El Chapo

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El Chapo
Nome completo Joaquín Guzmán Loera
Nascimento 4 de abril de 1954 (61 anos) ou 4 de abril de 1957 (58 anos)
Badiraguato
Nacionalidade  México
Ocupação Líder da organização criminosa conhecida como Cartel de Sinaloa

Joaquín Guzmán Loera, também conhecido como Joaquín "El Chapo" Guzmán (Culiacán, 4 de Abril de 1954 ou 1957) é um traficante mexicano ligado à "Alianza de Sangre", também conhecida como Cártel de Sinaloa. Foi considerado o segundo criminoso mais procurado do mundo, atrás apenas de Osama bin Laden; após a morte desse, "El Chapo" passou a ser o criminoso mais procurado do mundo.

Segundo uma edição da revista Forbes de 2009, ele ocupava a posição 701° dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna de mais de um bilhão de dólares.[1]

"Há mais de 20 anos que Joaquín Guzmán deixara de ser apenas um homem. Era também um mito na cultura popular mexicana e um fantasma para as autoridades do país, ora porque se lhes escapava por entre os dedos quando estava prestes a ser capturado, ora porque lhes tapava os olhos com os milhões ganhos com o sangue das vítimas do narcotráfico para fugir da prisão.

Ao fim de 13 anos em fuga, El Chapo Guzmán, líder do poderoso cartel de Sinaloa e um dos responsáveis pelo banho de sangue em que se transformou a luta pelo controlo de Ciudad Juárez em meados da década passada, foi capturado no quarto de um condomínio de luxo na madrugada de sábado, sem um único tiro disparado.

Mais do que uma vitória sobre o narcotráfico, foi uma vitória do Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, que se apressou a anunciar a captura através do Twitter: “Quero salientar o trabalho das instituições de segurança do Estado mexicano na detenção de Joaquín Guzmán Loera, em Mazatlán.” Fora dos agradecimentos ficaram os agentes da Drug Enforcement Agency norte-americana, que também participaram na operação." [2]

"El Chapo" foi capturado em 22 de fevereiro de 2014, num hotel da cidade mexicana de Mazatlán. Encontrava-se evadido da prisão de alta segurança do estado de Jalisco, no México, desde 2001. Em 2013 chegou a ser dado como morto.[3]

Fuga da prisão pela "porta grande
A determinação do Presidente do México Enrique Peña Nieto de centro esquerda em provar que os seus antecessores Vicente Fox e Felipe Calderón (ambos do Partido Acción Nacional, do centro-direita) falharam na luta contra o narcotráfico porque vaguearam entre a falta de coordenação e o alegado conluio com alguns cartéis, indica que El Chapo Guzmán poderá ter agora mais dificuldades para escapar às grades da prisão do que quando foi capturado pela primeira vez, em Junho de 1993, na Guatemala.

Em 2001, cansado da vida tranquila que levava no interior da prisão de alta segurança Puente Grande, no estado de Jalisco, El Chapo (ou "o baixinho", devido à sua baixa estatura) e os seus tentáculos no exterior começaram a subornar guardas prisionais e agentes da polícia local. A decisão do Supremo Tribunal do México de facilitar os processos de extradição para os Estados Unidos apressou a fuga, mas a forma como El Chapo escapou foi tão pouco atribulada que a prisão de Puente Grande ficou conhecida desde então como Puerta Grande: um guarda abriu a porta da cela, Guzmán escondeu-se num carro de transporte de roupa suja e foi passando por todos os postos de controlo até sair pela porta principal. Uma pequena viagem na bagageira de um automóvel e os olhos fechados da polícia local durante 24 horas puseram fim aos seus dias de reclusão.

Dois anos depois da fuga, Guzmán viu cair-lhe nos braços o poder máximo do narcotráfico mexicano, com a detenção do seu rival Osiel Cárdenas, líder do cartel do Golfo. O passo seguinte foi a luta pelo controlo de Ciudad Juárez, o paraíso dos cartéis para a entrada de droga nos Estados Unidos que se transformou num inferno para os seus habitantes. Em Setembro de 2004, El Chapo encarregou o seu braço armado de então, a organização Los Negros, de executar Rodolfo Carrillo Fuentes, o homem que controlava Ciudad Juárez, pondo em marcha uma guerra entre cartéis rivais que continua até hoje e que já deixou pelo seu sangrento caminho entre 60.000 e 100.000 mortos – é impossível calcular um número certo devido aos milhares que desapareceram sem deixar rasto.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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