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Sóstenes

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Sóstenes de Corinto
Iluminura de Sóstenes
Bispo de Cólofon
NascimentoSéculo I
Corinto
MorteSéculo I
?
Veneração porToda cristandade
Festa litúrgica4 de janeiro, 30 de março e 8 de dezembro na Igreja Ortodoxa
Portal dos Santos

Sóstenes (do grego: Σωσθένης, Sōsthénēs) é um nome próprio formado por dois elementos profundamente expressivos da língua grega antiga. O primeiro, σῶς (sōs), significa “salvo”, “são”, “preservado”, “ileso”, “seguro”, transmitindo a ideia de algo que foi mantido intacto ou resguardado de dano. O segundo elemento deriva de σθένος (sthénos), termo que designa “força”, “energia”, “potência”, “poder” — especialmente uma força vital/espiritual.

Embora o nome não contenha explicitamente referência religiosa, sua sonoridade e composição evocam naturalmente a imagem de alguém cuja força está guardada, íntegra e estável — uma energia que não foi quebrada ou desfeita, mas preservada. Assim, o nome Σωσθένης pode ser compreendido como “força preservada” ou “aquele cuja força permanece intacta”. A construção sugere não apenas alguém protegido, mas a ideia de uma potência intrínseca que foi conservada.

Um personagem marcante com esse nome aparece nos registros do livro de Atos dos Apóstolos (Atos 18:12–17), quando uma turba de judeus e gregos da região da Acaia se revoltaram com a expansão do cristdesfeita ou apagada, levaram Paulo a julgamento perante o governador romano da província, Gálio. Acusaram-no de persuadir os homens a servir a Deus em desacordo com as leis. Gálio, no entanto, os dispensou, afirmando que não era juiz da Lei Judaica e que Paulo, sendo judeu e romano de nascimento, não havia cometido nenhum crime contra Roma. De fato, se Paulo fosse agredido de acordo com as leis romanas, aqueles envolvidos estariam cometendo um crime, pois estariam ferindo um homem inocente e romano de nascimento, que não havia realizado nenhuma ação que justificasse tal agressão sob as leis romanas.

Os judeus, já irritados com o rabino Sóstenes, que, como líder da sinagoga, também se recusara a punir Paulo, encontraram uma oportunidade para agir contra ele. Sóstenes não era romano e era amigo íntimo do apóstolo, então o capturaram e o entregaram aos soldados romanos, que o levaram ao tribunal. Sóstenes, sendo judeu e grego, também não foi punido, pois não havia cometido nenhum crime contra Roma. Irritados com a situação, os gregos agarraram o chefe da sinagoga na frente do tribunal e o surraram diante do procônsul, na tentativa de chamar sua atenção. No entanto, Gálio se recusou a iniciar qualquer procedimento contra ele, como queria a multidão. Sóstenes, embora fosse o principal líder da sinagoga, não despertou nenhuma reação de Gálio, que não se incomodou nem com o espancamento, nem com os esforços da multidão para pressioná-lo.

Não há evidências históricas e científicas de que esse Sóstenes seja o mesmo mencionado como um dos Setenta Discípulos ou o mesmo que teria sido bispo de Cólofon, uma vez que o nome era relativamente comum na época.

Referências

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Ligações externas

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