The Dark Side of the Moon

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The Dark Side of the Moon
Álbum de estúdio de Pink Floyd
Lançamento 24 de Março de 1973
Gravação Junho de 1972 a Janeiro de 1973
Gênero(s) Rock Progressivo, Rock Experimental, Música Concreta, Rock Eletrônico, Soft Rock
Duração 42:30
Gravadora(s) Harvest Records (UK) Capitol Records (US)
Produção Pink Floyd
Cronologia de Pink Floyd
Último
Último
Obscured by clouds
(1972)
Masters of Rock
(1973)
Próximo
Próximo

The Dark Side of the Moon é o oitavo álbum de estúdio da banda britânica de rock progressivo Pink Floyd, lançado em 24 de março de 1973. O disco marca uma nova fase no som da banda, com letras mais pessoais e instrumentais menores, contendo alguns dos mais complicados usos dos instrumentos e efeitos sonoros existentes na época, incluindo o som de alguém correndo à volta de um microfone e a gravação de múltiplos relógios a tocar ao mesmo tempo.

Os temas explorados na obra são variados e pessoais, incluindo cobiça, doença mental e envelhecimento, inspirados principalmente pela saída de Syd Barrett, integrante que deixou o grupo em 1968 depois que sua saúde mental se deteriorou. O conceito básico do disco foi desenvolvido quando a banda estava em turnê, e muito do novo material foi apresentado ao vivo, muito antes de ser gravado. A banda produziu o trabalho no Abbey Road Studios de Londres em diferentes sessões em 1972 e 1973 ao lado do produtor Alan Parsons, diretamente responsável pelo desenvolvimento dos elementos sonoros mais exóticos presentes no disco, e a capa, que traz um prisma sendo atingido por um feixe de luz o transformando em um arco-íris, foi desenvolvida para representar a iluminação de palco da banda, o conteúdo íntimo das letras e para atender os pedidos da banda por um trabalho "simples e marcante".

The Dark Side of the Moon foi um sucesso imediato, chegando ao topo da Billboard 200 nos Estados Unidos e já fez mais de oitocentas e três aparições na parada desde então, tendo vendido mais de quinze milhões de cópias e estando na lista dos álbuns mais vendidos da história no país, também no Reino Unido e na França, com um total de cinquenta milhões de cópias comercializadas mundialmente até hoje. A obra também recebeu aprovação total dos fãs e aclamação da crítica especializada, sendo considerado até hoje um dos mais importantes álbuns de rock de todos os tempos.

Em 2003, a revista especializada em música Rolling Stone anexou The Dark Side Of The Moon no segundo lugar de uma lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Em 2010, foram lançadas duas edições, a chamada Immersion e a chamada Experience. A edição Experience possui um disco bônus com o álbum tocado na integra no Wembley Empire Pool em Londres em 1974, veiculado pela Radio BBC. O concerto da BBC só não foi lançado na integra por ausencia do lançamento oficial da musica Echoes, que existe no formato bootleg. A edição Immersion contem dvd e cds, além de outros itens.

Concepção e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Depois do lançamento de Meddle, a banda se reuniu para uma turnê por Reino Unido, Estados Unidos e Japão, e enquanto ensaiavam nos Broadhurst Gardens Studios em Londres o grupo começou a ter idéias para um novo disco, embora criar material novo não fosse a prioridade na época.[1] Durante uma reunião na casa do baterista Nick Mason, o baixista da banda, Roger Waters, propôs que o novo material fosse apresentado já naquela nova turnê, contando que sua principal idéia era criar canções que focassem em coisas que "cansam as pessoas", assim como na pressão que os integrantes sofriam por seu estilo de vida e os problemas envolvendo o ex-integrante Syd Barrett, que teve de deixar o grupo depois que sua saúde mental se deteriorou, e todos concordaram, gostando da ideia de letras mais pessoais; o vocalista David Gilmour já havia declarado em entrevistas que também achava que a banda vinha tocando canções muito indiretas, e que as mensagens deviam ser mais "claras e específicas", opinião que todos os demais integrantes compartilhavam.[2] [3]

O Teatro Rainbow, em Londres, hoje usado como igreja.

Roger, David e Nick, junto com o tecladista Richard Wright trabalharam juntos na criação de material novo, e Roger gravou as primeiras fitas demo em um pequeno estúdio próprio em sua casa em Londres. A banda começou a ensaiar seu material novo em segredo em um pequeno armazém de Londres que pertencia ao grupo Rolling Stones, e depois mudaram para o Teatro Rainbow, na mesma cidade, e aproveitaram a ocasião para comprar novos equipamentos, incluindo amplificadores, uma mesa de mixagem e um conjunto inteiro de iluminação de palco. A banda decidiu realizar um concerto com suas novas canções, antes mesmo de gravá-las, a ser realizado no próprio Teatro Rainbow, e para isso o grupo providenciou que mais de nove toneladas de equipamentos fossem levadas até o teatro, e o novo trabalho foi temporariamente apelidado de The Dark Side of the Moon, mas depois de descobrirem que o título já havia sido usado pela banda Medicine Head, foi decidido que o futuro disco se chamaria Eclipse, mas pouco tempo depois a banda descobriu que o álbum do Medicine Head havia sido um fracasso comercial e o voltaram a usar o nome inicial.

Mesmo antes de finalizar a gravação em estúdio, a banda iniciou a turnê The Dark Side of the Moon Tour, que durou de 1972 até 1973 e contou com datas nos Estados Unidos, Canadá e Europa, permitindo que a banda revisse e melhorasse as canções a cada noite; O concerto Dark Side of the Moon: A Piece for Assorted Lunatics foi realizado pela primeira vez no Rainbow em 17 de fevereiro de 1972 com uma plateia formada apenas por jornalistas e críticos, e recebeu avaliações muito boas de quase todos os presentes; Michael Wale, do jornal The Times, escreveu que o espetáculo "trás lágrimas aos olhos", e Derek Jewell, do jornal The Sunday apontou que ambição da banda era "enorme"; por outro lado, a avaliação na revista Melody Maker foi menos favorável, apontando que musicalmente, as ideias eram grandiosas, mas que o efeito sonoro dava a impressão de que as pessoas estavam dentro de uma jaula em um zoológico. As novas canções foram apresentadas quase que na mesma ordem em que foram lançadas no disco posteriormente, mas o som apresentava algumas diferenças quanto ao som lançado mais tarde, principalmente devido a falta de sintetizadores e aos momentos em que eram lidas alguns trechos da bíblia no começo de algumas canções. A banda seguiu fazendo pausas estratégicas na turnê para realizar as gravações em estúdio, realizando o último concerto novamente no Teatro Rainbow em 4 de novembro de 1973.

Gravação[editar | editar código-fonte]

O Abbey Road Studios, em Londres.

O álbum foi gravado no Abbey Road Studios, em Londres, em diferentes sessões entre maio de 1972 e janeiro de 1973. A banda trabalhou ao lado do engenheiro de som Alan Parsons, com quem já haviam trabalhado no disco Atom Heart Mother e que já era famoso por ter trabalhado no Álbum Abbey Road dos Beatles. Para as sessões, foram usadas as técnicas mais avançadas disponíveis na época, sendo o Abbey o único estúdio naquele tempo que realizava a chamada Gravação multicanal, que permite o registro em separado de múltiplas fontes de som para criar um resultado final coesivo, e a banda usava tantas fontes diferentes e fazia tanto uso do equipamento que os custos diários superavam o de qualquer outro álbum até então.

Em 1 de junho de 1972, "Us and Them" tornou-se a primeira faixa a ser gravada, seguida seis dias depois por "Money"; Roger Waters havia criado vários efeitos sonoros para essa canção usando dinheiro de verdade, sobretudo moedas, usando a técnica de loop, inédita até então nos discos do grupo. As próximas faixas a serem gravadas foram "Time" e "The Great Gig in the Sky", e depois a banda fez uma pausa de dois meses para ficarem em casa com suas famílias e se prepararem para uma nova série de apresentações nos Estados Unidos. As gravações sofreram diversas interrupções, muitas delas por razões banais, como o fato de, por diversas vezes, Roger abandonar as sessões para assistir partidas de futebol de seu time favorito, o Arsenal Football Club, ou assistir a série Monty Python's Flying Circus na televisão, e durante esse tempo Alan Parsons ficava no estúdio trabalhando com o material disponível.

Em janeiro de 1973, a banda se reuniu no estúdio para gravar as canções restantes, "Brain Damage", "Eclipse", "Any Colour You Like" e "On the Run", aproveitando também para realizar pequenas modificações nas faixas já gravadas; para o vocal de apoio em "Brain Damage", "Eclipse" e "Time" foi usada um pequeno coral de quatro mulheres, e Dick Parry foi contratado para tocar o saxofone em "Us and Them" e "Money". Assim que as gravações foram finalizadas, a banda iniciou uma nova turnê pela Europa.

Relação com o filme "O mágico de Oz"[editar | editar código-fonte]

Quando o álbum é tocado simultaneamente com o filme de 1939 The Wizard of Oz (O Mágico de Oz, no Brasil, O Feiticeiro de Oz, em Portugal) ocorrem algumas correspondências entre o filme e o álbum. [1]. Alguns momentos que indicam isso são:

  • Quando Dorothy cai de cima do cercado em que está se equilibrando, inicia-se a música "On the run" indicando o momento de suspense. Na seqüência a avó de Dorothy aparece conversando, e neste momento é possível ouvir uma voz feminina de fundo na mesma música.
  • Quando Dorothy está na fazenda e ela olha para o alto, no audio surge barulho de avião.
  • Quando a bruxa está chegando de bicicleta para raptar o cachorro de Dororthy, começam a tocar os sinos da música "Time", análogo aos toques de campainhas de bicicletas.
  • Em seguida a bruxa estaciona a bicicleta no cercado da casa de Dorothy e, enquanto está parada do no portão, o avô de Dorothy bate com o portão por trás da bruxa. Quando o álbum e o filme estão exatamente sincronizados, nesta batida do portão é tocada a primeira nota da música "Time".
  • Quando é cantada a frase "Home, home again" (Casa, casa novamente) do reprise de "Breathe", o cachorro de Dorothy entra pela janela do seu quarto, após fugir da bruxa.
  • A música "The great gig in the sky" é tocada no momento de suspense do filme, onde um tornado aproxima-se à casa. É possível perceber os três tempos da música em sincronia com as cenas de suspense, as cenas de sonho/desmaio e com as cenas de calmaria.
  • O som da caixa registradora no princípio de “Money” (dinheiro) aparece exatamente quando Dorothy pisa pela primeira vez a estrada dos tijolos amarelos; que é também o momento em que o filme passa de preto e branco para cores. Outra referência é a aparição da fada dourada;
  • No momento em que a bruxa do Oeste aparece, é tocada a palavra "black" (preto);
  • A cena em que Dorothy encontra o espantalho (personagem que alegava não ter cérebro) é acompanhada pela música "Brain Damage" (dano cerebral), e quando a letra da música começa a tocar: "the lunatic is in my head…" (o lunático está na minha cabeça), o espantalho inicia a dançar freneticamente como um lunático;
  • O bater de coração no fim do álbum ocorre quando Dorothy tenta ouvir o coração do homem de lata;
  • No momento em que a bruxa do oeste lança uma bola de fogo contra Dorothy e seus companheiros, a música grita "run!" (corra);
  • No momento que Dorothy encontra Oz, entra a música "Us and Them", soando Us como Oz bem quando aparece a 1a imagem de Oz;
  • Várias frases das letras contidas nas músicas coincidem com os mesmos atos sendo executados pelos atores no mesmo momento;
  • A duração da maioria das músicas coincide precisamente com a duração das cenas no filme.

A banda insiste que isso são puras coincidências. Quando este facto começou a vir a público em 1997, despoletou um enorme interesse neste fenómeno. Uma pequena comunidade espalhou-se à volta de vários 'sites' [2] para explorar melhor esta ideia. Quer as correspondências sejam verdadeiras ou imaginadas, alguns fãs do álbum gostam de ver "Dark side of the rainbow", como é chamada muitas vezes esta combinação. A sincronização é conseguida fazendo pausa (de preferência a versão em CD) mesmo no principio e parando a pausa quando o leão da MGM ruge pela terceira vez. Considera-se que a apresentação da MGM (a do leão) é um "pré-filme". O CD (The dark side of the moon) deve ser iniciado entre o fade-out (do pré-filme) e o fade-in do começo exato do filme. Logo, o álbum e o filme iniciam-se exatamente juntos.

Os membros dos Pink Floyd desmentem qualquer relação entre o álbum e o filme num MTV especial sobre o grupo em 2002. Eles afirmam que não poderia esta relação ser planejada por não poderem reproduzir o filme no estúdio, visto na altura não existirem ainda os videogravadores.

Faixas[editar | editar código-fonte]

Lado A
N.º Título Letra Vocais Duração
1. "Speak to Me"   Mason Instrumental 01:30
2. "Breathe"   Waters, Gilmour, Wright Gilmour 02:43
3. "On the Run"   Gilmour, Waters Instrumental 03:36
4. "Time" (incluso "Breathe (reprise)") Mason, Waters, Wright, Gilmour Gilmour, Wright 07:01
5. "The Great Gig in the Sky"   Wright, Clare Torry Clare Torry 04:36
Lado B
N.º Título Letra Vocais Duração
1. "Money"   Waters Gilmour 06:22
2. "Us and Them"   Waters, Wright Gilmour, Wright 07:46
3. "Any Colour You Like"   Gilmour, Mason, Wright Instrumental 03:25
4. "Brain Damage"   Waters Waters 03:48
5. "Eclipse"   Waters Waters 02:03

Créditos[editar | editar código-fonte]

Pink Floyd

Músicos de Apoio

Técnicos de Produção[editar | editar código-fonte]

  • Pink Floyd - produtor
  • Peter James - assistente de engenheiro de som
  • Chris Thomas - mixagem
  • Alan Parsons - engenheiro de som

Equipe de Produção Artística[editar | editar código-fonte]

  • Hipgnosis - design, fotografia
  • Storm Thorgerson - design das edições de 20º e 30º aniversário
  • George Hardie - ilustrações, sleeve art
  • Jill Furmanosky - fotografia
  • David Sinclair - texto no relançamento do CD

Referências

  1. Harris 2006, pp. 71–72
  2. Mason 2005, p. 165
  3. Harris, John (12 de março 2003). 'Dark Side' at 30: Roger Waters rollingstone.com. Visitado em 8 de junho de 2011. Cópia arquivada em 26 de março de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]