Levante integralista

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SaudacaoIntegralista1935.jpg
Grupo de integralistas fazendo a famosa saudação "Anauê!".
Conflitos na História do Brasil
Período Republicano
República Velha
1ª Revolta de Boa Vista: 1892-1894
Revolta da Armada: 1893-1894
Revolução Federalista: 1893-1895
Guerra de Canudos: 1893-1897
Revolta da Vacina: 1904
2ª Revolta de Boa Vista: 1907-1909
Revolta da Chibata: 1910
Guerra do Contestado: 1912-1916
Sedição de Juazeiro: 1914
Greves Operárias: 1917-1919
Revolta dos Dezoito do Forte: 1922
Revolução Libertadora: 1923
Revolução de 1930: 1930
Era Vargas
Revolução Constitucionalista: 1932
Intentona Comunista: 1935
Levante Integralista: 1938
Regime Militar
Guerrilha de Três Passos: 1965
Guerrilha do Caparaó: 1967
Guerrilha do Araguaia: 1967-1974
Revolta dos Perdidos: 1976

Levante integralista foi uma revolta armada contra o governo brasileiro do Estado Novo ocorrido em 10 de maio de 1938.

História[editar | editar código-fonte]

Getúlio Vargas, desde a fundação da Ação Integralista Brasileira (AIB), tivera seu apoio, tendo em vista que seu principal líder, Plínio Salgado, almejava o cargo de ministro da Educação (segundo suspeita do próprio presidente, para influenciar a juventude). Mesmo assim, após a criação do Estado Novo, embora tivesse prometido, na presença do Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra, ao chefe integralista Plínio Salgado, grande espaço de atuação para a ideologia integralista, Vargas decretou o fechamento de todos os partidos políticos nacionais, incluindo a AIB. A insatisfação dos integralistas materializou-se em dois levantes, ocorridos no intervalo de 60 dias[1].

O primeiro aconteceu em 11 de março de 1938 e envolveu a tentativa de tomada dos 3º BI (à época situado em Botafogo, no Rio de Janeiro) e 5º BI (Centro do Rio de Janeiro), neste último caso, com a participação do oficial de dia do batalhão, além da tentativa de sublevação do CFN. A atuação do Comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, Coronel Mário José Pinto Guedes, [2]reagindo ao golpe foi decisiva: graças à ação da PMDF, em trabalho conjunto com os serviços de Inteligência (SNI), do Exército (SNI - Terra) e Marinha (SNI - Mar), em poucas horas a rebelião foi debelada, e os principais líderes foram presos.[1]

O segundo golpe aconteceu sessenta dias depois, com uma tentativa de tomar a Chefia de Polícia Civil e assassinar Filinto Muller, além da tentativa frustrada de resgate dos líderes Integralistas: Coronel Euclides Figueiredo e Otávio Mangabeira, no Regimento de Cavalaria da PMDF.[1] A principal atuação porém, foi o ataque por um grupo de 80 integralistas, entre a zero hora e as duas horas do dia 11 de maio de 1938, ao Palácio Guanabara, residência oficial do Governo Federal, em uma tentativa de depor Vargas e reabrir a AIB. Os integralistas, liderados por Severo Fournier, quase conseguiram entrar no palácio Guanabara e matar Getúlio, mas o Exército e a Polícia Especial chegaram no último momento e controlaram a situação.

Após o ataque ser contido muitos dos revoltosos foram fuzilados e presos. Como resultado, outros, em torno de 1.500 integralistas, foram presos e Plínio Salgado, líder da Ação Integralista Brasileira, foi para o exílio em Portugal, [3]de onde tentou reorganizar o movimento integralista.

Referências

  1. a b c SILVA, Hélio. 1938 - Terrorismo em Campo Verde. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964
  2. O novo commando da Polícia Militar. O Imparcial, 3 de outubro de 1936
  3. CPDOC-FGV. Ação Integralista Brasileira (AIB)

Ver também[editar | editar código-fonte]