História da Nigéria

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Em 800 a.C. o povo nok funda a primeira sociedade organizada na região.[1]

Pelo ano 1000 Kanem era o principal estado que se enriquecia com o comércio transariano.[1]

O Império de Kanem-Bornu, próximo ao Lago Chade, dominou a parte norte da Nigéria por mais de 600 anos, prosperando como rota de comércio entre os bárbaros norte-africanos e os povos da floresta. No começo do século XIX, Usman dan Fodio reuniu a maior parte das áreas do norte sob o controlo de um império islâmico tendo como centro Sokoto.

Ambos os reinos de Oyo, no sudoeste, e Benim, no sudeste, desenvolveram sistemas elaborados de organização política nos séculos XV, XVI e XVII. Ifé e Benim são notas pelas suas grandes obras artísticas em marfim, madeira, bronze e metais, os conhecidos como "bronzes do Benim".

Entre os séculos XVII e XIX, comerciantes europeus estabeleceram portos costeiros para o aumento do tráfico de escravos para as Américas. O comércio de commodities substituiu o de escravos no século XIX.

A Companhia Real de Niger foi criada pelo governo britânico em 1886. A Nigéria tornou-se um protetorado britânico em 1901, e uma colônia em 1914. Em resposta ao crescimento do nacionalismo nigeriano ao final da Segunda Guerra Mundial, o governo britânico iniciou um processo de transição da colônia para um governo próprio com base federal, concedendo independência total em 1960, tornando-se a Nigéria uma federação de três regiões, cada uma contendo uma parcela de autonomia.

Em 1966, dois golpes sucessivos por diferentes grupos militares deixaram o país sob uma ditadura militar, o primeior foi levado a cabo pelo major general Ironsi, e o segundo por general Gowon.[1] Os líderes do segundo golpe tentaram aumentar o poder do governo federal, e substituíram os governos regionais por 12 governos estaduais. Os Igbos, grupo dominante etnicamente na região leste, declararam independência como a República do Biafra em 1967, iniciando uma sangrenta guerra civil que terminou com sua derrota.

Em 1975, um golpe pacífico levou Murtala Ramat Mohammed ao poder, que prometeu um retorno ao estado civil. Entretanto, ele foi morto em seguida, tendo como sucessor Olusegun Obasanjo. Uma nova constituição foi promulgada em 1977, e eleições foram realizadas em 1979, sendo ganhas por Shehu Shagari.

A Nigéria retornou ao governo militar em 1983, através de um golpe que estabeleceu o Supremo Conselho Militar como o novo órgão regulamentador do país. Depois das eleições de 1993, que foram canceladas pelo governo militar, o general Sani Abacha subiu ao poder. Quando ele morreu subitamente em 1998, Abdulsalami Abubakar tornou-se o líder do SMC, agora conhecido como o Conselho Provisório de Regulamentação. Ele anulou a suspensão da constituição de 1979 e, em 1999, a Nigéria elegeu Olusegun Obasanjo como presidente nas suas primeiras eleições em 16 anos. Obasanjo e seu partido também ganharam as turbulentas eleições de 2003.

Em 1992 foi iniciada a produção de petróleo.[1]

Na segunda metade do século XV, navegantes portugueses entraram em contato com os reinos costeiros, e logo estabeleceram intenso e próspero tráfico de escravos para as plantações do continente americano. Os governantes dos estados litorâneos capturavam os escravos no interior do país, onde as populações eram politicamente menos organizadas. Essa atividade criou grande vazio demográfico na zona central da atual Nigéria, que persistiu até a época da independência. Navegadores de todos os países colonialistas europeus participaram do comércio de escravos, que só passou a diminuir com a proibição do tráfico, no começo do século XIX, período em que os britânicos deslocaram forças navais para a Nigéria e começaram a ocupação. 

O comércio negreiro foi substituído pelo dos produtos das grandes plantações, sobretudo o azeite-de-dendê. A conferência realizada em Berlim pelas potências coloniais reconheceu, em 1885, o domínio britânico sobre o território nigeriano. Sua administração foi confiada à Companhia Real do Níger e em 1900 criou-se o protetorado britânico da Nigéria do Norte. Seis anos depois, a zona costeira transformou-se no protetorado da Nigéria do Sul. Após a primeira guerra mundial, a bacia do rio Cross, que fazia parte da colônia alemã de Camarão, foi anexada ao território controlado pelos britânicos, e permaneceu unificada sob a denominação de Nigéria. 

Independência. Depois de um período provisório de administração indireta, em 1º de outubro de 1960 a Nigéria passou a ser um estado independente associado à Comunidade Britânica de Nações. Três anos depois foi proclamada a república. O novo estado constava de quatro regiões federais com ampla autonomia. A instabilidade provocada pelos conflitos étnicos, no entanto, levou o general Johnson Aguiyi-Ironsi a tomar o poder em janeiro de 1966, e estabelecer um estado unitário. Poucos meses depois, novo golpe passou o poder ao coronel Yakubu Gowon, que implantou uma federação de 12 estados. 

Em maio de 1967 ocorreu a secessão dos ibos, que constituíram a República de Biafra, com capital em Enugu, na parte sudeste do país. No conflito que se seguiu intervieram grandes potências e grupos estrangeiros, sobretudo companhias de petróleo, que disputavam as jazidas descobertas na costa leste. O povo ibo, o mais progressista da região, sustentou suas posições por quase três anos, mas o isolamento infligido pelas tropas federais arrasou-o por meio da fome e de grandes matanças. Em janeiro de 1970 o coronel Odumegwu Ojukwu, líder da rebelião, fugiu para a Costa do Marfim. Apesar da guerra civil, em que morreram mais de um milhão e meio de pessoas, a pacificação e reconstrução econômica foram rápidas. 

Em julho de 1975 o general Gowon foi deposto. Seu sucessor, o brigadeiro Murtala Ramat Mohamed, foi assassinado em 1976, após ter convocado eleições gerais, que se realizaram em 1979, sob o governo do general Olusegun Obasanjo. Foi promulgada uma constituição e eleito presidente Alhaji Shehu Shagari, reeleito em 1983. Novo golpe militar deu o poder a um Conselho Militar Supremo, substituído em 1984 por um governo de maioria civil, presidido pelo general Mohamed Buhari. 

Em 1985, o general Ibrahim Babangida tomou o poder, prometeu restaurar o sistema constitucional e iniciou um programa de saneamento financeiro. A história da jovem democracia nigeriana tornou-se uma longa sucessão de golpes. Em 1993, a eleição geral, com vistas à redemocratização, foi anulada pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional, ante a vitória do oposicionista Moshood Abiola. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Série de autores e consultores, Dorling Kindersley, History (título original), 2007, ISBN 978-989-550-607-1, pág 558

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Jean-Marie Lambert, História da África Negra, Ed. Kelps, 2001.


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