Helena Roseta

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Helena Roseta
Nome completo Maria Helena do Rego da Costa Salema Roseta
Nascimento 23 de dezembro de 1947 (69 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Alma mater Escola Superior de Belas Artes de Lisboa
Ocupação Deputada e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa

Maria Helena do Rego da Costa Salema Roseta (Lisboa, 23 de dezembro de 1947) é uma arquitecta e política portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Licenciada em Arquitectura, pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa da Universidade de Lisboa, Helena Roseta iniciou a sua carreira junto de Nuno Portas, com quem colaborou primeiro no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, e depois no seu atelier. Colaborou também com os arquitectos Maurício de Vasconcelos e Bruno Soares, na recuperação de bairros clandestinos, e com Sebastião Formosinho Sanchez, num projeto hospitalar.

Antes do 25 de abril de 1974 foi uma ativa dirigente da Juventude Escolar Católica. Em 1973 foi eleita secretária-geral do Sindicato Nacional dos Arquitectos. Detida pela PIDE em 1973, participara nesse mesmo ano no III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro.

Após a Revolução de 25 de Abril de 1974 aderiu ao Partido Social Democrata. Foi eleita deputada à Assembleia Constituinte, em 1975, e à Assembleia da República, em 1976. Neste mesmo ano é eleita vereadora na Câmara Municipal de Lisboa.

Em 1978, quando Francisco Sá Carneiro resolve retirar o apoio ao governo presidencial de Carlos Mota Pinto, gota de água para que 37 deputados do PSD abandonarem o partido, em 4 de abril de 1979 (alguns dos quais viriam a fundar a ASDI), Helena Roseta é uma das acérrimas defensoras de Sá Carneiro. A seguir é uma das proponentes, no seio do partido, da formação de listas conjuntas entre o PSD, o CDS, de Diogo Freitas do Amaral, e o PPM, de Gonçalo Ribeiro Telles, participando assim na génese da formação da Aliança Democrática[1].

Será eleita de novo deputada, nas listas da AD, em 1979 e 1980. Em 1982 é eleita presidente da Câmara Municipal de Cascais, cargo que exerceu até 1985.

Dirigiu o jornal oficial do PSD, Povo Livre.

Em 1986 resolveu apoiar Mário Soares para Presidente da República, o que a levou a abandonar o PSD. Subsequentemente, integrou as listas do Partido Socialista para as eleições legislativas de 1986, acabando por formalizar a sua adesão a este partido em 1991.

Ainda no âmbito da sua carreira profissional foi membro da equipa do Plano Director e Plano Estratégico de Lisboa e do Plano Estratégico da Guarda, entre 1991 e 1995; lecionou as disciplinas de Urbanismo e Cidadania e Urbanismo e Autarquias na Universidade Lusófona, entre 1995 e 1997, e foi perita da OCDE para a Sustentabilidade Urbana. Presidiu ao Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos, de 2001 a 2007.

Em 1993 assumiu a gerência do Botequim, o bar de Natália Correia, situado na Graça, em Lisboa. Mais tarde organizou o espólio da poetisa, na qualidade de testamenteira de Dórdio Guimarães, em 1999.

Em 1998 dinamizou o Movimento Sim pela Tolerância, no referendo pela despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, em 1999 integrou a Comissão Coordenadora do Movimento Nacional a Favor de Timor-Leste, e em 2004 fundou o Clube de Política, Liberdade e Cidadania, bem como o MIC-Movimento de Intervenção e Cidadania, em 2006. Publicou a colectânea de textos, Os dois lados do espelho, em 2001.

Em ruptura com o PS, candidatou-se a presidente da Câmara Municipal de Lisboa, em 2007, conseguindo a eleição como vereadora, pelo Movimento Cidadãos por Lisboa. Foi responsável neste contexto pela elaboração do Programa Local de Habitação de Lisboa. Em 2009, o movimento Cidadãos por Lisboa acabou por se coligar com o PS. Foi assim eleita vereadora no executivo de António Costa na CML, entre 2009 e 2013, com o pelouro da Habitação e do Desenvolvimento Social.

Em 2013, o movimento Cidadãos por Lisboa renovou o acordo coligatório com o PS para as eleições autárquicas desse ano, tendo conseguido eleger dois vereadores e seis deputados municipais, um dos quais Helena Roseta. Deste modo, como cabeça de lista do PS na condição de independente, a lista mais votada nas eleições autárquicas de 2013, foi eleita Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa para o mandato 2013-2017. Em 2017, o movimento Cidadãos por Lisboa renovou o acordo coligatório com o PS (agora liderado por Fernando Medina) para as eleições autárquicas desse ano, tendo mantido igual número de vereadores (dois) e de deputados municipais (seis), um dos quais Helena Roseta, eleitos nas listas do PS. Deste modo, como cabeça de lista do PS na condição de independente, a lista mais votada nas eleições autárquicas de 2017, é a actual Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa para o mandato 2017-2021.

Foi cooptada para o Conselho Geral da Universidade do Minho em 2013, acabando por renunciar em 2014.

Face ao seu apoio a António Costa, com a chegada deste a secretário-geral do PS, integrou, em 3º lugar, a lista do PS por Lisboa nas legislativas de 2015, tendo sido eleita deputada à Assembleia da República, na qual é actualmente coordenadora do grupo de trabalho para a habitação, na XIII legislatura.

Foi comentadora na SIC Notícias. Recebeu a Medalha de Mérito do Conselho da Europa, em 1982.

É casada mas separada de facto com Pedro Roseta, com a qual tem três filhas e sete netos e netas. Foi, tal como seu cunhado António Capucho, marido de sua irmã, Presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]