Branqueamento do coral

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Coral morto
Corais saudáveis

O branqueamento do coral é a morte dos pólipos responsáveis pela construção dos recifes de coral, devido a problemas ambientais, como a mudança do clima[1] .

A morte dos pólipos ocorre pela destruição das zooxantelas, algas unicelulares que vivem dentro do celêntero dos pólipos e lhes fornecem parte da alimentação necessária, através da fotossíntese, ou por diminuição do plâncton (o outro elemento nutritivo do coral) na área. Quando isto acontece, os pólipos ficam enfraquecidos e morrem, restando o esqueleto calcário que rapidamente fica branco, uma vez que a matéria orgânica se decompõe. Por isso se chama a este processo "branqueamento". O fenômeno de "branqueamento" de coral é um primeiro sinal de alerta sobre a gravidade da mudança que está ocorrendo no ambiente marinho.

A mudança do clima não é a única causa do branqueamento dos corais, embora as variações de temperatura que podem ocorrer numa área oceânica, sem estarem ligadas diretamente aquele fenômeno, também podem causar este problema, uma vez que os corais necessitam para viver de uma gama de temperaturas muito pequena; por isso, um El Niño pode provocar o branqueamento na área afetada por aquele fenômeno. Desastres locais, como derramamentos de produtos químicos, diminuição da salinidade por uma cheia próxima, ou o assoreamento de um recife, também podem causar a morte da colónia.

O branqueamento pode não causar a morte total do recife, se a causa não tiver uma duração muito prolongada e se os pólipos afetados forem apenas da parte superficial da colónia; nesses casos, os pólipos podem rapidamente reproduzir-se e restabelecer a vida dos recifes.[2] .

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre ecologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.