Retinopatia hipertensiva

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Retinopatia hipertensiva
Esse exame de fundo de olho revela vasos estreitos, com reflexo alterado e cruzamento de artérias e veias. (Retinopatia de Grau 2)
Especialidade oftalmologia
Classificação e recursos externos
CID-10 H35.0
CID-9 362.11
MedlinePlus 000999
MeSH D058437, D058437
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Retinopatia hipertensiva é a lesão à retina causada pela pressão sanguínea aumentada (hipertensão).

Causa[editar | editar código-fonte]

Hipertensão arterial começa sem sintomas e pode permanecer assintomática por muitos anos. A retinopatia hipertensiva pode ser o primeiro signo e visão borrosa pode ser o primeiro sintoma.[1]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os primeiros sinais são alterações vasculares que só podem ser vistos no exame de fundo de olho. Essas alterações da retina são muito comuns na população geral, chegando a afetar entre 3 e 14% dos maiores de 40 anos e a frequência aumenta com a idade.

As lesões de retinopatia avançada são microaneurismas, hemorragias "flamejantes", alterações isquêmicas ("manchas de algodão"), exsudatos duros e em casos graves edema do disco óptico (papiledema), um anel de exsudatos em torno do retina ("estrela macular") e perda da acuidade visual, tipicamente devido ao envolvimento macular. Os casos mais graves incluem vasos

Uma perda rápida da visão, associada a uma elevação brusca da pressão é chamado de retinopatia maligna aguda, parte de uma emergência hipertensiva, e pode causar cegueira se não tratada rapidamente. A emergência hipertensiva pode causar dor de cabeça, náusea, ansiedade e tontura.[2]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

A gravidade da lesão é geralmente avaliada pelas características da vascularização em um exame de fundo de olho com a classificação de Keith Wagener Barker[3]:

  1. Estreitamento arteriolar e alteração do reflexo arteriolar leves
  2. Estreitamento arteriolar, alteração do reflexo arteriolar moderada e cruzamento arteríolo-venular
  3. Alterações do grau 2, hemorragia retiniana e exsudatos
  4. Alterações do grau 3, papiledema, aneurismas e edema

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A hipertensão deve ser controlada com dieta reduzida em sódio e exercícios aeróbicos. Quando a dieta não é suficiente existem diversos medicamentos anti-hipertensivos como os Antagonista do receptor da angiotensina II, os IECA e os diuréticos que podem ser usados. Em emergências, um soro osmótico pode ser usado.

Ver também[editar | editar código-fonte]


  1. Aurélio Paulo Batista da Silva, Andréa Vasconcellos Batista da Silva e Fernando Luiz Herkenhoff. Retinopatia hipertensiva: Revisão. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abo/v65n4/11581.pdf
  2. Cremer, A.; Amraoui, F.; Lip, G. Y. H.; Morales, E.; Rubin, S.; Segura, J.; Van den Born, B. J.; Gosse, P. (2016-08-01). "From malignant hypertension to hypertension-MOD: a modern definition for an old but still dangerous emergency". Journal of Human Hypertension. 30 (8): 463–466. doi:10.1038/jhh.2015.112. ISSN 0950-9240.
  3. Keith NM, Wagener HP, Barker NW (1939) Some different types of essential hypertension: their course and prognosis. Am J Med Sci, 197, 332–43.