Memento (filme)

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Memento
Memento (PT)
Amnésia (BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
2000 • cor/p&b • 113 min 
Direção Christopher Nolan
Produção Jennifer Todd
Suzanne Todd
Roteiro Christopher Nolan
Baseado em Jonathan Nolan
Elenco Guy Pearce
Carrie-Anne Moss
Joe Pantoliano
Género Drama
Suspense
Idioma Inglês
Música David Julyan
Cinematografia Wally Pfister
Edição Dody Dorn
Estúdio Newmarket Capital Group
Team Todd
I Remember Productions
Summit Entertainment
Distribuição Newmarket Films
Lançamento 5 de setembro de 2000
Orçamento US$ 5.000.000
Receita US$ 39.723.096[1]
Página no IMDb (em inglês)

Memento (br: Amnésia / pt: Memento) é um filme norte-americano de 2000, escrito e dirigido por Christopher Nolan, baseado no conto "Memento Mori" de seu irmão, Jonathan Nolan. É estrelado por Guy Pearce como Leonard Shelby, um homem que sofre de amnésia anterógrada, impossibilitando que ele adquira novas memórias. Durante os créditos iniciais, (que mostram o final da história) Leonard é visto matando Teddy (Joe Pantoliano). O filme sugere que essa morte foi uma vingança pelo estupro e assassinato de sua mulher (Jorja Fox) baseado na informação dada por Natalie (Carrie-Anne Moss).[2]

O filme é muito usado para mostrar a diferença entre enredo e história. Os eventos são separdos em duas narrativas: uma em cores, e a outra em preto e branco. As sequências em preto e branco são apresentados em ordem cronológica, mostrando Leonard conversando com um desconhecido pelo telefone em um quarto de motel. A investigação de Leonard é mostrada nas sequências em cores, que são apresentadas em ordem reversa. No momento que cada sequência começa, o público não sabe os eventos precedentes, do mesmo modo que Leonard, deixando o espectador com a sensação de confusão. No fim do filme as duas narrativas convergem e nós entendemos a investigação e os eventos que levaram a morte de Teddy.

Memento teve sua estréia em 5 de setembro de 2000, no Festival de Veneza para aclamação da crítica. Críticos elogiaram sua estrutura não-linear única e seus vários temas apresentados, como: memória, percepção e vingança. O filme recebeu vários prêmios, incluindo indicações ao Oscar de Melhor Roteiro Original (Christopher Nolan e Jonathan Nolan) e Melhor Edição (Dody Dorn).[3]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Memento é apresentado em duas sequências diferentes de cenas. Um série em preto e branco que é mostrada cronologicamente e uma série de cenas coloridas que são mostradas em ordem reversa. As duas sequências se "encontram" no final do filme, produzindo uma única história em comum.[2] Durante os créditos iniciais, a única sequência ao contrário é mostrada. Começa com uma foto Polaroid e um homem morto com um tiro na cabeça. A medida que a sequência volta é mostrada a foto voltando ao seu estado original de quando havia saído da câmera, entrando de volta nela. Ao final dos créditos o protagonista atira na cabeça do homem.

O filme começa em preto e branco com o protagonsita, Leonard Shelby, em um quarto de motel. Leonard tem amnésia anterógrada, impedindo ele de memorizar eventos que acabaram de acontecer. Como ele explica, seu problema é resultado de um ataque feito por dois homens em sua casa. Leonard matou o homem que estuprou e estrangulou sua esposa, porém o segundo homem bateu na cabeça dele e fugiu. A polícia não acreditou que havia um segundo homem na casa, porém Leonard acredita que o homem era branco cujo primeiro nome era John e seu sobrenome começando com a letra G. Durante as sequências em preto e branco, Leonard fala com um desconhecido no telefone sobre o estranho caso de Sammy Jankis, que ele conheceu durante seu trabalho de investigador de seguros, antes do ataque. Sammy parecia ter perda de memória recente após um acidente de carro, porém após ele falhar em alguns testes, Leonard declarou que a condição de Sammy era provalvelmente psicológica do que física, e dessa forma, não era cobrida pelo plano de saúde. Leonard explica como a esposa diabética de Sammy conduziu sua própria experiência para tentar testar Sammy, pedindo que ele repetidamente injetasse insulina nela em curtos intervalos de tempo, esperando que ele se lembrasse da última injeção. Ele não lembrou, e como resultado, ela entrou em coma, nunca se recuperando.

Nas cenas coloridas, mostradas em ordem reversa começando pelo assassinato, são sobre a investigação de Leonard, usando seus próprios métodos de anotações, fotos Polaroid e tatuagens, para achar "John G.". Leonard faz uma tatuagem baseada em suas prórpias intruções, identificando o número da placa do carro de John G.. Após achar um bilhete em sua roupa, ele encontra Natalie. Vendo que ele está usando a roupa e dirigindo o carro de seu namorado, Natalie fica irritada com Leonard. Após descobrir sua condição, e usando a condição para fazer ele levar um homem chamado Dodd para fora da cidade, ela se oferece para investigar a placa do carro na última tatuagem de Leonard, ajudando na investigação. Enquanto isso, Leonard encontra um homem chamado Teddy, que age como amigo dele. Teddy ajuda ele a lidar com Dodd, mas avisa ele sobre Natalie. Leonard, porém, o igonora após ler sua anotação na foto Polaroid de Teddy, que diz para não confiar nele. Natalie, eventualmente, dá a Leonard a informação sobre a placa, que pertence a John Edward Gammell—Teddy— o que confirma as informações dele de John G. e Teddy. Leonard encontra Teddy e o leva para um prédio abandonado, matando-o como é mostrado nos créditos iniciais.

O clímax do filme começa na última sequência em preto e branco. Leonard encontra Teddy fora do motel. Teddy explica que ele é um policial tabalhando disfarçado e que ele tem ajudado Leonard na investigação. Teddy diz que ele achou "John G." (Jimmy Grantz, namorado de Natalie) e manda ele para um prédio abandonado fora da cidade onde Leonard vai eventualmente matar Teddy. Quando Jimmy chega, Leonard o estrangula. Leonard tira uma foto Polaroid do corpo e, enquanto ele é revelada, a cena em preto e branco faz a transição para o colorido e as sequências coloridas do filme começam.

Leonard troca de roupa com Jimmy e, enquanto ele arrastava o corpo, ele ouve Jimmy susurrar "Sammy", fazendo Leonard questionar se Jimmy é o verdadeiro segundo homem. Quando Teddy chega e continua a afirmar que Jimmy era o verdadeiro John G., Leonard se recusa a acreditar. Teddy admite que Jimmy era apenas um traficante e que juntos, eles já haviam matado o "verdadeiro John G." há mais de um ano. Teddy afirma que Leonard confundiu elementos de sua prórpria vida com a de Sammy, explicando que Sammy era um enganador de pessoas que não tinha esposa e que a própria esposa de Leonard sobreviveu ao ataque e que ela era diabética. Foi a esposa de Leonard, não a de Sammy, que morreu de overdose de insulina que ele descreve.

Teddy acusa Leonard de deliberadamente criar um enigma indecifrável para dar prósito a ele mesmo. Ele fala que "John G." é um nome tão comum que a procura de Leonard pode durar para sempre. Ele revela que ele possui um nome "John G.". Em uma decisão consciente, Leonard queima a foto do corpo de Jimmy e anota a placa de Teddy como um "fato" para ser tatuado no seu corpo como a placa do segundo homem. Leonard joga as chaves de Teddy no mato e vai embora com o carro de Jimmy. O filme termina com Leonard parando em um tatuador, pronto para fazer a tatuagem da placa do carro que vai levar a morte de Teddy.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Estrutura do filme[editar | editar código-fonte]

História vs. Enredo

A apresentação do filme é estruturada em duas linhas de tempo: uma colorida e outra em preto e branco. As sequências coloridas são alternadas com as em preto e branco. As em preto e branco são colocadas em ordem cronológica. As coloridas são mostradas em ordem reversa. Cronologicamente, as sequêncas em preto e branco vem primeiro, depois vem as coloridas.

Usando o esquema de numeração sugerido por Andy Klein em seu artigo para o site Solon,[2] que pegou os números de 1 a 22 para as sequências em preto e branco e as letras de A a V para as sequências coloridas, o enredo do filme é apresentado da seguinte forma: Créditos Iniciais (mostrados ao contrário), 1, V, 2, U, 3, T, 4, S, ..., 22/A, Créditos Finais. Há uma transição sutil da sequência em preto e branco 22 para a sequência colorida A, que ocorre durante a revelação da foto Polaroid.

A ordem cronológica da história do filme pode ser vista como um "Bônus Escondido" no edição especial em DVD do filme. Nessa versão os capítulos do filme são colocados em ordem cronológica de eventos, sendo mostrados da seguinte forma: Créditos Finais (mostrados ao contrário), 1, 2, 3, ..., 22/A, B, C, ..., V, depois os créditos iniciais são mostrados ao contrário do que é mostrado no filme, sendo mostrados aqui também cronologicamente.

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em julho 1996, os irmãos Christopher Nolan e Jonathan Nolan fizeram uma viagem de carro de Chicago até Los Angeles, porque Christopher estava mudando para a Costa Oeste. Durante a viagem, Jonathan falou a história para seu irmão, que ficou entusiasmado com a ideia.[4] Depois de chegarem em Los Angeles, Jonathan foi para Washington, D.C. para terminar a faculdade. Christopher repetidamente pediu a Jonathan para que ele mandasse um rascunho e, após alguns meses, ele enviou.[5] Dois meses depois, Christopher teve a ideia de contar o filme ao contrário, e começou a trabalhar em um roteiro. Jonathan escreveu o conto simultaneamente. Os irmãos continuaram a se corresponder, com um mandando as revisões de seu trabalho para o outro.[6]

O conto de Jonathan, "Memento Mori", é bem diferente do filme de Christopher, apesar de manter essencialmente os mesmos elementos. Na versão de Jonathan, o protagonista tem o nome de Earl e é um paciente de um hospital psiquiátrico.[7] Como no filme, sua esposa é morta por um desconhecido e, durante o ataque a sua esposa, Earl perdeu sua memória rescente. Como Leonard, Earl deixa anotações na forma de tatuagens com informações sobre o assassino. Entretanto, no conto, Earl se cconvence através de suas anotações a escapar do hospital e matar o assassino de sua esposa. Diferente do filme, não há ambiguidade quando Earl acha e mata o homem desconhecido.[7]

Em julho de 1997, a namorada de Christopher, Emma Thomas, mostrou o roteiro do filme á Aaron Ryder, um executivo da Newmarket Films. Ryder disse que o roteiro era, "talvez o roteiro mais inovativo que eu já tenha visto",[8] logo depois, a Newmarket aceitou fazer o filme e deu a ele um orçamento de US$ 4.5 milhões.[9] A pré-produção durou sete semanas, quando a locação principal de filmagem mudou de Montreal para Los Angeles; para criar uma atmosfera mais film noir.[10]

Seleção de elenco[editar | editar código-fonte]

Brad Pitt inicialmente iria interpretar Leonard Shelby. Pitt estava interessado no papel, porém teve de recusar devido a problemas de agenda.[11] Outros atores considerados incluiam Aaron Eckhart e Thomas Jane, porém o papel ficou com Guy Pearce, que impressionou mais Nolan. Pearce também foi escolhido porque ele não era uma celebridade, pois após a saída de Pitt os produtores decidiram não procurar um ator muito conhecido para manter o orçamento baixo, e porque ele estava muito entusiasmado com o papel.[12]

Após ficar impressionada com Carrie-Anne Moss como Trinity em The Matrix, Jennifer Todd sugeriu ela como Natalie. Enquanto Mary McCormack estava interessada no papel, Nolan contratou Moss dizendo, "Ela adicionou muito ao papel de Natalie que não estava no roteiro".[13] Para o policial corrupto Teddy, Moss sujeriu seu parceiro de elenco em The Matrix, Joe Pantoliano. Apesar de haver alguma preocupação de que Pantoliano poderia parecer muito "vilanesco" para o papel, ele foi contratado mesmo assim. Nolan disse que ele ficou surpreso com a interpretação sutil de Pantoliano.[14]

O resto do elenco foi contratado após os três principais terem sido escolhidos. Stephen Tobolowsky e Harriet Sansom Harris interpretam Sammy Jankis e sua esposa, respectivamente. Mark Boone Junior ficou com o papel de Burt, o atendente do motel, porque Jennifer Todd gostou de sua "aparência e atitude".[15] Larry Holden interpreta Jimmy Grantz, traficante e namorada de Natalie, enquanto Callum Keith Rennie faz o papel de Dodd, um homem que Jimmy deve dinheiro.

Filmagens[editar | editar código-fonte]

As filmagens ocorreram de 7 de setembro até 8 de outubro de 1999,[16] 25 dias. Pearce esteve no cenário todos os dias, apesar dos três atores principais; Pearce, Moss e Pantoliano; terem atuado juntos apenas no primeiro dia. Todas as cenas de Moss foram terminadas na primeira semana,[17] incluindo as cenas de junção em sua casa, no bar, no restaurante que ela trabalha e quando ele se encontra com Leonard pela última vez.

Pantoliano retornou para as filmagens na segunda semana para continuar suas cenas. No dia 25 de setembro, a equipe filmou a cena de abertura onde Leonard mata Teddy. Apesar da cena ser mostrada ao contrário, Nolan usou sons normais.[18] Para uma tomada do cartucho da bala voando para fora da arma, o cartucho tinha de cair em frente a câmera, porém constantemente saia do enquadramento. Nolan foi obrigado a estourar o cartucho fora da câmera, porém na confusão, a equipe filmou a cena ao contrário.[18] Eles tiveram que fazer um ótico (uma cópia da cena) e reverter a cena para faze-la ir para frente de novo. "Esse foi o alto de complexidade do filme", disse Nolan.[19]

No dia seguinte, 26 de setembro, Larry Holden retornou para filmar a sequência onde Leonard ataca Jimmy.[20] Após as filmagens terminarem, as narrações de Pearce foram gravadas. Para as cenas em branco e preto, Pearce recebeu liberdade para improvisar sua narrativa, permitindo um clima de documentário.[19]

O Travel Inn em Tujunga, Califórnia, foi repintado e usado como os quartos de Leonard e Shelby. As cenas na casa de Sammy Jankis foram filmadas em Pasadena, enquanto a casa de Natalie ficava em Burbank.[21] A equipe planejou filmar o prédio abandonado, onde Leonard mata Teddy, em um prédio de estilo espanhol que era propriedade de uma companhia ferroviária. Entretanto, uma semana antes das filmagens começarem, a companhia colocou vários vagões do lado de fora do prédio, fazendo o exterior não-filmável. Como o interior do prédio já havia sido construído como um cenário, uma nova locação teve de ser encontrada. Uma refinária de petróleo perto de Long Beach foi usada.[22]

Música[editar | editar código-fonte]

David Julyan compôs a trilha sonora sintetizada do filme. Julyan admite que várias trilhas sintetizadas o inpiraram, como Blade Runner; de Vangelis; e The Thin Red Line; de Hans Zimmer.[23] Enquanto trabalhava na trilha, Julyan criou sons distintos e diferentes, para diferenciar as cenas coloridas e em branco e preto: temas "clássicos" para a primeira e temas "opressivos e barulhentos" para o segundo.[24] Já que ele descreve toda a trilha como um "tema de Leonard", Julyan diz "A emoção que eu queria para a minha música era de ânsia e perda. Porém um senso de perda que você sente, mas ao mesmo tempo não sabe o que perdeu, ficando á deriva".[25] Inicialmente, Nolan queria a música "Paranoid Android", de Radiohead, para os créditos finais, porém ele não conseguiu os direitos.[26] Assim, a música "Something in the Air", de David Bowie, foi usada; apesar de outra música de Radiohead, "Treefingers", estar incluída na trilha sonora.

Lançamento[editar | editar código-fonte]

O filme ganhou um boca-a-boca substancial no circuito de festivais. Teve sua estréia em 2000 no Festival de Veneza, onde foi aplaudido de pé. Depois, foi exibido no Festival de Deauville e no Festival de Toronto.[27] Com a publicidade destes eventos, Memento não teve problemas para achar distribuidores internacionais, estreiando em mais de 20 países.

Achar distribuidores americanos foi mais difícil. Memento foi exibido para vários chefes de estúdio (incluindo Harvey Weinstein, chefe da Miramax). Apesar da maioria dos executivos terem adorado o filme e elogiado o talento de Nolan, todos se recusaram a distribuir o filme, acreditanto que ele era muito confuso e não atrairia um grande público.[28] Após o famoso diretor independente Steven Soderbergh ter visto o filme, e ter descoberto que ele não estava sendo distribuído, ele começou a falar do filme em entrevistas e eventos públicos,[29] dando mais publicidade ao filme. A Newmarket, em um movimento de alto risco, decidiu distribuir o filme.[28] Após as primeiras semanas de distribuição, Memento alcançou mais de 500 cinemas e arrecadou um total de aproximadamente US$ 25 milhões nos EUA. O sucesso do filme surpreendeu todos aqueles que recusaram distribuir o filme, tanto que Weinstein percebeu seu erro e tentou comprar a Newmarket.[30]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Memento foi um sucesso de bilheteria. Durante sua semana de estréia, foi exibido em apenas 11 cinemas, porém em sua décima primeira semana estava sendo exibido em mais de 500 cinemas.[1] Arrecadou US$ 25.544.867 na América do Norte e US$ 14.178.229 em outros países, arrecadando no total US$ 39.723.096.[1]

O filme foi indicado para dois Oscars, nas categorias de Melhor Roteiro Original (Christopher Nolan e Jonathan Nolan) e Melhor Edição (Dody Dorn), porém não venceu nenhum.[3] Devido ao fato do conto de Jonathan Nolan não ter sido publicado antes da estréia, o filme foi indicado na categoria de Melhor Roteiro Original, e não na de Melhor Roteiro Adaptado. Venceu 13 prêmios de Melhor Roteiro e 5 de Melhor Filme de várias associações de críticos e festivais.[3] Christopher Nolan foi indicado a três prêmios de Melhor Diretor, incluindo o prêmio do Sindicato dos Diretores da Ámerica, e venceu um do Independent Spirit Awards.[3]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Memento foi aclamado pela crítica do mundo inteiro. No site Rotten Tomatoes o filme possui um índice de aprovação de 93%, baseado em 136 resenhas, com uma média de 8,1/10. O consenso é: "A narrativa complexa e fragmentada de Memento é brilhantemente executada, mantendo o público sempre se perguntando. No geral, os críticos o acham um filme incrivelmente original e inteligente".[31] No site Metacritic o filme tem uma aprovação de 80/100, baseado em 34 críticas, indicando "críticas geralmente favoráveis".[32]

O filme também apareceu em várias listas de melhores filmes. Tanto a National Board of Review e a American Film Institute o colocaram na lista de 10 melhores filmes do ano de 2001.[33] [34] Foi eleito pela revista Empire como o 173ª melhor filme da história, em sua lista dos 500 Melhores Filmes de Todos os Tempos, e o 13ª entre os 50 Melhores Filmes Independentes, pela mesma publicação.[35] [36] Também apareceu na edição de 2003 do livro 1001 Films You Must See Before You Die.

Resposta científica[editar | editar código-fonte]

Muitos especialistas médicos citaram Memento como a mais realista e fiel representação de amnésia anterógrada em qualquer filme. O neurocientista Christof Koch, da Caltech, chamou Memento de "a representação mais fiel dos diferentes sistemas de memória na mídia popular",[37] enquanto a física Esther M. Sternberg identificou o filme como "uma exploração quase que perfeita da neurobiologia da memória", concluindo que "Memento é um filme para qualquer um esteja interessado no funcionamento da memória e, na verdade, que faz nossa realidade".[38]

A neuropscicóloga Sallie Baxendale escreve, "Diferente dos outros filmes do gênero, o personagem com amnésia mantém sua identidade, possui uma pequena amnésia anterógrada e mostra várias das dificuldades do dia-a-dia da desordem. A fragmentada, quase mosáica qualidade das cenas do filme também reflete a natureza "perpetual do presenta" da síndrome".[39]

Referências

  1. a b c Memento (2001) Box Office Mojo.
  2. a b c Klein, Andy (28 de junho de 2001). "Everything you wanted to know about "Memento" Salon.com.
  3. a b c d Awards for Memento (2000) Internet Movie Database.
  4. Kaufman, Anthony (4 de dezembro de 2009). Mindgames; Christopher Nolan Remembers "Memento" Indiewire.
  5. Mottram, pág. 162
  6. Mottram, pág. 166
  7. a b Nolan, Jonathan. Memento Mori Impulsenine.
  8. Mottram, pág 176
  9. Mottram, pág. 177
  10. Mottram, pág. 151-2
  11. Mottram, pág. 106
  12. Mottram, pág. 107-8
  13. Mottram, pág. 111
  14. Mottram, pág. 112
  15. Mottram, pág. 114
  16. Mottram, pág. 125
  17. Mottram, pág. 127
  18. a b Nolan, Christopher. . "Memento - Comentários em Aúdio". Columbia TriStar.
  19. a b Mottram, pág. 133
  20. Mottram, pág. 134
  21. Mottram, pág. 154-5
  22. Mottram, pág. 156-7
  23. Mottram, pág. 92, 96
  24. Mottram, pág. 96
  25. Julyan, David (17 de julho de 2007). Comments on Memento DavidJulyan.com.
  26. Mottram, pág. 99
  27. Mottram, pág. 62-4
  28. a b Fierman, Daniel (21 de março de 2001). Memory Swerves: EW reports on the story behind the indie thriller Entertainment Weekly.
  29. Mottram, pág. 52
  30. Mottram, pág. 58
  31. Memento (2000) Rotten Tomatoes.
  32. Memento Metacritic.
  33. National Board of Review of Motion Pictures :: Awards - 2001 National Board of Review.
  34. AFI AWARDS FOR MOTION PICTURES 2001 AFI.com.
  35. The 500 Greatest Films of All Time Empire (5 de dezembro de 2008).
  36. The 50 Greatest Independent Films Empire.
  37. Koch, pág.196
  38. Sternberg, Esther M. (1 de junho de 2001). Piecing Together a Puzzling World Science.
  39. Baxendale, Sallie (18 de dezembro de 2004). Memories aren't made of this: amnesia at the movies BMJ.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Koch, Christof. The Quest for Consciousness: A Neurobiological Approach. [S.l.]: Roberts and Company Publishers, 2004. ISBN 0974707708.
  • Mottram, James. The Making of Memento. Nova York: Faber, 2002. ISBN 0571214886.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]