Gustavo Díaz Ordaz

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Gustavo Díaz Ordaz Bolaños
Gustavo Díaz Ordaz Bolaños
Presidente do  México
Mandato 1 de dezembro de 1964 - 30 de novembro de 1970
Antecessor(a) Adolfo López Mateos
Sucessor(a) Luis Echeverría Álvarez
Vida
Nascimento 12 de março de 1911
San Andrés Chalchicomula, Puebla
Morte 15 de julho de 1979 (68 anos)
Cidade do México, México
Dados pessoais
Primeira-dama Guadalupe Borja
Partido Partido Revolucionario Institucional - PRI
Profissão advogado

Gustavo Díaz Ordaz Bolaños (San Andrés Chalchícomula, Puebla, 21 de março de 1911Cidade do México, 15 de julho de 1979) foi presidente do México de 1964 a 1970.

Era filho do contador Ramón Díaz Ordaz Redonet e da professora primária Sabina Bolaños Cacho de Díaz Ordaz. Seu bisavô paterno, José María Díaz Ordaz, foi um general e um advogado que exerceu o cargo de governador do Estado de Oaxaca em meados do século XIX.

Aos 26 anos de idade, em 8 de fevereiro de 1937, formou-se em Direito pelo Colégio do Estado de Puebla (desde 1973, Universidad Autónoma Pública del Estado de Puebla) com uma monografia sobre recursos no Processo Civil e passou a ser professor daquela faculdade. Entre os anos de 1940 e 1941 foi vice-reitor de tal universidade.

Em 1943 foi eleito deputado federal e em 1946, senador. Até a eleição de Vicente Fox, no ano 2000, Díaz Ordaz era o último presidente mexicano que havia sido eleito para um cargo público antes de assumir a Presidência.

Permaneceu no Senado Mexicano por seis anos e durante este período forjou uma sólida amizade com os então senadores Adolfo López Mateos (seu antecessor na Presidência do México) e Alfonso Corona del Rosal (que Díaz Ordaz, uma vez Presidente, escolheu como Prefeito da Cidade do México). Entre 1953 e 1958 foi vice-ministro do interior.

Entre dezembro de 1958 e novembro de 1963 foi Secretário de Gobernación (equivalente a ministro do interior) durante a presidência de seu amigo Adolfo López Mateos. Díaz Ordaz chegou a ser considerado como um dos líderes da facção mais conservadora deo Partido Revolucionário Institucional (PRI). Foi presidente do México entre 1º de dezembro de 1964 até 1º de dezembro de 1970.

Durante seu governo, Díaz Ordaz mostrou-se autoritário, a ponto de dizer que "la menor distancia entre dos puntos es la línea dura". Mostrou-se inflexível durante a greve dos médicos de 1965 e reprimiu com dureza os protestos estudantis de outubro de 1968, naquilo que ficou conhecido com Massacre de Tlatelolco, no qual o exército mexicano matou centenas de estudantes, apenas dez dias antes da abertura das Olimpíadas de 1968.

Presidente Díaz Ordaz (esq.) desfilando em carro aberto em San Diego (CA) , com Richard Nixon.

Por outro lado, durante seu governo, sob a direção do secretario de fazenda Antonio Ortiz Mena, a economia mexicana manteve-se estável e próspera, mostrando bons índices de crescimento, inflação baixa e moeda forte (o Peso mexicano era então uma das moedas mais sólidas e seguras do mundo). Também foram postos em prática programas de irrigação no campo e de industrialização rural. Díaz Ordaz também promulgou um novo Código de Leis Trabalhistas e durante seu governo foi inaugurado o metrô da Cidade do México.

Em 1969, Díaz Ordaz apontou Luis Echeverría Álvarez, então seu Secretario de Gobernación (ou seja, um dos principais responsáveis pelo Massacre de Tlatelolco), como seu sucessor. Díaz Ordaz entregou-lhe a faixa presidencial em 1º de dezembro de 1970.

Em 1977, o presidente José López Portillo nomeou Díaz Ordaz embaixador do México na Espanha (o primeiro em 40 anos, pois o regime franquista não era reconhecido pelo México), porém Díaz Ordaz renunciou uma semana depois, por problemas de saúde.

Faleceu em 1979 devido a um câncer no cólon.

Gustavo Díaz Ordaz casou-se com Guadalupe Borja. Ele foi tio de Roberto Gómez Bolaños, conhecido cômico mexicano e criador dos personagens Chaves, Chapolin e Chespirito, entre outros.

Precedido por
Adolfo López Mateos
Presidente do México
1 de dezembro de 196430 de novembro de 1970
Sucedido por
Luis Echeverría Álvarez