Nílton Santos

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Nilton Santos
Nilton Santos
Nilton Santos em 2004
Informações pessoais
Nome completo Nilton dos Santos
Data de nasc. 16 de maio de 1925
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Falecido em 27 de novembro de 2013 (88 anos)
Local da morte Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Altura 1,84 m
ambidestro
Apelido Enciclopédia
Informações profissionais
Período em atividade 1948-1964 (16 anos)
Posição Lateral-esquerdo
Clubes de juventude
1947–1948 Brasil Botafogo
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1948–1964 Brasil Botafogo 0729 000(11)
Seleção nacional
1949–1962 Brasil Brasil 0075 0000(3)
Brasil 1958: Vicente Feola (treinador), Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando, Gylmar - Garrincha, Didi, Pelé, Vava, Zagallo.
Estátua de Nílton Santos inaugurada em 2009 no Estádio Olímpico João Havelange, Rio de Janeiro.
Nilton Santos presenteia bandeira do Botafogo FR ao ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, em março de 2004.
Busto de Nílton Santos na sede de General Severiano do Botafogo FR.

Nílton dos Santos, mais conhecido como Nílton Santos (Rio de Janeiro, 16 de maio de 1925 — Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2013) foi um futebolista brasileiro que atuava como lateral-esquerdo. Em 2000, foi eleito pela FIFA como o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos.[1]

Integrou o plantel da seleção brasileira nos campeonatos mundiais de 1950, 1954, 1958 e 1962, tendo sido bicampeão nas duas últimas.

Foi chamado de "A Enciclopédia" por causa dos conhecimentos sobre o futebol e por ser completo como jogador, foi o precursor em arriscar subidas ao ataque através da lateral do campo. Revolucionou a posição de lateral-esquerdo, utilizando-se de sua versatilidade ao defender e atacar, inclusive marcando gols, numa época do futebol que apenas tinha a função defensiva.

Botafogo[editar | editar código-fonte]

Nascido e criado na Ilha do Governador,[2] foi descoberto por um oficial da Aeronáutica enquanto cumpria serviço militar. Levado para jogar no Botafogo em 1948, somente deixou General Severiano em 1964 quando abandonou os gramados. Vestiu apenas duas camisas ao longo de sua carreira: a do Botafogo e da seleção brasileira. Sua estréia com a camisa do clube da estrela solitária aconteceu contra o América Mineiro. No campeonato carioca de 1948, disputou seu primeiro jogo contra o Canto do Rio em Caio Martins. O Botafogo venceu de 4 a 2. O Alvinegro de General Severiano foi o campeão carioca de 1948. Obs: no primeiro jogo do carioca contra o São Cristóvão quem atuou pela equipe principal foi Nílton Barbosa.

Nílton Santos atuou sua carreira toda no Botafogo. Onde conquistou por quatro vezes o campeonato estadual (1948, 1957, 1961 e 1962), além do Torneio Internacional de Paris em 1963 - além de vários outros títulos internacionais. Nílton Santos participou de 718 partidas pelo clube sendo o recordista e marcou onze gols entre 1948 e 1964.

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Nílton estreou na seleção no sul-americano de 1949, a competição foi realizada no Brasil que acabou campeão. Participou da Copa do Mundo de 1950 onde foi vice-campeão. Ainda foi campeão com a seleção do pan-americano de 1952, bi campeão mundial em 1958 na Suécia e 1962 no Chile. Atuou em 75 partidas oficiais e 10 não oficiais. Sua despedida da seleção ocorreu na final da Copa de 1962. Marcou dois gols com a camisa da seleção[3] .

Na Seleção Brasileira de futebol, Nílton foi um jogador chave na defesa durante os campeonatos mundiais em que participou e ficou famoso internacionalmente por marcar um gol magnífico no torneio de 1958, quando o Brasil jogou com a Áustria. Trazendo a bola do campo de defesa e driblando o time adversário inteiro (e deixando doido o técnico Vicente Feola), finalizou com um ótimo chute.

Outra jogada sua sempre lembrada é a do pênalti que cometeu contra o atacante Enrique Collar no jogo contra a Espanha na Copa do Mundo de 1962, considerado a partida mais difícil daquela campanha. O árbitro marcou a falta, mas quando chegou perto para conferir o lance, colocou a bola fora da área, pois não percebeu que Nílton, sem se desesperar e gesticular os braços como fariam outros jogadores, matreiramente havia dado dois passos e saído da área, enganando o árbitro.

Vida como ex-jogador[editar | editar código-fonte]

Depois que parou de jogar, Nílton Santos se especializou em contar passagens divertidas da vida de Garrincha, seu "compadre" e amigo íntimo de muitos anos. Ele dizia, por exemplo, que na sua frente Garrincha, um contumaz alcoólatra, nunca havia tomado um gole, pedindo sempre um "copo de água" quando o via.

Escreveu “Minha Bola, Minha Vida”, livro que conta sua história através dos campos do mundo. Ele também foi homenageado no Cantinho da Saudade em dezembro de 1999, no Museu dos Esportes Edvaldo Alves de Santa Rosa – Dida, que fica localizado no Estádio Rei Pelé em Maceió.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nílton foi casado duas vezes: com Abigail com quem teve dois filhos - Carlos Eduardo e Andréa, e com Célia[4] até sua morte. Morou, além do Rio de Janeiro, em Araruama e em Brasília. Nesta última trabalhou com escolinhas de futebol e chegou a escrever uma coluna no jornal Correio Braziliense e tornou-se cidadão honorário.[5]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Nílton Santos faz parte do FIFA 100. E foi homenageado no Prêmio Craque do Brasileirão de 2007.[6] Foi eleito pela IFFHS, o 9º maior jogador brasileiro do século, o 28º da América do sul, e o maior lateral esquerdo de todos os tempos pela Federação internacional de futebol.

Foi escolhido ainda para integrar a Seleção da América do Sul de Todos os Tempos. A enquete foi realizada com cronistas esportivos de todo o mundo.[carece de fontes?]

Em 2000, época em que desenvolvia um projeto social com jovens por meio do futebol no estado do Tocantins, o governo local lhe homenageou com seu nome o Estádio Nilton Santos em Palmas. Uma estátua de Nílton Santos foi inaugurada em 2009 no Estádio Olímpico João Havelange.

Falecimento[editar | editar código-fonte]

Nilton Santos, que nos últimos anos sofria do Mal de Alzheimer, faleceu em 27 de novembro de 2013 na Fundação Bela Lopes, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, vítima de infecção pulmonar.[7] Tanto as despesas médicas como do sepultamento foram custeadas pelo Botafogo.[8] Foi sepultado no Cemitério de São João Batista.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Botafogo[editar | editar código-fonte]

Torneios Internacionais

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Muller, Maneco. O velho e a bola, Maquinaria Editora, 2013[9]

Referências

  1. espn.com.br/ Bicampeão mundial pela seleção e "Enciclopédia do futebol", Nilton Santos morre aos 88 anos
  2. Acervo Nilton Santos Estadão.
  3. Museu dos Esportes. Nilton Santos. Visitado em 2 de setembro de 2008.
  4. O mestre da bola IstoÉ Gente.
  5. Nilton Santos era honorário cidadão de Brasília (27 de novembro de 2013).
  6. GloboEsporte.com - Nílton Santos será homenageado pela CBF
  7. Morre no Rio o ex-jogador de futebol Nilton Santos G1. Visitado em 27 de novembro de 2013.
  8. Morre Nilton Santos, aos 88 anos, no Rio de Janeiro. Visitado em 27 de novembro de 2013.
  9. Maquinaria editora.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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