Wisława Szymborska

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Wisława Szymborska Medalha Nobel
Nascimento Maria Wisława Anna Szymborska
2 de julho de 1923
Kórnik, República da Polônia (hoje  Polônia)
Morte 1 de fevereiro de 2012 (88 anos)
Cracóvia, Polônia
Sepultamento Cemitério Rakowicki
Nacionalidade Polónia Polonesa
Cidadania Polónia
Etnia Polacos
Progenitores
  • Wincenty Szymborski
  • Anna Szymborska
Cônjuge Adam Włodek
Alma mater
Ocupação Escritora
Prêmios Prémio Goethe (1991)

Nobel prize medal.svg Nobel de Literatura (1996)
Prêmio Nike de Literatura (2006)

Obras destacadas Paisagem com grão de areia
Religião ateísmo
Causa da morte câncer de pulmão
Assinatura
Wisława Szymborska signature.svg

Wisława Szymborska, Maria Wisława Anna Szymborska (Kórnik, 2 de julho de 1923Cracóvia, 1 de fevereiro de 2012) foi uma escritora polaca galardoada com o Prémio Nobel na área de literatura (1996). Poetisa, crítica literária e tradutora, viveu em Cracóvia, onde se formou em Filologia Polaca e Sociologia pela Universidade Jaguellonica. A sua extensa obra, traduzida em 36 línguas, foi caracterizada pela Academia de Estocolmo como «uma poesia que, com precisão irónica, permite que o contexto histórico e biológico se manifeste em fragmentos da realidade humana», tendo sido a poetisa definida, como «o Mozart da poesia»

Vida[editar | editar código-fonte]

Maria Wisława Anna Szymborska era filha de Vincent Szymborski, feitor da propriedade do conde Władysław Zamoyski, e de Anna Maria Rottermund. Os pais dela mudaram-se para Zakopane em janeiro de 1923 por causa da organização dos bens locais do conde Zamoyski. Depois da morte do conde acima referido em 1924, a família Szymborski mudou-se para Toruń, onde Wisława frequentou a escola. Quando a Segunda Guerra Mundial rebentou, Wisława começou a trabalhar como funcionária dos caminhos-de-ferro para evitar a deportação para o território do Terceiro Reich. Ao mesmo tempo, começou também a criar as primeiras ilustrações para livros (um manual para estudar inglês) e deu os primeiros passos na literatura (escrevia contos e raramente poemas). A partir de 1945 participou e constituiu uma parte importante na vida literária de Cracóvia e pertenceu ao grupo literário "Ao contrário". Neste ano começou a sua formação em Filologia Polaca na Universidade Jaguelónica mas a seguir, mudou para Sociologia. Devido à sua situação financeira muito difícil, não terminou os estudos. Três anos depois casou-se com o poeta Adam Włodek, com quem continuou a sua vida em Cracóvia. Viria a divorciar-se em 1954. Diz-se que o clima desta cidade e o ambiente único tiveram uma grande influência na produção literária. Desde 1957, colaborou com a revista "Kultura" (revista literária e politica publicada em Paris por emigrantes polacos) e estabeleceu contacto com Jerzy Giedroyc. Até 1966 foi membro do Partido Comunista. Em 1975 assinou uma carta de protesto, a Carta dos 59 (carta assinada por 66 intelectuais polacos, no início 59 e daí o nome) em que os principais intelectuais da Polónia protestaram contra uma mudança na Constituição (sobre uma aliança com a União Soviética). Em novembro de 2011, teve problemas com saúde e uma operação grave. Faleceu alguns meses depois durante o sono em sua casa em Cracóvia. É a poetisa polaca traduzida com maior frequência. A sua extensa obra, traduzida em 42 línguas, é definida como "a perfeição de palavra".

Obra[editar | editar código-fonte]

Publicou as suas primeiras obras num jornal de Cracóvia, o "Dziennik Polski", em seguida, nos jornais "Walce" e "Pokolenia". Em 1949 tentou publicar o seu primeiro tomo de poesia "Os poemas", mas a censura da República Popular da Polónia declarou que essa poesia "não cumpria os requisitos socialistas". Três anos depois, estreou-se com um conjunto titulado "Por isso, vivemos".

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Dlatego żyjemy (Por isso vivemos, 1952)
  • Pytania zadawane sobie (Perguntas que me faço, 1954)
  • Wołanie do Yeti (Chamado por Yeti, 1957)
  • Sól (Sal, 1962)
  • Sto pociech (Muito divertido, 1967)
  • Wszelki wypadek (Todo o caso, 1972)
  • Wielka liczba (Um grande número, 1976)
  • Ludzie na moście (Gente na ponte, 1986)
  • Koniec i początek (Fim e começo, 1993)
  • Chwila (Instante, 2002)
  • Dwukropek (Dois pontos, 2006)
  • Tutaj (Aqui, 2009)
  • Wystarczy (Chega, 2012)

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Rymowanki dla dużych dzieci (Riminhas para crianças grandes, 2005)

Livros publicados no Brasil[editar | editar código-fonte]

  • Poemas (Companhia das Letras, 2011):
    • 44 poesias extraídas de Chamado por Yeti, Sal, Muito divertido, Todo o caso, Um grande número, Gente na ponte, Fim e começo e Instante.
  • Um amor feliz (Companhia das Letras, 2016):
    • 85 poesias extraídas de Chamado por Yeti, Sal, Muito divertido, Todo o caso, Um grande número, Gente na ponte, Fim e começo, Instante, Dois pontos, Aqui e Chega.
  • Para o meu coração num domingo (Companhia das Letras, 2020):
    • 85 poesias extraídas de Chamado por Yeti, Sal, Muito divertido, Todo o caso, Um grande número, Gente na ponte, Fim e começo, Instante, Dois pontos, Aqui e Chega.
  • Riminhas para crianças grandes (Âyiné, 2020)

Crítica[editar | editar código-fonte]

É criticada pela sua atitude em relação aos primeiros anos da República Popular da Polónia. Durante o estalinismo, foi ligada aos "Pryszczaci" (Borbulhentos), um grupo de jovens escritores polacos dos finais da década de 40 e inicio da de 50, propagadores do realismo socialista. Eles achavam que o principal objetivo da literatura é apoiar o poder em impor o regime comunista à sociedade polaca.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Lista de referências[editar | editar código-fonte]

  • SZYMBORSKA, Wislawa. Poemas. Tradutora: Regina Przybycien. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
  • ______. Um amor feliz. Tradutora: Regina Przybycien. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
  • ______. Para o meu coração num domingo. Tradutores: Regina Przybycien; Gabriel Borowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
  • ______. Riminhas para crianças grandes. Tradutora: Eneida Favre. São Paulo: Âyiné, 2020.
  • BIKONT, Anna; SZCZĘSNA, Joanna. Quinquilharias e recordações. Tradutora: Eneida Favre. São Paulo: Âyiné, 2020.



Precedido por
Peter Stein
Prêmio Goethe
1991
Sucedido por
Ernst Gombrich
Precedido por
Seamus Heaney
Nobel de Literatura
1996
Sucedido por
Dario Fo


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