Bebeto de Freitas

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Túlio (ex-volante do Botafogo), Lula e Bebeto de Freitas, quando presidente do clube carioca, durante cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a Timemania.

Paulo Roberto de Freitas (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1950), conhecido como Bebeto de Freitas, é um ex-jogador e ex-treinador de voleibol. É sobrinho do jornalista e treinador de futebol João Saldanha e primo por parte de mãe do jogador de futebol Heleno de Freitas. Sendo um gestor desportivo, ele foi presidente do Botafogo de Futebol e Regatas entre 2003 e 2008 e, posteriormente, diretor-executivo do Atlético Mineiro. Umas das figuras-chave na transformação e identidade tática e técnica que o voleibol brasileiro adquiriu a partir do início dos anos 80, quando passou a dirigir a seleção masculina.

Voleibol[editar | editar código-fonte]

Jogador[editar | editar código-fonte]

Bebeto de Freitas foi um dos mais importantes jogadores de vôlei do Botafogo, tendo conquistado onze campeonatos cariocas de vôlei consecutivos (de 1965 até 1975), além de ter defendido a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de 1976 em Montreal

Treinador[editar | editar código-fonte]

Bebeto é um dos mais respeitados treinadores de vôlei do mundo todo, tendo dirigido o time da consagrada "geração de prata" do vôlei masculino brasileiro nos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles e também nos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul. Após passagem de grande sucesso pelo voleibol italiano dirigindo o Maxicono Parma (1990-1995), onde arrebatou cinco importantes títulos, Bebeto foi convidado a treinar a seleção italiana, de 1997 a 1998, sendo campeão da Liga Mundial de Voleibol em 1997, em Moscou e campeão mundial em 1998, na final com a Iugoslávia em Tóquio, Japão (Itália 3 sets a 0).

Além disso, foi treinador da equipe de voleibol da Escola Naval no período de 1981 a 1984.

Gestor[editar | editar código-fonte]

Início no Atlético Mineiro[editar | editar código-fonte]

Bebeto de Freitas teve duas passagens como manager do Clube Atlético Mineiro em 1999 e 2001. Trabalhou durante a gestão do então presidente Nélio Brant em parceria com o presidente do Conselho Deliberativo e diretor de futebol Alexandre Kalil. Durante estas duas passagens, o clube obteve resultados expressivos. Foi Campeão Mineiro e Vice-Campeão brasileiro em 1999 e chegou ao 4º lugar no Brasileiro de 2001. No entanto, deixou o clube para ir trabalhar no Botafogo.

Botafogo[editar | editar código-fonte]

O então presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, entrega ao presidente do Senado, Renan Calheiros, uma camisa do Botafogo com o nome do jogador Nilton Santos, no Senado.

A fase no Atlético o fez despertar o interesse de dirigir o Botafogo, seu clube de coração. No início de 2002, chegou a assumir um cargo como diretor do clube carioca, mas em poucos meses pediu afastamento pois, por ser funcionário, não poderia se candidatar ao cargo de presidente, ao final daquele ano, e, também, por discordar da gestão do então presidente Mauro Ney Palmeiro.

Eleito para um mandato não-remunerado inicial de três anos, entre 2003 e 2005,[1] Bebeto de Freitas iniciou um processo de reestruturação do clube. Sua direção teve como marco importante, que foi a volta do time de futebol à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Re-eleito até 2008, conquistou os títulos de futebol profissional da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca de 2006 e da Taça Rio, de 2007 e 2008. Além disso, venceu também títulos em diversas categorias amadoras, tais como pólo aquático, basquete, vôlei e natação.

Bebeto de Freitas foi um dos homens de frente na luta da aprovação da Timemania, que poderia solucionar parte das dívidas do clube. Além disso, em sua gestão, o clube - a partir da empresa criada por ele, a Cia. Botafogo - conquistou a concessão do Estádio Olímpico João Havelange, em 2007.

Após a final da Taça Guanabara de 2008, revoltado com a arbitragem, chegou a pedir licenciamento do cargo de presidente, dizendo que "não aguentara mais as coisas que acontecem no futebol".[2] No entanto, como sua renúncia foi somente verbal, dias depois, Bebeto voltou atrás em sua decisão e permaneceu à frente do clube até dezembro daquele ano, quando seu mandato se encerrava, sem possibilidades de re-eleição.

Volta ao Atlético[editar | editar código-fonte]

Em 2009, a convite de Alexandre Kalil, que desta vez assumira o cargo de presidente do Galo, Bebeto de Freitas assumiu o cargo de diretor-executivo remunerado do clube.

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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]