Jason Lives: Friday the 13th Part VI

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Jason Lives: Friday the 13th Part VI
Sexta-Feira 13 Parte VI: O Terror (PT)
Sexta-Feira 13 Parte VI: Jason Vive (BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
1986 • cor
Direção Tom McLoughlin
Roteiro Tom McLoughlin, baseado nos personagens criados por Victor Miller
Elenco Thom Mathews
Jennifer Cooke
David Kagen
Kerry Noonan
Renée Jones
Tom Fridley
C.J. Graham
Darcy DeMoss
Vincent Gustaferro
Tony Goldwyn
Nancy McLoughlin
Ron Palillo
Género terror
Idioma inglês
Cronologia
Último
Último
Sexta-Feira 13 -
Parte V
Sexta-Feira 13 -
Parte VII
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Página no IMDb (em inglês)

Jason Lives: Friday the 13th Part VI (br: Sexta-Feira 13 Parte VI: Jason Vive / pt: Sexta-Feira 13 Parte VI: O Terror) é um filme americano de 1986, dirigido por Tom McLoughlin. É o sexto da série de horror Sexta-Feira 13. Marcou o retorno de Jason como antagonista da série,[1] [2] agora na forma de um assassino em série zumbi, em vez de um mortal com força sobre-humana. O filme também rompeu com outras convenções da série, introduzindo elementos de humor e ação, incluindo tiroteios e perseguições de carro.[3]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Tommy Jarvis é liberado da instituição de recuperação mental em que passou a maior parte de sua adolescência. Junto com seu amigo Allen Hawes, Tommy vai escavar e cremar o cadáver de Jason. Mas quando ele perfura o peito de Jason com uma barra de ferro, um raio cai e acaba ressuscitando o assassino. Jason rapidamente tira o coração de Allen com um soco no peito, e, enquanto Tommy foge, Jason vai para Lake Forest Green (antigo Crystal Lake).

Tommy vai ao Departamento de Polícia de Forest Green e solicita ajuda do xerife, mas este não acredita na história de Tommy e o rapaz acaba sendo preso. Enquanto isso, os monitores Lizabeth e Darren são mortos por Jason a caminho do acampamento. Na manhã seguinte a filha do xerife, Megan Garris, e os colegas monitores Sissy, Paula e Cort visitam o acampamento. Tommy tenta avisá-los da ressurreição de Jason, antes de o xerife levá-lo para longe da cidade.

De volta ao acampamento, os monitores se preparam para receber as crianças que chegarão em breve para ali passar as férias de verão. Enquanto isso, Jason mata cinco jogadores de paintball na mata. Na saída da cidade, Tommy para no cemitério para provar que Jason não está no túmulo - mas o coveiro já havia recoberto o mesmo. Os policiais continuam sua escolta, mas Tommy acaba fugindo de volta para Forest Green.

Naquela noite, Cort se encontra com uma garota, Nikki, e sai do acampamento para fazer sexo com ela na floresta, mas acabam encontrando Jason no caminho, e ambos são posteriormente morto por ele. Quando a polícia descobre os corpos de Lizabeth e Darren, o xerife suspeita de Tommy. Mas Megan não está convencida, e planeja se encontrar com Tommy. No acampamento, Sissy é morta. Megan e Tommy tentam fugir da polícia. Tommy é preso, apesar de ter Megan como álibi. Jason mata Paula e Megan livra Tommy da prisão.

A polícia parte para o acampamento e os oficiais Thornton e Pappas são mortos antes que o xerife encontre Jason. Megan e Tommy chegam ao acampamento, aparentemente calmo, mas logo descobrem o corpo de Paula. O xerife Garris é morto tentando impedir que Jason alcance sua filha. Apesar dos protestos de Megan, Tommy vai sozinho ao lago e chama por Jason.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Pré-produção e roteiro[editar | editar código-fonte]

Mesmo com sucesso financeiro, o filme anterior Friday the 13th: A New Beginning recebeu algumas das piores críticas de todos os filmes da franquia e decepcionou os fãs. Então, os produtores decidiram dar um novo rumo à série, distanciando-a do que o produtor Frank Mancuso Jr. considerou ser a natureza "grosseira" de A New Beggining.[4]

Para este fim, Mancuso contratou Tom McLoughlin, que dirigiu o bem sucedido filme de terror One Dark Night, mas que também era conhecido em Hollywood por seus vários scripts de comédia, uma dicotomia com que Mancuso se deparou. Contudo, foi dado a McLoughlin passe livre para apresentar a história de Jason, com a única condição de que ele trouxesse o vilão de volta à vida.[5]

McLoughlin inspirou-se nos antigos filmes de monstros da Universal, especificamente a versão de 1931 de Frankenstein, que apresentava o monstro como um assassino trazido à vida por eletricidade. McLoughlin também recorreu às características dos vampiros, a fim de dar a Jason uma fraqueza, no caso, ser devolvido à sua "terra natal". Para tanto, McLoughlin desconsiderou a idéia apresentada na Parte 2 de que Jason tinha sobrevivido ao afogamento, em vez de apresentar a idéia de que Jason tem sempre algum tipo de força sobrenatural.[6] Ele também decidiu ignorar eventos do quinto filme, a fim de contornar seu suspense final, que implicava que o protagonista Tommy Jarvis havia se tornado um assassino em série.

McLoughlin decidiu ainda ampliar âmbito temático da série, incorporando ao filme elementos de ação pós-modernos e metahumor, quando Jason é primeiramente encontrado em um bosque perto de Crystal Lake, a personagem Lizbeth comenta que ela e Darren devem fugir, pois sabe da conduta adequada para sobreviver em um filme de terror. McLoughlin satiriza ainda mais a própria franquia, como nos comentários do coveiro sobre exumação de Jason: "Por que eles têm que desenterrar Jason?" antes de abordar a câmera com a observação: "Algumas pessoas com certeza tem uma idéia estranha de entretenimento." Além de Frankenstein, McLoughlin também citou como inspiração o seu apreço pelo horror gótico, especialmente as obras de Edgar Allan Poe, e sua educação católica; Jasons Lives apresenta as únicas referências explícitas da série a Deus, e durante o clímax, uma menina orando é poupada por Jason (uma cena semelhante, em que a mesma garota ora para Tommy e diz "obrigado" ao olhar para o céu foi excluída do corte final do filme, aparentemente contra a vontade de McLoughlin, pois ele lembrou, nos comentários do diretor no DVD de 2009, "De alguma forma [a cena] não entrou... provavelmente por ser muito sentimental").[7] [8]

Pós-produção[editar | editar código-fonte]

A tentativa de McLoughlin de oferecer um tipo "diferente" de filme Sexta-Feira 13 foi recebida com ceticismo por parte dos produtores. Em contraste com outras sequências da série, que tiveram de ser editadas pela violência, a fim de evitar uma classificação "X" nos cinemas, os produtores do filme pediram que McLoughlin adicionasse mais sangue, violência e assassinatos ao filme. O corte original continha 13 mortes como uma piada interna. A fim de apaziguar o estúdio, McLoughlin teve que adicionar mais três mortes, elevando o total para 16.[6] Estas foram os assassinatos de Martin, do coveiro e do casal que fazia um piquenique noturno. A cena em que Jason mata Martin viria a ser citada por McLoughlin como uma de suas partes favoritas do filme, como momento mais assustador.[6]

Além disso, McLoughlin teve que estender a morte de Sissy, acrescentando o momento em que Jason arrasta-a no chão e torce-lhe a cabeça. Originalmente, Sissy foi simplesmente puxada para fora da janela da cabine, e não foi vista novamente até Megan encontrar sua cabeça no carro de polícia.[6]

McLoughlin também discordou dos produtores com relação ao final do filme. Como roteiro, o filme deveria ter concluído no cemitério, com o o coveiro Martin encontrando o pai de Jason, Elias Voorhees, um personagem até então inédito na série, com a implicação de que Elias soube que Jason ressucitou e estava procurando por ele. O estúdio recusou a cena, por não querer a responsabilidade de ter que introduzir o passado de Elias na próxima edição da franquia, além disso, a cena não seria possível devido ao acréscimo do assassinato de Martin. Esse final teria corrigido um erro de continuidade de Um Novo Começo, quando é mencionado que Jason foi cremado; uma cena deletada de Jason Vive mostrava Tommy perguntando ao xerife Garris por que Jason não foi cremado, como havia sido planejado, ao que Garris informa que alguém pagou a cidade para enterrar Jason; Martin entregando um maço de dinheiro para Elias indicava que ele era o homem que pagou para o enterro de Jason. Os storyboards da cena foram mais tarde incluídos na edição Deluxe do filme, lançada em DVD, com Bob Larkin reprisando seu papel como Martin, fazendo a narração. Elias, como Jason, foi roteirizado para ser completamente silencioso.[6] [9]

McLoughlin filmou três finais, dois das quais, contra suas expectativas, não foram incluídos no lançamento do filme em DVD. Em um desses finais, a máscara de Jason flutua na superfície do Lago Crystal, tendo destacado-se do seu rosto durante a luta com Megan. Em outro, o Rick Cologne é visto tentando alcançar as grades da cela da prisão depois de ter sido preso por Tommy e Megan, a porta para a delegacia abre e o filme termina abruptamente, indicando que Jason conseguiu se libertar. Os produtores não gostaram de ambas as terminações, pois cada uma deixou a sobrevivência de Jason ambígua, e queriam que fosse mostrado explicitamente na tela que ele ainda era capaz de retornar para uma sequência. Como resultado, McLoughlin filmou o final definitivo do filme, mostrando o olho de Jason em close, abrindo-se em espasmos.[6]

Música[editar | editar código-fonte]

A música do filme foi composta por Harry Manfredini, que compôs as partituras de todas as sequências anteriores. Além da partitura original, a trilha sonora também contou com:

He's Back (The Man Behind the Mask) ganhou um vídeo musical, combinando cenas do filme com imagens de Cooper. Este videoclipe não está presente em nenhuma versão home vídeo do filme, mas pode ser visto no YouTube.[10] [11]

Em 13 de janeiro de 2012, a La-La Land Records lançou uma edição limitada de um boxset com 6 CD's contendo partituras de Manfredini tocadas nos seis primeiros filmes da série Sexta-Feira 13. Foi vendido em menos de 24 horas.[12]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

O filme estreou em 1.610 cinemas fazendo $ 6700000 seu fim de semana de abertura. Internamente, o filme já fez US $ 19,4 milhões.

Reação[editar | editar código-fonte]

O filme conseguiu receber alguma atenção positiva da imprensa, a primeira vez desde o original Sexta-Feira 13, visto que todas as demais sequências receberam críticas em geral negativas. Em 2011, obteve uma pontuação de 54% no Rotten Tomatoes. A maior parte das opiniões, especialmente entre os fãs da série, o considera o melhor ou um dos melhores lançamentos da franquia.[3] [13] Isto é largamente atribuído ao uso do humor,[14] [15] embora para alguns tal abordagem seja vista como um ponto fraco da película.[16] Entre as críticas negativas do filme estão o desgaste geral do gênero terror e a implausibilidade de ressurreição de Jason. [17]

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

A novelização de Friday the 13th Part VI: Jason Lives foi escrita por Simon Hawke, em 1986. Notavelmente, a novelização apresenta a figura de Elias Voorhees, o pai de Jason, que foi originalmente concebido para aparecer no filme, mas foi cortado. O livro inclui também vários flashbacks da infância Jason e a historia de personagens como Tommy e xerife Garris também estão expandidas.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Era para existir uma cena no final, que foi cortada onde, Elias Voorhees, o pai de Jason, caminhava até a sepultura do filho. Então a câmera daria um close no rosto de Elias e ele faria um olhar malvado.[carece de fontes?]
  • No DVD desse filme há um tease-trailer muito interessante, envolvendo o túmulo de Jason Voorhees.
  • Em uma parte do filme, as monitoras ouvem um grito e vão ver o que estava acontecendo. Uma menina, chamada Nancy, teve um pesadelo, no qual, ela diz haver um monstro que a perseguia por toda parte. É uma referência ao filme "A Hora do Pesadelo" (A Nightmare on Elm Street), no qual a personagem Nancy Thompson sofre com os terríveis sonhos com Freddy Krueger. Além da menininha lembrar a imagem de Nancy Thompson quando criança. Nas cenas seguintes, em que dois jovens fazem sexo ouvindo música, no refrão dela se diz várias vezes Nightmare, Nightmare.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Joseph Zito Interviewed by Royce Freeman. Pit of Horror. Página visitada em 2009-08-14.
  2. Bracke, Peter. Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th. [S.l.]: Titan Books, 2006-10-11. 146–148 p. ISBN 1-84576-343-2
  3. a b Bracke, Peter. Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th. [S.l.]: Titan Books, 2006-10-11. 147–148;149 p. ISBN 1-84576-343-2
  4. Bracke, Peter. Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th. [S.l.]: Titan Books, 2006-10-11. 148–149 p. ISBN 1-84576-343-2
  5. Bracke, Peter. Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th. [S.l.]: Titan Books, 2006-10-11. 148 p. ISBN 1-84576-343-2
  6. a b c d e f Jason Lives Director's Commentary
  7. Bracke, Peter. Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th. [S.l.]: Titan Books, 2006-10-11. 149 p. ISBN 1-84576-343-2
  8. DVD Talk: Friday the 13th Part VI: Jason Lives
  9. Meeting Mr. Voorhees. Special feature on Jason Lives DVD
  10. X-Entertainment's Halloween Season: 2004
  11. allmusic ((( Constrictor > Overview )))
  12. La-La Land Records: Friday the 13th. La-La Land Records. Página visitada em 2012-01-15.
  13. DVD Verdict Review - Friday The 13th Part VI: Jason Lives
  14. notcoming.com | Friday the 13th Part VI: Jason Lives
  15. Friday the 13th Part VI: Jason Lives
  16. I Viddied It on the Screen-Friday the 13th Part VI: Jason Lives
  17. Jason Lives: Friday the 13th Part VI- Moria The Science Fiction, Fantasy & Horror Review

Ligações externas[editar | editar código-fonte]