Frente al-Nusra

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Frente al-Nusra
جبهة النصرة لأهل الشام
Flag of Jabhat al-Nusra.jpg
País Síria
Criação 23 de janeiro de 2012[1]
História
Guerras/batalhas Guerra Civil Síria
Logística
Efetivo 15 000 - 20 000[4] [5]
Comando
Comandante Abu Mohammad al-Golani[6]

A Frente Al-Nusra, às vezes referida como Jabhat al-Nusra (em árabe: جبهة النصرة لأهل الشام Jabhat an-Nuṣrah li-Ahl ash-Shām, que significa: "A Frente da Vitória para o Povo da Grande Síria"), é uma milícia islâmica de orientação sunita e jihadista que atualmente opera na Síria, onde pretende instituir um Estado Islâmico[1] em que tem liderado os combates contra o governo.[7] [8] [9]

O grupo foi criado em 23 de janeiro de 2012 e passou a integrar as forças da oposição síria que está no meio de uma guerra civil para derrubar o presidente do país, Bashar al-Assad.[10] O grupo é descrito como "um dos mais agressivos e eficientes a integrar as forças rebeldes sírias".[11] Desde dezembro de 2011, o governo dos Estados Unidos considera esta milícia como uma organização terrorista.[12] Em abril de 2013, a al-Nursa jurou fidelidade ao chefe da al-Qaeda, com quem mantém laços ideológicos e logísticos.[13]

O grupo é descrito como um dos maiores e mais organizados das forças rebeldes dentro da Síria, lutando ao lado da oposição do país para derrubar a ditadura que controla a nação.[14] Contudo, ela também é acusada de vários atentados terroristas que causaram dezenas de mortos.[15] [16] Segundo informações de ativistas dentro e fora da Síria, a milícia al-Nusra impôe uma visão estrita da lei islâmica nos territórios que ocupa militarmente em nome da oposição.[17]

O principal dirigente da organização é um homem que utiliza o nome de guerra de Abu Mohammad al-Golani (ou Abu Mohammad al-Jawlani[18] ), no qual "Golani" é uma referência às Colinas de Golã. O chefe da organização teve seu nome retirado da lista de procurados do departamento de estado americano em fevereiro de 2014.[19] Também merecem destaque outros líderes como Maysar Ali Musa Abdallah al-Juburi e Anas Hasan Khattab, que foram alvo de sanções financeiras por parte do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, e Mustafa Abdel-Latif, também conhecido como Abu Anas al-Sahaba, um jordaniano que é cunhado de Abu Musab al-Zarqawi que foi o líder da Al-Qaeda no Iraque.[1]

Em dezembro de 2012, Abu Adnan concedeu uma entrevista[1] na qual afirmou que:

  1. a Jabhat al-Nusra não difere ideologicamente de outros grupos salafistas islâmicos sírios como Ahrar al-Sham e Liwa al-Tawhid, a diferença, seria a de que a Jabhat al-Nusra teria critérios mais exigentes para aceitar lutadores em suas fileiras, pois não aceitaria fumantes e exigiria um curso de formação religiosa de 10 dias, seguindo de um programa de treinamento militar de 15 a 20 dias;
  2. os Estados Unidos teria qualificado a Jabhat al-Nusra como terroristas pois avaliaria que algumas de suas táticas seriam semelhantes às da Al-Qaeda no Iraque, tais como o emprego de explosivos e carros-bomba;
  3. embora a Jabhat al-Nusra contasse com veteranos sírios que lutaram mo Iraque, não seria a mesma coisa que a Al-Qaeda no Iraque;
  4. a Jabhat al-Nusra não é a única organização rebelde rebelde que utiliza dispositivos explosivos improvisados e homens-bomba voluntários ou não (prisioneiros);
  5. embora somente a Jabhat al-Nusra tenha sido designada como "terrorista" pelo um governo dos EUA, que admite que ainda está tentando entender os vários elementos armados no conflito sírio, uma série de outros grupos islâmicos também pretende instalar um Estado Islâmico na Síria, e até mesmo elementos seculares da oposição demonizam as minorias e especialmente os alauitas;
  6. a razão para tal qualificação, seriam supostas ligações com a al-Qaeda no Iraque;
  7. se tal qualificação teve como objetivo isolar Jabhat al-Nusra, cabia avaliar que teve efeito oposto, pois melhorou a reputação da organização entre alguns sírios[20] ;
  8. tal qualificação revelaria uma falta de compromisso dos EUA com a derrubada de Assad, que teria praticado atos terroristas contra a população síria e teria sido concebida para fomentar divisões internas entre os rebeldes e como desculpa para não enviar armas para os rebeldes sírios, que muitas vezes realizam ataques conjuntos contra posições do regime, e, portanto seria muito difícil para o Ocidente fornecer armas apenas para determinados grupos de modo que se garanta que tais armas não acabassem também nas mãos da Jabhat al-Nusra sem que isso levasse a um combate entre os grupos favorecidos e a Jabhat al-Nusra;
  9. o Ocidente desejaria manter o status quo que interessaria ao Estado de Israel, em vez de apoiar a tomada do poder em Damasco por por grupos alinhados com islamitas, pois o status quo havia mantido a paz apesar da ocupação das Colinas de Golã pelo Estado de Israel;
  10. a Jabhat al-Nusra não estaria a espera de armas enviadas pela comunidade internacional, também porque, recentemente em um assalto contra um posto avançado do regime em Daarat Izze teriam tomado mais armas do que qualquer outro país poderia fornecer e, além disso, combatentes estrangeiros também seriam uma fonte de apoio financeiro;
  11. a organização divulgaria declarações e vídeos através do seu braço midiático, denominado "Al-al-Bayda Manarah" que seria promovido na internet pela "Shamoukh al-Islam", seus integrantes normalmente não concederiam entrevistas aos meios de comunicação convencionais, pois a promoção não seria prioridade e sim a "luta contra o regime", diferentemente de outros grupos que arrecadariam fundos por meio de filmagens;
  12. a Jabhat al-Nusra teria presença em todo o território da Síria e em cada região haveria um líder supremo, um líder militar e um líder para a aplicação da Sharia, disse ele;
  13. a Jabhat al-Nusra não estaria, por enquanto, procurando impor à força a sua visão conservadora do islamismo, ao contrário, por exemplo, da Ahrar al-Sham que teve desentendimentos com habitantes locais que rejeitaram suas tentativas de proibir a venda de álcool, mas teria como objetivo futuro a instituição de um Estado Islâmico;
  14. a Jabhat al-Nusra foi um dos vários grupos que no final de novembro de 2012, rejeitou a Coalizão Nacional Síria da Oposição e das Forças Revolucionárias;
  15. as minorias não teriam razões para temer o estabelecimento de um Estado Islâmico[21] ";
  16. teria sido correta a execução de aliados do regime desarmados por parte da Jabhat al-Nusra, pois não se deveria esquecer que o Regime Sírio estaria aterrorizando as pessoas por 40 anos;
  17. a Jabhat al-Nusra estaria realizando ações assistenciais[22] na cidade de Alepo, para obter mais apoio da comunidade local, em um contexto no qual boa parte de seus combatentes não são daquela cidade;
  18. a Jabhat al-Nusra teria críticos ferozes entre os rebeldes secularistas que estariam receosos quanto às visões conservadoras do grupo, mas esses críticos avaliariam que tal conservadorismo não iria se estabelecer na Síria após a derrubada do regime e que a disputa entre rebeldes secularistas e fundamentalistas deveria ocorrer posteriormente, e que os secularistas seriam favorecidas na disputa futura, pois muitos combatentes da Jabhat al-Nusra iriam passar a combater em outros países, como no Afeganistão ou na Faixa de Gaza após a queda do regime;
  19. que a presença de não sírios nas fileiras da Jabhat al-Nusra se justificaria pois: as feridas nas terras árabes seriam a mesma ferida".

Referências

  1. a b c d Interview with a Newly Designated Terrorist: Syria’s Jabhat Al-Nusra Time Magazine (25 de dezembro de 2012). Visitado em 9 de março de 2013.
  2. Al-Akhbar in Qalamoun: The Throne of God and Cherry Trees
  3. Terrorist suspect Sami al-Atrash’s death passes without major backlash
  4. "Syria interactive: the rebels, their weapons and funds", Channel 4. Página visitada em 25 de setembro de 2013.
  5. "Al-Qaeda leader in Syria speaks to Al Jazeera", Al Jazeera. Página visitada em 21 de dezembro de 2013.
  6. TIME Exclusive: Meet the Islamist Militants Fighting Alongside Syria’s Rebels Time Magazine (26 de julho de 2012). Visitado em 29 de novembro de 2012.
  7. "Al Qaida-linked group Syria rebels once denied now key to anti-Assad victories", Al Jazeera. Página visitada em 2 de dezembro de 2012.
  8. "Jihadist Terrorism". Página visitada em 21 de dezembro de 2013.
  9. "Al-Qaida turns tide for rebels in battle for eastern Syria", The Guardian. Página visitada em 21 de janeiro de 2014.
  10. "Islamist group claims Syria bombs ‘to avenge Sunnis’", Al Arabiya. Página visitada em 23 de março de 2012.
  11. Ignatius, David. "Al-Qaeda affiliate playing larger role in Syria rebellion". Página visitada em 1 de dezembro de 2012.
  12. "US blacklists Syrian rebel group al-Nusra", Al Jazeera, 11 de dezembro de 2012. Página visitada em 9 de março de 2013.
  13. Syria crisis: Al-Nusra pledges allegiance to al-Qaeda BBC (10 de abril de 2013). Visitado em 19 de abril de 2013.
  14. Al-Nusra Front. Página acessada em 9 de março de 2013.
  15. "Suicide bombers kill 14 Syrian security personnel". Página acessada em 9 de março de 2013.
  16. "Atentados em Damasco causaram 90 mortes na quinta-feira, diz ONG". Página acessada em 10 de março de 2013.
  17. Liz Sly. Islamic law comes to rebel-held Syria WashingtonPost.com. Visitado em 20 de março de 2013.
  18. Al-Qaeda chief disbands main jihadist faction in Syria: Al-Jazeera, acesso em 31 de dezembro de 2013.
  19. "الجولاني يختفي عن قائمة أهم المطلوبين أميركياً", All4Syria, 25 de fevereiro de 2014. Página visitada em 26 de fevereiro de 2014.
  20. Para corroborar esse ponto de vista, o entrevistado afirma que:
    1. em 14 de dezembro houve uma mobilização nacional na Síria em torno de um slogan que afirmava que o único terrorismo na Síria seria aquele que provem de Bashar al-Assad;
    2. dezenas de grupos rebeldes declararam publicamente que todos eles eram "Jabhat al-Nusra";
    3. até mesmo a liderança da oposição política no exílio condenou tal qualificação.
  21. Nesse contexto, observa que Maomé era vizinho de um judeu
  22. Como a distribuição de suprimentos necessários, como gasolina, diesel e farinha para as padarias.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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