GRCSES Unidos de Vila Maria

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Unidos de Vila Maria
Unidos de Vila Maria (2010).JPG
Unidos de Vila Maria
Fundação 10 de janeiro de 1954 (60 anos)
Escola-madrinha Peruche [1]
Cores

Verde

Azul

Branco
Símbolo Um escudo, na parte superior esquerda, instrumentos de percussão, na superior direita, um homem e uma mulher e, na parte inferior, um aperto de uma mão negra com uma mão branca.
Bairro Jardim Japão
Distrito da Vila Maria
Presidente Adilson José de Souza
Carnavalesco Lucas Pinto
Intérprete oficial Clóvis Pê
Diretor de bateria Mestre Rodrigo Moleza
Rainha da bateria Cristiane Cuozzo
Madrinha da bateria Dani Bolina
Musa da bateria Monalisa Marques
Princesa da bateria Michelle Mibow
Márcia Freire
Mestre-sala e porta-bandeira Rodrigo e Marina
Coreógrafo Sérgio Cardoso
Desfile de 2015
Horário 14 de fevereiro
22:30
www.unidosdevilamaria.com.br

O Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Unidos de Vila Maria é uma escola de samba de São Paulo, atualmente esta sediada no bairro Jardim Japão, no distrito de mesmo nome, mantendo uma escolinha de futebol, que reúne cerca de 200 meninos. além do oferecimento à comunidade de serviços odontológicos, e cursos profissionalizantes, de Informática, Inglês, instrumentos musicais e projetos para a terceira idade.

História[editar | editar código-fonte]

A Unidos de Vila Maria foi fundada em 1954 a partir de um grupo de amigos que moravam na parte alta do distrito de Vila Maria e imediações, que se reuniam para brincar o carnaval pelas ruas do bairro, da Vila Munhoz até a Vista Alegre. Assim, surgiu em 1950 a escola de samba Unidos do Morro da Vila Maria (nome que permaneceria até 1971), sendo oficializada em 10 de janeiro de 1954. Neste primeiro ano, a Vila Maria ficou em segundo lugar no primeiro concurso do qual participou.

Inicialmente, como as demais escolas da cidade, a Vila Maria não desfilava com alas formalizadas, saindo pelas ruas da cidade, tais como a Avenida Celso Garcia, no Brás, e a Avenida São João, no Centro, com sua bateria, o baliza Zé Caxambu e Claudete, uma passista que “escandalizava” por sair de maiô frente à bateria.

Sua primeira sede foi a casa de Mané Sabino, e os escassos recursos eram obtidos através de contribuições dos comerciantes da região e dos próprios associados para a compra de tecidos para as fantasias. Uma figura importante na história da escola é João Franco, o Xangô da Vila Maria, ator, cantor, compositor, um dos primeiros componentes da escola, um dos primeiros artistas a aderir ao movimento negro, e homenageado por Leci Brandão, num samba de autoria desta.

Segundo arquivos pessoais do próprio Xangô, uma característica da escola, levantada por alguns dos componentes mais antigos, é que durante muito tempo, apenas negros faziam parte da Vila Maria. Alguns dizem que isso acontecia porque os brancos não queriam misturar-se a este tipo de folia, enquanto outros pregam que havia mesmo preconceito por parte dos negros.

Em 1968, no primeiro desfile oficial da cidade, a Vila Maria conquista o título do Grupo 2 (atual Grupo de acesso ), quando, através de um enredo que falava sobre Villa Lobos, desfilou com 300 componentes e mais uma ala mirim.

Ainda na década de 1960, a Vila Maria foi premiada pelo prefeito Faria Lima com o Apito de ouro, prêmio concedido às melhores baterias das escolas. Na ocasião, o Mestre responsável pela bateria era Mestre Batucada, outro grande nome do samba paulistano. Em 1976, já com 600 componentes, e sob a presidência de Benedito Nascimento, a escola ganha uma nova quadra. Porém, é apenas na década de 1990, quando o hoje presidente de honra da Velha Guarda, Vadinho, e alguns amigos resolvem assumir a escola é que a Vila voltou a obter bons resultados.

O presidente Serginho, na apuração em 2010.

Em 1998, com o enredo “Uma viagem a Atlântida”, a Vila consegue o título do Grupo 2 (atual Grupo 1 da UESP). Em 2001, sob a presidência de Marcelo Müller, vem, finalmente, o título do Grupo de acesso, o que lhe concedeu o direito de figurar entre as grandes escolas no ano seguinte, tendo como tema do desfile as novelas. Em 2002, ano de estréia no grupo especial, apresentou o tema "Intolerância Não! Viva e Deixe Viver".

Em 2004, já figurando entre as principais escolas do carnaval paulistano, a Vila Maria ganhou uma nova quadra, a maior das escolas de samba de São Paulo. Infelizmente neste mesmo ano, antes do carnaval, a escola e a comunidade perderam um dos diretores da agremiação, Eriverto Sabino de França, conhecido como Veto, assassinado no dia 11/01/2004[2] . Veto é de uma família tradicional na escola de samba da Vila Maria sendo que seu filho, Herik Lopes de França, atualmente ocupa o cargo de diretor deixado pelo pai. Apesar deste revés a escola se apresentou bem e ficou em sexto lugar na disputa do Carnaval.

Em 2007, com um enredo sobre o renascimento ecológico da cidade de Cubatão, a Vila Maria surpreendeu o público com um desfile grandioso e um samba enredo empolgante, considerado por muitos o melhor samba enredo do ano, conquistando o vice-campeonato, melhor colocação de sua história.

Em 2008, com um enredo sobre os 100 anos de imigração japonesa no Brasil, a escola quebrou o recorde de alegoria mais comprida e era uma das favoritas para o titulo,terminou na 3º colocação[3] .

Em 2009, a escola trouxe o enredo Da sobrevivência a luxúria,da ilusão a alucinação. Dinheiro, mito, história e realidade, terminando na 8º colocação.

Em 2010, a escola apresentou um enredo sobre o minério de ferro; "A indústria que manipula o ferro, é a mãe de todas as outras !" de autoria do carnavalesco Fábio Borges. Esperava-se um grandioso desfile da escola, com alegorias em formas inusitadas e de grandes proporções atingindo o limite máximo de altura do Sambódromo do Anhembi, porém, a escola obteve um resultado aquém do esperado, o samba enredo que sofreu sérias críticas ao ser escolhido não colaborou no desempenho da escola sendo um dos fatores de grande peso no insucesso da escola neste ano.

Em 2011 desfilou com um enredo sobre o Teatro Amazonas e sobre a cidade de Manaus, dentro de um contexto histórico que englobou passado, presente e futuro, intitulado "Teatro Amazonas - Manaus em Cena" de autoria do carnavalesco Fabio Borges, com um dos melhores desfiles da noite conseguiu um 3°lugar atrás da surpreendente Tucuruvi e da campeã Vai-Vai.

Para o carnaval de 2012 a escola contou com um novo carnavalesco, o experiente Chico Spinosa que veio substituir Fábio Borges.Chegou também o consagrado intérprete carioca Nêgo. A escola desfilou com o enredo : 'A Força Infinita da Criação - Vila Maria Feita a Mão',conseguindo o 5° lugar.

Em 2013 Chico Spinosa preparou o enredo sobre os 50 anos de imigração coreana no Brasil. O desfile foi muito luxuoso e a escola foi cotada como uma das favoritas, porém o carnavalesco não desfilou com a escola (pois julgou mais importante comentar o carnaval do Rio de Janeiro na transmissão da rede Globo de televisão) e na apuração a escola recebeu notas baixas em vários quesitos, como Mestre-Sala e Porta-Bandeira, e acabou ficando em 14º lugar (última colocação), sofrendo descenso para o Grupo de Acesso, após doze carnavais lutando pelo o título do Grupo Especial (2002 a 2013).

Após a queda para o grupo de acesso uma das estrelas da escola anunciou seu desligamento, Edimar Guiã, intérprete da escola por 2 anos, anunciou seu afastamento alegando motivos pessoais. Enquanto a escola não apresenta seu intérprete oficial para 2014 o time de canto vem sendo comandado por Fernandinho SP, segunda voz da Vila Maria a quase uma década.

Em 2014 a Vila Maria mostrou a história dos brinquedos levando personagens clássicos que marcaram a memória de muita gente, o enredo "Nos meus 60 Anos de Alegria - Sou Vila Maria, e Faço a Festa Resgatando do Passado Brinquedos e Brincadeiras do Tempo de Criança" Foi a Campeã do Grupo de Acesso, obtendo a pontuação máxima de 270 pontos, voltando assim ao Grupo Especial do Carnaval em 2015.

Para o carnaval 2015, a escola trás o enredo: "Só os diamantes são eternos na química divina!" de autoria do Carnavalesco Lucas Pinto[4]

Cortes da Bateria[editar | editar código-fonte]

Mestres de Bateria[editar | editar código-fonte]