Tonna galea

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaTonna galea
Cinco vistas da concha de T. galea.
Cinco vistas da concha de T. galea.
Ilustração de T. galea, proveniente da obra de Niccolò Gualtieri e datada do ano de 1742.
Ilustração de T. galea, proveniente da obra de Niccolò Gualtieri e datada do ano de 1742.
Classificação científica
Reino: Animalia
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Littorinimorpha
Superfamília: Tonnoidea
Família: Tonnidae
Suter, 1913 (1825)[1]
Género: Tonna
Brünnich, 1771[2]
Espécie: T. galea
Nome binomial
Tonna galea
(Linnaeus, 1758)[2]
Sinónimos
Buccinum galea Linnaeus, 1758
Cadium galea (Linnaeus, 1758)
Cadus galea (Linnaeus, 1758)
Dolium galea (Linnaeus, 1758)
Buccinum olearium Linnaeus, 1758
Tonna olearium (Linnaeus, 1758)
Dolium tenue Menke, 1830
Dolium antillarum Mörch, 1877
Dolium epidermata de Gregorio, 1884
Dolium tardina de Gregorio, 1884
Dolium galeatum Locard, 1886
(WoRMS)[2]

Tonna galea (denominada, em inglês, giant tun[3][4][5] ou giant tun shell[6]; este termo, "tun", traduzido para o português, significando "tonel"[7]; também denominada caracola tonel, em castelhano; cargol bóta, em catalão; tonne cannelée, em francês; große fassschnecke, em alemão; velika bačvara, em servo-croata)[8] é uma espécie de molusco gastrópode, marinha e predadora, pertencente à família Tonnidae da ordem Littorinimorpha, na subclasse Caenogastropoda; classificada por Carolus Linnaeus, em 1758, e nomeada Buccinum galea; descrita em sua obra Systema Naturae[2] e sendo a espécie-tipo do gênero Tonna.[1] No mesmo ano Linnaeus também descrevera Tonna olearium, do Pacífico Ocidental[2][4], agora considerada um sinônimo de Tonna galea.[2]

Descrição da concha e hábitos[editar | editar código-fonte]

Concha inflada, globosa-ovalada, leve e um tanto frágil, com espiral baixa e normalmente de dimensões médias a grandes, podendo atingir tamanho superior a 30 centímetros de comprimento, com grande volta terminal e abertura ampla, além de apresentar tonalidade geralmente castanha a amarelada, coberta por um perióstraco, e com suturas (junções entre as voltas de sua espiral) profundas; dotada de um relevo muito esculpido de chanfraduras, ou cordões, em espiral, mas não possuindo varizes. Columela sem pregas e geralmente indistinta do restante do relevo da concha. Abertura de tonalidade branca e com lábio externo fino ou apenas levemente expandido e dentado, por conta do relevo da superfície da concha. Canal sifonal curto, resumindo-se a uma ondulação, umbilicado. Opérculo apenas na fase jovem. Protoconcha bastante grande e de tonalidade purpureada.[3][4][8][9][10][11][12][13]

É encontrada em águas profundas da zona nerítica[6][10] (Rios cita entre 5 e 80 metros de profundidade), em recifes de coral ao largo da costa, baías e enseadas, particularmente em habitats rochosos, com areia e conchas, onde possam se alimentar de pepinos-do-mar, moluscos Bivalvia e outros animais.[5][11]

Descrição do animal[editar | editar código-fonte]

O animal de Tonna galea tem um muito grande[13], mosqueado[14], curto e largo. A cabeça, distinta, tem dois tentáculos curtos, que contêm os seus olhos. A sua probóscide é altamente desenvolvida e flexível.[13]

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Devido à distribuição de suas larvas planctônicas, de longo período de desenvolvimento[10][11], Tonna galea ocorre de maneira quase cosmopolita nos oceanos Atlântico, Índico (onde é quase ausente) e Pacífico; da Carolina do Norte ao Texas, nos Estados Unidos; México, Costa Rica, Belize, Grandes Antilhas, Pequenas Antilhas, leste da Colômbia e Venezuela, entre o golfo do México e o mar do Caribe; Suriname e Brasil (do Pará até o Rio Grande do Sul); ilha de Ascensão até África do Sul, Angola, Gabão, África Ocidental, norte de África; até oeste do mar Mediterrâneo, em Portugal, Espanha, Grécia, Tunísia; Cabo Verde, Canárias, Açores, Madeira; e na região do Indo-Pacífico, no sudeste da África e do Japão e Taiwan até Filipinas e Indonésia, no Pacífico Ocidental, onde recebera a denominação de Tonna olearium.[6][8][11][15][16] Esta espécie pode ser encontrada nos sambaquis brasileiros, tendo sua importância arqueológica estudada como um objeto usado em acompanhamentos funerários, quando suas conchas estão inteiras.[17]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Tonna Brünnich, 1771» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  2. a b c d e f «Tonna galea (Linnaeus, 1758)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  3. a b ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 118. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  4. a b c WYE, Kenneth R. (1989). The Mitchell Beazley Pocket Guide to Shells of the World (em inglês). London: Mitchell Beazley Publishers. p. 77. 192 páginas. ISBN 0-85533-738-9 
  5. a b «Tonna galea (Linnaeus, 1758) giant tun» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  6. a b c CAMPBELL, Andrew C.; NICHOLLS, James (1980). The Hamlyn Guide to the Seashore and Shallow Seas of Britain and Europe (em inglês). England: The Hamlyn Publishing Group. p. 156. 320 páginas. ISBN 0-600-34019-8 
  7. «tun» (em inglês). Google Tradutor. 1 páginas. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  8. a b c LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 158. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3 
  9. FERRARIO, Marco (1992). Guía del Coleccionista de Conchas (em espanhol). Barcelona, Espanha: Editorial de Vecchi. p. 104. 220 páginas. ISBN 84-315-1972-X 
  10. a b c DANCE, S. Peter (2002). Smithsonian Handbooks: Shells. The Photographic Recognition Guide to Seashells of the World (em inglês) 2ª ed. London, England: Dorling Kindersley. p. 88. 256 páginas. ISBN 0-7894-8987-2 
  11. a b c d RIOS, Eliézer (1994). Seashells of Brazil (em inglês) 2ª ed. Rio Grande, RS. Brazil: FURG. p. 83-84. 492 páginas. ISBN 85-85042-36-2 
  12. «Tonna (Galea complex) galea» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 2 de fevereiro de 2021. Size 100 - 315 mm. 
  13. a b c SABELLI, Bruno; FEINBERG, Harold S. (1980). Simon & Schuster's Guide to Shells. An Easy-to-Use Field Guide, With More Than 1230 Illustrations (em inglês). New York: Simon & Schuster. p. 192. 512 páginas. ISBN 0-671-25320-4 
  14. Mantadakis, Stelios (9 de setembro de 2017). «Tonna galea» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  15. «Tonna galea (Linnaeus, 1758) distribution» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  16. «Tonna galea brasiliana (Mörch, 1877)». Conquiliologistas do Brasil. 1 páginas. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  17. SOUZA, Rosa Cristina Corrêa Luz de; LIMA, Tania Andrade; SILVA, Edson Pereira da (2011). Conchas Marinhas de Sambaquis do Brasil 1ª ed. Rio de Janeiro, Brasil: Technical Books. p. 185. 252 páginas. ISBN 978-85-61368-20-3 
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