Major Olímpio

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Major Olímpio
Major Olímpio
Senador por São Paulo
Período Posse pendente
Deputado Federal por São Paulo
Período 1 de fevereiro de 2015
até a atualidade
Deputado Estadual de São Paulo
Período 1 de fevereiro de 2007
até 31 de janeiro de 2015
Dados pessoais
Nome completo Sérgio Olímpio Gomes
Nascimento 20 de março de 1962 (56 anos)
Presidente Venceslau, São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Partido PP (2002–2006)
PV (2006–2010)
PDT (2010–2015)
PMB (2015–2016)
SD (2016–2018)
PSL (2018–presente)
Profissão Policial militar e Politico
Website Website oficial
Serviço militar
Lealdade Polícia Militar do Estado de São Paulo
Graduação 3 - major.jpg Major

Sérgio Olímpio Gomes (Presidente Venceslau, 20 de março de 1962),[1] mais conhecido como Major Olímpio,[2] é um policial militar e político brasileiro, filiado ao Partido Social Liberal (PSL).[3][4] Foi deputado estadual por São Paulo, sendo que em seu segundo mandato foi líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP).[5] Nas eleições estaduais em 2014, foi eleito deputado federal por São Paulo.[6] Em 2018, elegeu-se senador por São Paulo.[7]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sérgio Olímpio Gomes, paulista de Presidente Venceslau, foi presidente da Associação Paulista dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo e diretor da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Como oficial, exerceu suas funções por 29 anos. É bacharel em ciências jurídicas e sociais, jornalista, professor de educação física, técnico em defesa pessoal, instrutor de tiro e autor de livros voltados para a questão da segurança. Em 2006, foi eleito deputado estadual com 52.386 votos, tendo sido reeleito em 2010 com 135.409 votos. Em 2015, assumiu seu primeiro mandato como deputado federal após ser eleito no pleito de 2014 com 179.196 votos. Em 2006 se filiou ao Partido Verde, se candidatou a deputado estadual e foi eleito.

Em 2010, mudou para o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e nas eleições daquele ano chegou a ser indicado pelo partido para assumir o posto de vice na chapa encabeçada pelo então candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante do Partido dos Trabalhadores (PT). Porém, a escolha foi mal recebida por algumas lideranças do PT de São Paulo e pelo próprio presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Com isso, os partidos acabaram acordando a indicação do engenheiro e professor Coca Ferraz para ocupar o posto de candidato a vice-governador do estado.[8][9][10]

Nas eleições de 2010 optou pela candidatura a Assembleia Legislativa de São Paulo. Em maio de 2013, Olímpio foi anunciado como candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT) ao governo de São Paulo para as eleições de 2014.[11]

Em junho de 2013, Olímpio criticou o prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin pela postura de ambos diante dos protestos gerais, afirmando que os dois estariam mais preocupados com as eleições do ano seguinte do que com a violência, e que "faltou pulso firme".[12]

Olimpio foi líder do PDT na Assembleia Legislativa, de onde se desligou em 31 de janeiro de 2015 para assumir sua vaga na Câmara dos Deputados.

Em 2015 assumiu seu primeiro mandato como deputado federal, após ser eleito no pleito de 2014 com 179.196 votos.

Em novembro de 2015, anunciou sua saída do PDT e o ingresso ao recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB).[13] Em março filiou-se ao Solidariedade (SD).

Na cerimônia de posse do ex-presidente Lula como Ministro da Casa Civil, em 17 de março de 2016, Olímpio gritou "vergonha", sendo então hostilizado pelos presentes e retirado do recinto pelos seguranças.[14][15]

Olímpio foi candidato a prefeito de São Paulo nas eleições de 2016 pelo Solidariedade e obteve 116.870 votos.[16]

Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[17] Já durante o Governo Michel Temer, votou contra a PEC do Teto dos Gastos Públicos.[17] Em abril de 2017, foi contrário à Reforma Trabalhista.[17][18] Em agosto de 2017, votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer.[17][19]

Em março de 2018, Olímpio filiou-se ao PSL[3][4] e, por esse partido, nas eleições de 2018, foi eleito senador por São Paulo,[20][21] obtendo a maior votação naquele estado.[22]

Polêmica[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2018 a então pré-candidata ao Senado Federal Joice Hasselmann foi aclamada pré-candidata ao governo de São Paulo por um grupo de filiados de seu partido, o PSL, em um evento em Araçatuba. Contudo, o anúncio irritou o presidente do partido no estado, o deputado Major Olímpio, que criticou a atitude da jornalista, pois segundo Olímpio não houve deliberação oficial pelo partido sobre a candidatura ao governo de São Paulo. O deputado ainda acusou Hasselmann, em vídeo publicado na internet, de desrespeitar a executiva estadual e se referiu a jornalista como um "cavalo de troia" dentro do partido. As divergências entre o grupo de Olímpio e Hasselmann iniciaram após a oposição e as críticas da jornalista a negociação em andamento da aliança estadual entre o PSL e o PMDB, que resultaria no apoio a candidatura de Paulo Skaff ao governo de São Paulo. O grupo capitaneado pela jornalista e outros membros do partido contrários àquela aliança vinham reivindicando candidatura própria ao governo paulista na tentativa de barrar o acordo entre os dois partidos no estado, e a aclamação a candidatura de Hasselmann teria sido uma manifestação do grupo nesse sentido. Após o episódio, Major Olímpio junto de outras lideranças estariam tentando a expulsão da jornalista de seus quadros de filiados ou aplicação de punições perante o conselho de ética do partido. De acordo com a jornalista, “as ações do Major Olímpio mostram que ele quer minar uma candidatura do PSL em São Paulo e apoiar o Skaf, seu antigo parceiro de eleição. Em 2014, ele esteve ao lado do Skaf e agora trabalha para que isso aconteça de novo”.

Contudo, após abertura de procedimento disciplinar no Comitê de Ética do PSL ficou decidido a aplicação de apenas uma advertência formal a Hasselmann. Também ficou pacificada a controvérsia entre ela e o presidente do partido em São Paulo após a desistência da jornalista de sua candidatura ao Senado Federal, uma vez que optou por concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, assim, deixando Major Olímpio como único candidato a senador pelo partido representando aquele estado.[23][24][25][26][27][28][29]. Em dezembro do mesmo ano, após as eleições, a desavença entre Olimpio e Joice ganha novos capítulos com uma entrevista do senador eleito ao jornal "Folha de S.Paulo", na qual afirma que todos da bancada do PSL estão contra a deputada federal eleita, que protagonizou um bate-boca com o também deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro no aplicativo de mensagens WhatsApp. Olimpio acusou Joice de ser a responsável pelo vazamento da discussão <ref> https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/12/07/nao-ha-racha-quando-sao-todos-contra-joice-hasselmann-diz-major-olimpio.amp.htm

Livros[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fernando Rodrigues. «Major Olimpio (2010)». UOL. Consultado em 30 de junho de 2013 
  2. Câmara dos Deputados
  3. a b «Major Olímpio se filia ao PSL e pode ser candidato ao Senado por São Paulo». Exame. 27 de março de 2018. Consultado em 15 de setembro de 2015 
  4. a b G1 (8 de março de 2018). «Pelo menos 15 deputados trocam de legenda no primeiro dia da janela partidária; veja lista». Consultado em 9 de março de 2018 
  5. «Olímpio Gomes». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 30 de junho de 2013 
  6. Costa, Camilla (7 de outubro de 2014). «Número de ex-policiais eleitos deputados aumenta 25%». BBC. Consultado em 17 de fevereiro de 2015 
  7. «Major Olimpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB) são eleitos senadores por São Paulo». G1 
  8. «Época - NOTÍCIAS - PDT indica Major Olímpio para vice de Mercadante». revistaepoca.globo.com. Consultado em 6 de julho de 2018 
  9. «PDT indica ex-tucano para vice de Mercadante - Brasil - Estadão». Estadão 
  10. «PT tenta viabilizar ex-PM para vice de Mercadante». Eleições 2010. 9 de junho de 2010 
  11. «PDT lança Major Olímpio ao governo de SP». IG. Consultado em 21 de maio de 2013 
  12. «"São dois carecas brigando por um pente", diz-pedetista sobre Haddad e Alckmin». IG. 14 de junho de 2013. Consultado em 30 de junho de 2013 
  13. «Perfil de Major Olímpio no portal da Câmara dos Deputados» 
  14. «Deputado Major Olímpio grita "vergonha" e tumultua cerimônia de posse de Lula». Último Segundo. 17 de março de 2016. Consultado em 15 de setembro de 2018 
  15. Filipe Matoso (17 de março de 2016). «Deputado grita 'vergonha' durante cerimônia de posse de Lula». G1. Consultado em 15 de setembro de 2018 
  16. UOL. «Apuração em São Paulo». Consultado em 2 de outubro de 2016 
  17. a b c d G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017 
  18. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  19. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  20. «PSL lança candidatura de Major Olímpio ao Senado». O Antagonista. 5 de agosto de 2018. Consultado em 15 de setembro de 2018 
  21. «Candidato Major Olimpio 177». Gazeta do Povo. Consultado em 15 de setembro de 2018 
  22. «Major Olimpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB) são eleitos senadores por São Paulo». G1 
  23. «Major Olímpio tenta censurar pré-candidatura de Joice Hasselmann ao governo de São Paulo». agoraparana.uol.com.br. Consultado em 20 de junho de 2018 
  24. «A discórdia entre o Major Olímpio e Joice Hasselmann em SP». BR 18 
  25. Fucs, José (16 de junho de 2018). «A discórdia entre o Major Olímpio e Joice Hasselmann em SP». BR 18 
  26. «PSL discute expulsão de Joice Hasselmann - O Antagonista». O Antagonista. 20 de junho de 2018 
  27. «Joice Hasselmann é pré-candidata ao governo de SP pelo PSL». Gazeta do Povo. 16 de junho de 2018 
  28. «'O Major Olímpio quer apoiar o Skaf em SP'». BR 18 
  29. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome :18

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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