Shey

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Índia Shey 
  Aldeia  
Palácio e mosteiro de Shey
Palácio e mosteiro de Shey
Localização
Shey está localizado em: Ladaque
Shey
Localização de Shey no Ladaque
Coordenadas 34° 4' 23" N 77° 38' 21" E
Território Ladaque
Distrito
Bloco Thiksey
Características geográficas
População total (2011) [1] 2 238 hab.
Altitude 3 250 m

Shey é uma aldeia do Ladaque, noroeste da Índia. Pertence ao distrito de , ao bloco de Thiksey e ao tehsil de . Em 2011 tinha 2 238 habitantes, 47,2% do sexo masculino e 52,8% do sexo feminino.[1]

A aldeia situa-se na parte superior do vale do Indo, a cerca de 3 250 metros de altitude, 13 km a sudeste de Lé e 27 km a noroeste de Hemis (distâncias por estrada).

Shey é conhecida pelo complexo do palácio e mosteiro de Shey, construído em 1655 pelo rei do Ladaque Deldan Namgyal (também conhecido como Lhachen Palgyigon), quando Shey era a capital do reino. O mosteiro tem a maior estátua dourada de Buda do Ladaque.[carece de fontes?]

Desde 1997 que todos os anos em junho se realiza em Shey, nas margens do rio Indo, o Festival Sindhu Darshan, que promove a harmonia religiosa e a glória do rio Indo (também chamado rio Sindu) como símbolo da harmonia e unidade da Índia. O festival atrai milhares de visitantes à cidade, vindos de toda a Índia e também do estrangeiro.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Embora haja alguns indícios de que os chineses conheciam a rota comercial através do Ladaque para a Índia pelo menos desde o período Cuchana (séculos I a IV d.C.) e certamente durante a Dinastia Tang (séculos VII-IX d.C.),[3][4] pouco se sabe de concreto sobre a história da região antes da formação do reino em finais do século X pelo príncipe tibetano Skyid lde nyima gon (ou Nyima gon), um neto do imperador antibudista Ü Dumtsen (Langdarma) (r. c. 838–841), que conquistou o Tibete Ocidental apesar de originalmente o seu exército ter apenas 300 homens. Diz-se que Nyima gon fundou várias cidades e castelos e aparentemente foi ele quem mandou construir as principais esculturas de Shey. Numa inscrição ele diz que as fez para o benefício religioso de Tsanpo (o nome dinástico do seu pai e seus antepassados) e de todo o povo de Ngaris (Tibete Ocidental), o que demonstra que nessa geração a oposição de Langdarma ao budismo já tinha desaparecido.[5]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  • Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Shey», especificamente desta versão.
  1. a b «Blockwise Village Amenity Directory 2014-15» (PDF) (em inglês). Ladakh Autonomous Hill Development Council. leh.nic.in. Consultado em 1 de agosto de 2016. Arquivado do original (PDF) em 9 de setembro de 2016 
  2. «Key Festivals -2009» (em inglês). Fountainhead Integrated Communications. www.fountainheadindia.com. Consultado em 30 de julho de 2016 
  3. Hill, John E. (2009), Through the Jade Gate to Rome: A Study of the Silk Routes during the Later Han Dynasty, 1st to 2nd Centuries CE, ISBN 978-1-4392-2134-1 (em inglês), Charleston: BookSurge, pp. 200-204 
  4. Francke, August Hermann (1907), A History of Western Tibet: One of the Unknown Empires, ISBN 9788120610439 (em inglês), Londres (publicado em 1977), pp. 76-78, consultado em 25 de julho de 2016 
  5. Francke, August Hermann (1914), Thomas, Frederick William, ed., Antiquities of Indian Tibet: Personal narrative (em inglês), Nova Deli: S. Chand (publicado em 1972), pp. 89-90, consultado em 25 de julho de 2016 
O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre o Palácio e mosteiro de Shey