Joana, esposa de Chuza

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Santa Joana
Portadora de mirra
Nascimento século I a.C.
Morte século I
Veneração por Igreja Católica
Igreja Ortodoxa
Igreja Luterana
Festa litúrgica 24 de maio
Gloriole.svg Portal dos Santos

Joana (em grego: Ἰωάννα γυνὴ Χουζᾶ) é o nome de uma mulher mencionada nos evangelhos canônicos que foi curada por Jesus e que teria depois apoiado os discípulos e Jesus em suas viagens, mencionada no Evangelho de Lucas como uma das seguidoras de Jesus. Ela era esposa de Chuza, responsável pela residência de Herodes Antipas, o tetrarca da Galileia. Seu nome significa "Iavé foi gracioso"[1], uma variação de "Ana", que significa "graça" ou "favorecimento".

Joana em Lucas[editar | editar código-fonte]

Em Lucas 8 (Lucas 8:1-3), Joana, identificada como "esposa de Chuza", aparece listada entre as "mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades", juntamente com Maria Madalena e Susana. O teólogo Adrian Hastings sugeriu que ela pode ter sido uma das fontes de Lucas para os eventos ocorridos na corte de Herodes[2]. Como esposa de um importante oficial da corte, ela teria os meios necessários para viajar e apoiar Jesus e os discípulos. Ela é citada novamente em Lucas 24 com «Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago; também as outras que estavam com elas, relataram estas coisas aos apóstolos.» (Lucas 24:10), as primeiras a relatarem aos onze apóstolos que o túmulo de Jesus estava vazio e que ali estavam «dois varões com vestes resplandecentes» (Lucas 24:4).

Portadora de mirra[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Portadores de mirra

Na tradição ortodoxa, Joana é lembrada como "Santa Joana, Portadora de Mirra" (em grego: Αγία Ιωάννα η Μυροφόρος) e é comemorada entre as oito mulheres que levaram as ervas aromáticas para untar o corpo de Jesus (e foram testemunhas da ressurreição) no "Domingo das Portadoras de Mirra", que ocorre dois domingos depois da Pascha ("Páscoa").

Embora não seja mencionada pelo nome em Atos 1, é muito provável que Joana tenha sido uma das mulheres que se juntaram aos discípulos e Maria no cenáculo para rezar. Ela estava entre os 120 que elegeram Matias para preencher a vaga deixada por Judas Iscariotes e também estava presente no Pentecostes[3].

Identificação com Júnia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Júnia

Richard J. Bauckham e Ben Witherington III concluíram que Joana, a discípula, é a mesma pessoa que Júnia, mencionada em Romanos 16 (Romanos 16:7). A maioria dos antigos manuscritos gregos listam o nome "Júnia" como feminino, uma opinião que representa o consenso atual sobre o tema[4].

Referências

  1. Douglas, J. D. and Tenney, Merrill C., Zondervan Illustrated Bible Dictionary (2011), p. 742. ISBN 0310229839
  2. Hastings, Adrian. Prophet and witness in Jerusalem: a study of the teaching of St. Luke, (London; New York: Longmans, Green, 1958), p.38 (em inglês)
  3. "Joanna", Coptic Orthodox Diocese of the Southern United States (em inglês)
  4. Al Wolters, "IOUNIAN (Romans 16:7) and the Hebrew name Yĕḥunnī," JBL 127 (2008), 397. (em inglês)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lockyer, Herbert. All the Women of the Bible (em inglês). [S.l.: s.n.] 
  • Bauckham, Richard J., Gospel Women (Grand Rapids, Mich.: Eerdmans, 2002), pp. 109–202. (em inglês)
  • Witherington, Ben, III, "Joanna: Apostle of the Lord—or Jailbait?", Bible Review, Spring 2005, pp. 12–14+ (em inglês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]