Imhotep

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde novembro de 2010). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Estatueta de Imhotep no Louvre.

Imhotep (por vezes grafado Immutef, Im-hotep ou Ii-em-Hotep; em egípcio: ii-m-ḥtp *jā-im-ḥatāp, lit. "aquele que vem em paz"; chamado pelos gregos de Ιμυθες, transl. Imuthes ; fl. século XXVII a.C., ca. 2655-2600 a.C.) foi um polímata egípcio,[1] que serviu a Djoser, rei da Terceira Dinastia, na função de vizir ou chanceler do faraó e sumo-sacerdote do deus-sol , em Heliópolis. É considerado o primeiro arquiteto,[2] engenheiro[3] e médico da história antiga[4] , embora dois outros médicos, Hesy-Ra e Merit-Ptah, tenham sido contemporâneos seus.

A lista completa de seus títulos é:

Chanceler do Rei do Egito, Doutor, Primeiro na linhagem do Rei do Alto Egito, Administrador do Grande Palácio, Nobre hereditário, Sumo Sacerdote de Heliópolis, Construtor, Carpinteiro-Chefe, Escultor-Chefe, e Feitor-Chefe de Vasos.

Imhotep foi um dos poucos mortais a serem ilustrados como parte de uma estátua de um faraó. Foi um de um grupo restritíssimo de plebeus a quem foi concedido o status divino após a morte; o centro de seu culto era Mênfis. A partir do Primeiro Período Intermediário Imhotep também passou a ser reverenciado como poeta e filósofo. Suas palavras eram mencionadas em poemas: "Eu ouvi as palavras de Imhotep e Hordedef, de cujos discursos os homens tanto falam."[5]

A localização da sepultura de Imhotep, construída por ele próprio, foi escondida com absoluta cautela, e permanece desconhecida até os dias de hoje, apesar dos esforços para encontrá-la.[6] O consenso acadêmico é de que ele estaria escondido em algum lugar de Sacara. A existência histórica de Imhotep é confirmada através de duas inscrições contemporâneas feitas na base, ou pedestal, de uma das estátuas de Djoser (Cairo JE 49889), bem como um grafito na muralha que circunda a pirâmide interminada de Sekhemkhet.[7] [8] A segunda inscrição sugere que Imhotep teria vivido por alguns anos depois da morte de Djoser, e ajudou na construção da pirâmide do rei Sekhemkhet, abandonada devido ao breve reinado deste soberano.[9]

Sacara[editar | editar código-fonte]

Imhotep arquitetou a primeira pirâmide do Egito - a pirâmide de Sacara, com seis enormes degraus, e que atinge aproximadamente 62 metros. As primeiras pirâmides do Egito eram formadas por degraus, que nada mais eram que mastabas empilhadas (mastaba palavra que provém do árabe maabba, "banco de pedra" ou "lama", dependendo do autor, que por sua vez vem do aramaico misubb, podendo ter origem persa ou grega). Esta configuração foi idealizada por Imhotep a pedido do Faraó Djoser, que desejava para si um túmulo mais grandioso que os que o antecederam e, sugeria ainda, segundo alguns arqueólogos, a ascensão ao céu. O estudioso britânico Sir William Osler (séc. XIX) disse sobre Imhotep: "A primeira figura de um Arquiteto Médico a surgir claramente das névoas da antigüidade."[carece de fontes?]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Imhotep é o antagonista da série de filmes A Múmia de 1932, na releitura de 1999 e em sua sequência O Retorno da Múmia, nos quais obtém a reencarnação por meio de antigos rituais egípcios e, assim, desencadeia uma série de desventuras para os heróis da história[10] .

É importante, porém, lembrar que a figura maligna e vingativa apresentada no filme, em relação à pessoa de Imhotep não é de modo algum real e não tem respaldo histórico[10] .

Documentários sobre Imhotep[editar | editar código-fonte]

Vídeo O Olho de Hórus (original: El Ojo de Horus) - Documentário em 10 capítulos sobre a fantástica construção das pirâmides egípcias, não perdendo de vista as razões culturais-sociais-religiosas do Egito e integrando com alguma fantasia a construção da pirâmide de Sacara aos mais modernos conceitos da física quântica.

Referências

  1. The Egyptian Building Mania, Acta Divrna, Vol. III, edição IV, janeiro de 2004.
  2. Imhotep. Encyclopaedia Britannica
  3. What is Civil Engineering: Imhotep.
  4. William Osler, The Evolution of Modern Medicine, Kessinger Publishing 2004, p.12
  5. I have heard the words of Imhotep and Hordedef with whose discourses men speak so much. Barry J. Kemp, Ancient Egypt Routledge 2005, p.159
  6. The Harper's Lay, c. 2000 a.C.
  7. Malek, Jaromir. 'The Old Kingdom', in The Oxford History of Ancient Egypt. Ian Shaw (ed.), Oxford University Press 2002. p.92
  8. J. Kahl "Old Kingdom: Third Dynasty", in The Oxford Encyclopedia of Ancient Egypt. Donald Redford (ed.), Vol.2, p. 592
  9. Shaw, op. cit., pp.92-93
  10. a b Jesse Bryant Wilder. Art history for dummies (em <Língua não-reconhecida>). [S.l.]: John Wiley & Sons, 2007. 62 pp. ISBN 9780470099100.