Jornalismo sindical

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Chama-se Jornalismo Sindical a especialização da profissão jornalística na cobertura jornalística interna dos fatos de um sindicato, uma central sindical ou qualquer associação que participe de campanhas trabalhistas, bem como a produção de veículos jornalísticos voltados para circulação entre os próprios profissionais sindicalizados (jornais sindicais, boletins e newsletters).

Jornalismo Sindical é um ramo do Jornalismo Institucional (que inclui outras pessoas jurídicas de natureza não-ativista e apolítica).

O Jornalismo Sindical surgiu com os primeiros movimentos operários (Jornalismo Proletário), que já utilizavam ativamente jornais mimeografados para expressar suas reivindicações e manifestos. Mais tarde, alguns jornalistas (principalmente aqueles envolvidos nas atividades de seus próprios sindicatos) se especializaram em produzir veículos de comunicação específicos para o sindicalismo.

É necessário contrastar as atividades de Jornalismo Sindical com as de Assessoria de Imprensa.

Temas[editar | editar código-fonte]

As pautas do Jornalismo Sindical incluem a cobertura de eventos (greves, campanhas salariais, demissões, negociações com patrões, festas do sindicato), as instituições que geram produtos e fatos (sindicatos, centrais sindicais, empresas, ONGs), as políticas públicas para a área (leis trabalhistas, regulamentações sobre as atividades do setor profissional do sindicato, decisões judiciais que afetem a profissão) e o dia-a-dia do setor.

Jornais sindicais, em geral, servem como veículo de propaganda e manifestações abertamente politizadas dos trabalhadores que os editam e, raramente, têm preocupação com imparcialidade editorial.

Fontes[editar | editar código-fonte]

Como na maior parte das especializações jornalísticas, as fontes do Jornalismo Sindical são divididas entre protagonistas (sindicalistas e patrões), autoridades (ministro e secretários do Trabalho, da Previdência, Justiça Trabalhista), especialistas (consultores) e usuários (profissionais sindicalizados).

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • ARAÚJO, Silvia Maria de. CARDOSO, Alcina. Jornalismo & Militância Operária. Curitiba: EdUFPR, 1992.
  • ARAÚJO, Vladimir Caleffi. O Jornalismo de Informação Sindical: atores e práticas de uma forma de produção jornalística. Porto Alegre: EdUFRGS, 2009.
  • CORRÊA, Moysés Chernichiarro. Sindicalismo e Comunicação. São Paulo: LivroPronto, 2006.
  • GIANNOTTI, Vito. O que é jornalismo sindical?. São Paulo: Brasiliense, 1998.
  • MOMESSO, Luiz. Comunicação Sindical: limites, contradições, perspectivas. Recife : EdUFPE, 1997.
  • SILVA, Sérgio Gomes da (org.). Comunicação Sindical em Época de Crise. São Paulo: ECA/USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), 1992.
  • UFF. Guia dos Jornais Operários do Rio de Janeiro. Niteroi: Instituto de Ciências Humanas e Filosofia - ICHF/UFF, 1988.

Artigos relacionados[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]