Mar de Azove

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Azove ligado pelo estreito de Kerch ao mar Negro

Mar de Azove[1][2] (em russo: Азо́вское мо́ре; transl.: Azovskoye more; em ucraniano: Азо́вське мо́ре; transl.: Azovs'ke more; em tártaro da Crimeia: Azaq deñizi), conhecido na Antiguidade Clássica como lago Meótis (em grego clássico: Μαιώτις; transl.: Maiótis; em latim: palus Maeotis), é uma pequena região ao norte do mar Negro, ligado a ele pelo estreito de Kerch. Tem ao norte a Ucrânia, a leste a Rússia (incluindo a península de Taman) e ao oeste a península da Crimeia.

O mar tem 340 km de comprimento e 135 km de largura, com uma área de 37 555 km². Os principais rios a desaguarem no mar são o rio Don e o rio Cubã; eles garantem que as águas do mar tenham um teor salino baixo, e também transportam vastos volumes de sedimentos ao mar. O Azove é o mais raso mar da Terra, com uma profundidade máxima de 14 metros;[3] na verdade, onde o sedimento se depositou, como no golfo de Taganrog, a profundidade média é de menos de um metro. A corrente principal no Azove é uma corrente anti-horária; as marés são variáveis, mas podem atingir 5 metros. No inverno, extensas porções do mar gelam.

No dia 25 de Novembro de 2018, a Federação Russa fechou o acesso ao Estreito de Querche para navegação, o que significa na prática fechar o Azove. Adicionalmente, a Federação Russa sequestrou navios ucranianos, o que levou a uma resposta imediata de repudio da União Europeia por meio de sua porta-voz.

Azove no inverno

Portos principais[editar | editar código-fonte]

Os principais portos são Berdyansk, Mariupol, Rostov do Don, Taganrog e Yeysk. Dois canais entram no mar: o canal Volga-Don e a ligação para o mar Cáspio através do canal Manych. O mar tem um número significativo de pontos de pesca e tem sido explorado pelo gás e pelo petróleo.

Historicamente, Azove tem uma grande variedade de vida marítima, com mais de 80 espécies de peixes identificadas, assim como 300 variedades de invertebrados. A diversidade e a quantidade vêm sendo reduzidas pelo excesso de pesca e pelo excessivo nível de poluição.

Referências

  1. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Formar 1967, p. 461.
  2. Camões 1989, p. 326.
  3. Andrey G. Kostianoy, Aleksey N. Kosarev (2007). The Black Sea Environment. [S.l.]: Springer. ISBN 9783540742913 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Camões, Luís de (1989). Pimpão, Álvaro Júlio da Costa; Castro, Aníbal Pinto de, ed. Os Lusíadas. Lisboa: Ministério da Educação, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa 
  • Dicionário Enciclopédico Ilustrado Formar. 1. São Paulo: Formar. 1967 
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