo de campeões goianos do interior, incluindo o Goiatuba, contam com 5 clubes; os outros times são o Anápolis FC (1965), o CRAC (1967 e 2004), o Itumbiara EC (2008) e o Grêmio Anápolis (2021).

História

[editar | editar código]
Escudo usado pelo clube até 2025.[2]

O clube foi fundado em 5 de maio de 1970 por um grupo de desportistas de Goiatuba com o intuito de representar a cidade em competições estaduais. O nome foi escolhido para ter maior identidade com a cidade e na reunião, além de se decidir a direção do clube, também se decidiu o mascote, no caso o pássaro Azulão. A sua primeira partida como time profissional foi vencendo o extinto América de Morrinhos por 1 a 0. [nota 1] Ainda em 1970, conquistou seu primeiro título, a 3ª Taça Vale do Paranaíba, enfrentando as seguintes equipes: Bom Jesus, Triângulo de Monte Alegre, Centralina, Grêmio Buriti Alegre, Vasco de Tupaciguara e o Itumbiara, tendo sido campeão com 18 pontos e com o artilheiro Esqueleti marcando 14 gols.

No ano de 1971, a Federação Goiana de Futebol promoveu um torneio entre o Goiatuba, o América de Morrinhos e o Itumbiara, sendo que o vencedor ganharia o direito de participar do estadual. O Azulão foi aguerrido, vencendo 2 vezes o América e uma vez o Itumbiara fora de casa. A decisão foi entre Goiatuba e Itumbiara, com mais de dez mil torcedores no Divinão; o Itumbiara abriu 2 a 0, mas o Fantasma mostrou imponência e fez gols aos 43 e 45 do segundo tempo com Eduardo e Tino, sagrando-se campeão do torneio seletivo.

O primeiro jogo do Goiatuba no Campeonato Goiano de Futebol foi uma vitória por 1 a 0 sobre o Goianésia no Divino Garcia Rosa. O clube ficou na lanterna do torneio, mas ao menos sagrou-se bicampeão da Copa Vale do Parnaíba ao vencer o Centralina de Minas. Em 1972, o clube assustou os times no estadual ao ficar em sétimo, além de derrubar o Atlético Goianiense na final do Torneio Sul Goiano.

1973 não sai da cabeça do torcedor azulino, quando o time ficou em terceiro lugar no estadual, venceu o Quito Colobata em seu primeiro amistoso internacional por 3 a 0 e aplicou a maior goleada de sua história: 15 a 1 sobre o Miguelópolis.

Em 1974, além de fazer uma campanha bem aquém do esperado no estadual, recebeu uma sonora goleada do Flamengo, quando o time da Gávea venceu por 6 a 2 o time goiano, com direito ao primeiro gol de falta da história de Zico. Nos anos de 1976 e 1977, ficou em penúltimo no estadual.

Em 1981, participou pela primeira vez de uma competição nacional, a Taça de Bronze, equivalente à Série C brasileira, porém o Azulão foi eliminado na primeira fase pelo Itumbiara. No mesmo ano aplicou 9 a 1 no Monte Cristo. Se falamos aqui das goleadas aplicadas pelo Azulão, em 1982 o time também sofreu algumas goleadas históricas, como 9 a 2 para o Vila Nova e 8 a 2 em amistoso contra o Comercial de Ribeirão Preto, sendo que no Goianão acabou sendo rebaixado pela primeira vez.

Em 1984, foi campeão da Segundona goiana, retornando à elite no ano seguinte, quando ficou em oitavo lugar. Em 1987, participou do Torneio Octávio Pinto Guimarães, onde ficou com o vice-campeonato. Ainda em 1987, a pedido da diretoria vigente na época no Goiatuba, o escritor Airton Lima, sob o pseudônimo de "Ceará", compôs o hino oficial do Goiatuba Esporte Clube, que até hoje é utilizado pela instituição e toca nos jogos do Azulão no Estádio Divino Garcia Rosa. Na época, foi gravado em gravação particular em Goiânia e posteriormente lançado na cidade de Goiatuba, em lojas especializadas na venda de discos na cidade.

Em 1988, teve de disputar mais uma vez um seletivo para disputar a elite, dessa vez contra a Jataiense e o CRAC, onde se sagrou campeão. No mesmo ano surpreendeu e conseguiu novamente o terceiro lugar no campeonato, além de ter o artilheiro da competição, o atacante Bill com 13 gols. No ano seguinte, e em 1990, ficou em quarto lugar, sendo que no segundo ano Pirata foi artilheiro do estadual com 12 gols pelo clube azulino.

O melhor ano da história do clube foi em 1992, quando foi comandado pelo falecido ex-jogador e técnico Orlando Lelé, o goleiro Marolla e a base do time de anos anteriores. Na fase final, o Goiatuba venceu todos os seus jogos, sendo campeão na penúltima rodada em Goiânia contra o Vila Nova, vencendo o Colorado por 2 a 0. O centroavante Pirata marcou 16 gols, seguido do zagueiro Bilzão com 14.

Em 1993 disputou a Copa do Brasil, mas foi eliminado logo de cara pelo Ceará. Já no estadual ficou em quinto e com o artilheiro da competição, Lenílson com 21 gols. Além disso, garantiu vaga na Série B pela seletiva.

O time permaneceu bem até 1995, quando o presidente Saburo Hayasaki renunciou ao cargo; em 1996, foi rebaixado no estadual na última colocação. Na Série B, com um elenco caro, o time estava escapando do rebaixamento, isto até o Ceará fazer um gol na Tuna Luso aos 47 do segundo tempo e rebaixar a equipe goiana.

Em 1997, devido ao Caso Ivens Mendes, o Goiatuba não foi rebaixado para a Série C e continuou na Segundona; porém, com um elenco fraco e administração fraca, o clube acabou novamente rebaixado na Série B do Brasileiro fazendo uma campanha medíocre, na qual só conseguiu 2 pontos em 8 jogos possíveis. Esta foi a última participação do time goiano na Série B, mas ao menos foi campeão da divisão inferior de Goiás. [nota 2] O time só retornou às competições nacionais em 2003, quando fez uma campanha muito fraca na Série C, ficando apenas em 89º de 93 equipes. Neste período, o clube chegou até a ser rebaixado novamente à segunda divisão do Campeonato Goiano, mas com retorno imediato à elite.

Em 2005, por pouco não alcançou uma vaga para a Série C. Em 2006, o clube voltou a ser rebaixado no campeonato estadual. Em 2007, fez uma campanha abaixo do esperado, ficando apenas na sexta colocação. Em 2008, foi rebaixado para a Terceira Divisão do Campeonato Goiano, levando na sua última partida 6 a 0 para a Aparecidense.

Em 2009 se licenciou, retornando as atividades no ano seguinte tentando retornar ao segundo escalão goiano, dando amostras que iria conseguir o seu objetivo juntamente com a nova equipe da cidade, a Associação Atlética Goiatuba, mas o clube perdeu justamente no jogo final e perdeu a vaga.

Entre os anos de 2011 e 2018, o clube esteve sem atividades. Em 2019, com uma nova diretoria, apoio da prefeitura e da sua torcida apaixonada, iniciaram-se as regularizações das dívidas do clube, que retornou nas disputas de campeonatos profissionais disputando a Terceira Divisão goiana, fazendo a melhor campanha da história da competição com 100% de aproveitamento, vencendo todos os 11 jogos, marcando 38 gols e sofrendo apenas 6 gols em toda a competição.

Em 2020, devido à pandemia da COVID-19, não disputou a Divisão de Acesso do Campeonato Goiano. Em 2021, retorna à elite goiana após 15 anos ausentes, após fazer uma brilhante campanha, somando 22 pontos em 10 jogos, e subindo junto com a equipe do Morrinhos.

Em 2022, a equipe retorna à primeira divisão do estado, mas faz uma campanha decepcionante, conseguindo apenas uma vitória sobre o Atlético Goianiense, que viria a ser campeão do campeonato, em pleno estádio Antônio Accioly por 2 a 1, além de três empates, culminando assim novamente no rebaixamento da equipe para a Divisão de Acesso do Campeonato Goiano de 2023.[3]

Em 2023, a diretoria reestrutura o time e a equipe faz um bom campeonato, sofrendo apenas duas derrotas em 14 jogos, sagrando-se novamente campeão antecipado da Divisão de Acesso na penúltima rodada após um empate em 2 a 2 fora de casa contra o Santa Helena.

Clássico

[editar | editar código]

O principal clássico do Goiatuba Esporte Clube é contra o Itumbiara, onde fazem o Clássico do Sul de Goiás. Em âmbito municipal, o clube teve como rival o seu quase homônimo Associação Atlética Goiatuba. As duas equipes se duelaram em duas ocasiões, ambas pela Terceira Divisão goiana de 2010. Na primeira partida, o Goiatuba venceu a partida por 1 a 0, e a outra partida ficou empatada em 1 a 1; naquela mesma edição, a Associação Atlética conseguiria o título do campeonato.[4]

O Goiatuba Esporte Clube manda seus jogos no Estádio Divino Garcia Rosa, popularmente conhecido como "Divinão", que possui capacidade para quinze mil pessoas e que pertence à Prefeitura Municipal de Goiatuba. É utilizado pela equipe da cidade em campeonatos profissionais e no campeonato municipal de futebol amador.

Futebol profissional

[editar | editar código]
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Goiano 1 1992
Campeonato Goiano - Divisão de Acesso 4 1984, 1997, 2021 e 2023
Campeonato Goiano - Terceira Divisão 1 2019
Copa Goiás 1 1993
Torneio Incentivo 1 1979
Copa Íris Rezende Machado 1 1993
Copa Sul-Goiana 1 1972
Outras conquistas
Competição Títulos Temporadas
Troféu Jossivani de Oliveira 1 1988
Torneio Hélio Junqueira 1 1987
Seletiva do Campeonato Goiano 1 1988

Campanhas de destaque

[editar | editar código]

Estatísticas

[editar | editar código]

Participações

[editar | editar código]
Participações em 2025
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Goiás Campeonato Goiano 34 Campeão (1992) 1971 2025 4
2ª Divisão 10 Campeão (4 vezes) 1982 2023 4 1
3ª Divisão 2 Campeão (2019) 2010 2019 1
Brasil Série B 5 11º colocado (1995) 1989 1997 2
Série C 2 9º colocado (1993) 1993 2003 1
Série D 1 8º colocado (2025) 2025
Copa do Brasil 1 1ª fase (1993) 1993

Notas e referências

Notas

  1. Em janeiro de 1970, o clube jogou uma partida antes de se tornar realmente um clube de futebol, na inauguração do Estádio Divino Garcia Rosa, contra o JK de Morrinhos. A partida terminou empatada em 2 a 2.
  2. Curiosamente, diferente do Moto Club e do Mogi Mirim, que também foram rebaixados em 1997, o Goiatuba não chegou a jogar a Série C de 1998 por razões desconhecidas.

Referências

  1. Augusto, Felipe (1 de abril de 2015). «Goiatuba: do filho para o pai, o grande título!». Revista Série Z. Consultado em 4 de março de 2023 
  2. «Goiatuba EC apresenta novo escudo, em projeto assinado pelo Futbox». Mantos do Futebol. 30 de setembro de 2025. Consultado em 1 de outubro de 2025 
  3. Vilarins, Eduardo (26 de fevereiro de 2022). «Aparecidense marca dois gols no fim e rebaixa o Goiatuba para a Divisão de Acesso». Esporte Goiano. Consultado em 11 de março de 2022 
  4. «Tabela do Campeonato Goiano da 3ª Divisão - Edição 2010 - FGF». Federação Goiana de Futebol. Consultado em 20 de dezembro de 2020