Turismo na Índia

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Vista lateral do Prem Mandir em Vrindavan.
O Taj Mahal em Agra, uma das sete maravilhas do mundo moderno, é um destino turístico popular e Património Mundial da UNESCO.
O Salão dos Mil Pilares do Templo de Meenakshi Amman em Madurai.

O turismo na Índia é importante para a economia do país e está a crescer rapidamente. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo calculou que o turismo gerou US$ 240 biliões, ou 9,2% do PIB da Índia em 2018 e apoiou 42 673 milhões de empregos, 8,1% do seu emprego total.[1] Prevê-se que o sector cresça a uma taxa anual de 6,9% para US$ 450 biliões até 2028 (9,9% do PIB).[2] Em outubro de 2015, o sector de turismo médico da Índia estava estimado em US$ 3 biliões, prevendo-se que cresça de 7 a 8 biliões de dólares em 2020.[3] Em 2014, 184 298 doentes estrangeiros viajaram para a Índia a procura de tratamento médico.[4]

Mais de 10,04 milhões de turistas estrangeiros chegaram à Índia em 2017, contra 8,89 milhões em 2016, o que representa um crescimento de 15,6%.[5][6][7] As visitas turísticas nacionais a todos os estados e territórios da união totalizaram 1 036,35 milhões em 2012, um aumento de 16,5% face a 2011.[8] Em 2014, Tâmil Nadu, Maarastra e Utar Pradexe foram os estados mais populares para os turistas.[9]Deli, Mumbai, Chenai, Agra e Jaipur foram as cinco cidades mais visitadas da Índia por turistas estrangeiros durante o ano de 2015. Em todo o mundo, Deli está em 28º lugar pelo número de chegadas de turistas estrangeiros, enquanto Mumbai está em 30º lugar, Chenai 43º, Agra 45º, Jaipur 52º e Calcutá 90º.[10]

O Relatório de Competitividade em Viagens e Turismo de 2019 classificou a Índia em 34º lugar entre 140 países no geral. A Índia melhorou a sua classificação em 6 lugares em relação ao relatório de 2017, e foi a maior melhoria entre os 25% mais bem classificados. O relatório classificou a competitividade dos preços do sector do turismo da Índia em 13º lugar em 140 países. Refere que a Índia dispõe de infraestruturas de transportes aéreos bastante boas (classificadas em 33º lugar), especialmente dada a fase de desenvolvimento do país, e infraestruturas portuárias e terrestres razoáveis (classificadas em 28º lugar). O país também tem uma pontuação elevada em recursos naturais (14º lugar), e recursos culturais e viagens de negócios (classificado em 8º lugar).[11] No entanto, alguns outros aspetos da sua infraestrutura turística continuam a ser um pouco subdesenvolvidos.[12] A nação ainda tem muitos quartos de hotel per capita em comparação internacional e um baixo número de terminais bancários.[13] A Organização Mundial de Turismo informou que as receitas do turismo na Índia durante 2012 classificaram-se em 16º lugar no mundo e em 7º entre os países da Ásia e do Pacífico.[14]

O Ministério do Turismo da Índia concebe políticas nacionais para o desenvolvimento e promoção do turismo. No processo, o Ministério consulta e colabora com outras partes interessadas do sector, incluindo vários ministérios/agências centrais, governos estaduais, territórios da união e representantes do sector privado. Estão a ser desenvolvidos esforços combinados para promover produtos turísticos de nicho como o rural, o de cruzeiro, o médico e o ecoturismo.[15] Desde de 2002, o Ministério do Turismo mantém a campanha Incredible India (Índia Incrível) focada na promoção do turismo no país.[16][17]

Política de vistos[editar | editar código-fonte]

Política de vistos da Índia
  Índia
  Movemento livre
  Isento de visto
  Visto eletrónico
  Visto à chegada
  Visto exigido
  Autorização antecipada necessária

A Índia exige que os cidadãos da maioria dos países possuam um passaporte válido e solicitem um visto de viagem na embaixada ou consulado indiano local, antes da sua visita. Os viajantes podem candidatar-se diretamente por correio ou presencialmente, ou através da sua empresa de serviços de viagem local. A Índia implementou recentemente um método online para cidadãos de 168 países solicitarem vistos eletrónicos de turismo (Visto e-Tourist).[18]

Os nacionais do Butão, Maldivas e Nepal não necessitam de visto de viagem para entrar na Índia. Os cidadãos do Afeganistão, Argentina, Bangladesh, República da Coreia, Jamaica, Maldivas, Maurícia, Mongólia, Nepal, África do Sul e Uruguai não são obrigados a pagar uma taxa na obtenção de um visto indiano.[19][20]

Uma Licença de Área Protegida (PAP) é necessária para entrar nos estados de Nagalândia e Siquim e em algumas partes dos estados de Arunachal Pradexe, Himachal Pradexe, Jamu e Caxemira, Manipur, Mizorão, Rajastão e Utaracanda. É necessária uma Autorização de Área Restrita (RAP) para entrar nas ilhas Andamão e Nicobar e em partes de Siquim. São necessárias autorizações especiais para visitar as ilhas Laquedivas.[21]

Visto e-Tourist[editar | editar código-fonte]

Como medida para impulsionar o turismo,[22] o Governo da Índia implementou uma nova política de vistos em novembro de 2014, permitindo que turistas e visitantes de negócios obtenham um "visto à chegada" em 28 aeroportos internacionais, através da aquisição de uma Autorização de Viagem Eletrónica (ETA) online antes da chegada, sem terem de visitar um consulado indiano ou centro de vistos.[23] Em abril de 2015, o regime de "visto à chegada" foi renomeado "visto e-Tourist" (ou "e-TV") para evitar confusões.[24]

A facilidade do visto e-Tourist requer que um turista se candidate online num site seguro do Governo da Índia, pelo menos de quatro a trinta dias antes da data da viagem. Se for aprovado, o visitante deve imprimir e transportar o visto aprovado com os seus documentos de viagem. O visto permite que os titulares de uma ETA entrem e permaneçam em qualquer lugar da Índia por um período de noventa dias, exceto para cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Canadá. Os cidadãos destes países podem ficar até 180 dias de cada vez.[25] Uma ETA pode ser obtida duas vezes num único ano civil.[18]

A Índia introduziu pela primeira vez a sua facilidade de "visto à chegada" em 27 de novembro de 2014, aos cidadãos dos seguintes países: Austrália, Brasil, Camboja, Ilhas Cook, Djibuti, Fiji, Finlândia, Alemanha, Indonésia, Israel, Japão, Jordânia, Quénia, Kiribati, Laos, Luxemburgo, Ilhas Marshall, Ilhas Maurícias, México, Micronésia, Myanmar, Nauru, Nova Zelândia, Niue, Noruega, Omã, Palau, Palestina, Papua-Nova Guiné, Filipinas, Rússia, Samoa, Singapura, Ilhas Salomão, Coreia do Sul, Tailândia, Tonga, Tuvalu, Emirados Árabes Unidos, Ucrânia, Estados Unidos, Vanuatu e Vietname.[18] Em 30 de julho de 2015, a facilidade foi estendida à China, Macau e Hong Kong.[26] Em 15 de agosto de 2015, a possibilidade foi estendida para os cidadãos de Andorra, Argentina, Arménia, Aruba, Bélgica, Bolívia, Colômbia, Cuba, Timor-Leste, Guatemala, Hungria, Irlanda, Jamaica, Malta, Malásia, Mongólia, Mónaco, Moçambique, Países Baixos, Panamá, Peru, Polónia, Portugal, Seicheles, Eslovénia, Espanha, Sri Lanka, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Suécia, Taiwan, Tanzânia, Ilhas Turcos e Caicos, Reino Unido, Uruguai e Venezuela.[27] As facilidades do visto á chegada deverão eventualmente ser expandidas para cerca de 180 países.

Como resultado da nova política de vistos, 56 477 turistas chegaram com um visto e-tourist em outubro de 2015, contra 2 705 chegadas de turistas em outubro de 2014 (pouco antes da introdução do novo tipo de visto), o que representa um aumento de 1987,9%. No período de janeiro a outubro de 2015, chegaram um total de 258 182 turistas com visto e-tourist, um aumento de 1 073,8% face às 21 995 chegadas de turistas no mesmo período de 2014 (antes da disponibilização do visto e-Tourist).[28]

Patrimónios mundiais[editar | editar código-fonte]

Existem 38 locais do Património Mundial na Índia que são reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em agosto de 2019.[29][30] Esses são locais de importância do patrimônio cultural ou natural, conforme descrito na Convenção do Patrimônio Mundial da UNESCO, estabelecida em 1972.[31]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «2019 ANNUAL RESEARCH: KEY HIGHLIGHTS» (PDF). WTTC. Consultado em 15 de março de 2019. Arquivado do original (PDF) em 30 de dezembro de 2019 
  2. «Travel & Tourism Economic Impact 2018 India» (PDF). World Travel and Tourism Council. Consultado em 22 de março de 2017 
  3. «Indian medical tourism industry to touch $8 billion by 2020: Grant Thornton – The Economic Times». The Economic Times. Consultado em 16 de abril de 2016 
  4. «Promotion of Medical Tourism». Press Information Bureau. Consultado em 28 de abril de 2016 
  5. Sanjay Kumar (15 de janeiro de 2018). «15.2% Growth in Foreign Tourist Arrivals in December, 2017 Over December, 2016; 48.3% Growth in Foreign Tourist Arrivals on e-Tourist visa in December, 2017 Over December, 2016». Press Information Bureau, Government of India, Ministry of Tourism. Consultado em 7 de março de 2018 
  6. Team, BS Web (17 de janeiro de 2018). «India attracted 10 mn foreign tourists in 2017, sports to bring more». Business Standard India. Consultado em 11 de fevereiro de 2018 
  7. «Performance of Tourism Sector during December, 2016» (PDF). Ministry of Tourism. Consultado em 28 de fevereiro de 2017 
  8. «India's Domestic Tourists increase by 16% crossing 1 Billion Mark». news.biharprabha.com. Indo-Asian News Service. Consultado em 21 de fevereiro de 2014 
  9. «Tamil Nadu, UP pip Goa as tourist havens» 
  10. Bremner, Caroline. «Top 100 City Destinations Ranking» (PDF). Euromonitor International. Consultado em 30 de janeiro de 2017 
  11. «Travel and Tourism Competitiveness Report 2019» (PDF). weforum.org. Consultado em 10 de setembro de 2019 
  12. «Job creation: Unexplored tourism opportunity». Economic Times Blog (em inglês). 8 de maio de 2019. Consultado em 11 de maio de 2019 
  13. «The Travel & Tourism Competitiveness Report 2013 | World Economic Forum - The Travel & Tourism Competitiveness Report 2013». web.archive.org. 6 de novembro de 2013. Consultado em 10 de novembro de 2020 
  14. «Rank in Tourism» (Nota de imprensa). Press Information Bureau, Government of India. 7 de fevereiro de 2014. Consultado em 8 de fevereiro de 2014 
  15. «Annual Report 2017–18» (PDF). Ministério do Turismo, Governo da Índia. 27 páginas. Consultado em 27 de agosto de 2018 
  16. Sunil, Amitabh Kant (2009). Branding India : an incredible story. Noida: Collins Business, an imprint of HarperCollins Publishers India, a joint venture with the India Today Group. ISBN 978-81-7223-809-4 
  17. «Trending stories on Indian Lifestyle, Culture, Relationships, Food, Travel, Entertainment, News and New Technology News - Indiatimes.com». IndiaTimes (em inglês). Consultado em 10 de novembro de 2020 
  18. a b c «e-Visa». Governo da Índia. 2014 
  19. «Indian Visa fee schedule for all nationalities» (PDF). Consulate General of India, Hong Kong. Consultado em 2 de julho de 2018 
  20. «Country/Territory Wise e-Visa Fee» (PDF). indianvisaonline.gov.in. Consultado em 2 de julho de 2018 
  21. «Visa Information – India». indiatravels.info. Consultado em 17 de novembro de 2014 
  22. «India announces new visa rules to boost tourism numbers». Yahoo!. 27 de novembro de 2014. Consultado em 9 de junho de 2015 
  23. «India to extend visa-on-arrival to tourists from 180 countries». Zee News. 5 de fevereiro de 2014. Consultado em 9 de junho de 2015 
  24. «Government Changes Name of Visa on Arrival Scheme to E-Tourist Visa». NDTV. 14 de abril de 2015. Consultado em 9 de junho de 2015 
  25. «2019 Updated India eVisa information». 6 de novembro de 2019 
  26. «Extension of e-Tourist Visa scheme to China, Hong Kong and Macau from tomorrow». Ministério do Interior, Governo da Índia. 29 de julho de 2015 
  27. «Press Note – Extension of e-Tourist Visa scheme to 36 more countries and 7 more airports from 15th August 2015» (PDF). indianembassy.fi. Consultado em 29 de agosto de 2018 
  28. «1988% growth registered in tourist visa-on-arrival in October». The Times of India. 18 de novembro de 2015 
  29. «Properties Inscribed on the World heritage List». UNESCO. Consultado em 1 de outubro de 2010 
  30. «World Heritage Day: Five must-visit sites in India» 
  31. «The World Heritage Convention». UNESCO. Consultado em 21 de setembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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