Manifesto Russell-Einstein

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O Manifesto Russell-Einstein é um texto redigido por Bertrand Russell e apoiado por Albert Einstein, assinado em Londres a 9 de Julho de 1955. No decorrer da Guerra Fria, os signatários alertavam para os perigos da proliferação de armamento nuclear e solicitavam para que os líderes mundiais buscassem soluções pacíficas para os conflitos internacionais. Foi subscrito por onze cientistas e intelectuais de primeira linha, o mais notável de eles Albert Einstein, uns dias antes da sua morte, a 18 de Abril de 1955. Uns dias depois de ser divulgado, o filántropo Cyrus Eaton ofereceu-se para organizar uma conferência em Pugwash, Nova Escócia (Canadá), o lugar de nascimento de Eaton. Seria a primeira de ditas conferências, que se têm celebrado cada ano desde 1957.

O manifesto[editar | editar código-fonte]

O manifesto foi divulgado numa conferência de imprensa no Caxton Hall, Londres, presidida por Rotblat. Já antes, pouco tempo depois do lançamento de uma das bombas atómicas no Japão, Bertrand Russell havia começado a alicerçar algumas das ideias que viriam a ser vertidas no manifesto. Nessa altura, referiu:

Esta sombria perspectiva da raça humana está além de qualquer precedente. A humanidade encontra-se perante uma clara escolha: ou adquirimos um pouco de sensatez, ou iremos todos perecer. Uma reviravolta do pensamento político terá que acontecer para que seja evitado o desastre final[1]

O texto do Manifesto começa da seguinte forma, começando por focar a ideia de que os cientistas mundiais se deveriam reunir para analisar a situação do uso armas nucleares: Na situação dramática em que se encontra a humanidade, achamos que os cientistas se deveriam reunir em conferência para analisar conjuntamente a extensão dos perigos criados pelo desenvolvimento de armas de destruição maciça e examinar um projecto de resolução cujo espírito será o do projecto abaixo mencionado

Signatários[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Bertrand Russell, “The Bomb and Civilization”, The Glasgow Forward , vol. 39, No. 33, 15 de agosto de 1945, in Bertrand Russell: His Works. Volume 22: Civilization and the Bomb, 1944-47, Kenneth Blackwell, In progress

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