Nadir Afonso

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Nadir Afonso
Nome completo Nadir Afonso Rodrigues
Nascimento 4 de dezembro de 1920
Chaves
Morte 11 de dezembro de 2013 (93 anos)
Cascais
Nacionalidade Portugal português
Ocupação arquitecto, pintor e pensador
Prémios Prémio Nacional de Pintura (1967)
Prémio A. de Souza-Cardoso (1969)
Página oficial
http://nadirafonso.com

Nadir Afonso Rodrigues GOSE (Chaves, 4 de dezembro de 1920Cascais, 11 de dezembro de 2013) foi um arquitecto, pintor e pensador português.[1]

Diplomado em arquitectura, trabalhou com Le Corbusier e Oscar Niemeyer. Nadir Afonso estudou pintura em Paris e foi um dos pioneiros da arte cinética, trabalhando ao lado de Victor Vasarely, Fernand Léger, August Herbin e André Bloc. Nadir Afonso é autor de uma teoria estética, tendo publicado em vários livros onde defende que a arte é puramente objectiva e regida por leis de natureza matemática, que tratam a arte não como um acto de imaginação, mas de observação, percepção e manipulação da forma. Nadir Afonso alcançou reconhecimento internacional e está representado em vários museus. As suas obras mais famosas são a série Cidades, que sugerem lugares em todo o mundo. Com 92 anos de idade, ainda trabalhava activamente na pintura.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nadir Afonso Rodrigues nasceu a 4 de dezembro de 1920, em Chaves, distrito de Vila Real.[1]

Em 1938 Nadir Afonso ingressou no curso de Arquitectura na Escola de Belas-Artes do Porto.[2] Durante estes anos a pintura de Nadir evoluiu para uma progressiva abstracção.

Terminados os estudos de arquitectura partiu para Paris, em 1946, onde se inscreveu na École des Beaux-Arts para estudar Pintura, e obteve, por intermédio de Portinari, uma bolsa de estudo do governo francês. Colaborou, de 1946 até 1948 e novamente em 1951, com Le Corbusier.

Foi um projecto desenvolvido sob orientação de Le Corbusier que esteve na base da tese A Arquitectura não é uma Arte, que defendeu no Porto em 1948 com o projecto da Fabrica Duval em Saint-Dié (Afonso, 1990). Paralelamente, trabalhou na pintura, servindo-se do ateliê de Fernand Léger.[2] No ateliê de Le Corbusier trabalhou também no projecto da Unité d’Habitation. Uma perspetiva deste projeto, realizada por Nadir, foi reproduzida na revista L’Homme et l’Architecture e, depois em livros da especialidade de todo o mundo. (Afonso, 2010).

No final de 1951 parte para o Brasil, onde trabalhou, nos anos seguintes, com Óscar Niemeyer.[2] sobretudo no projecto do IV Centenário da Cidade de São Paulo, Parque de Ibirapuera. Em finais de 1954 estava de regresso a Paris. Participou no movimento da arte cinética, expondo na galeria Denise René em 1956 e 1957 e em colectivas com Victor Vasarely, August Herbin e Richard Mortensen.[desambiguação necessária] Neste âmbito efectuou a série Espacillimité e na vanguarda da arte mundialque apresentou no Salon des Réalités Nouvelles de 1958 um Espacillimité animado de movimento.

Publicou a obra de reflexão estética La Sensibilité Plastique (Paris: Presses du Temps Présent, 1958) e apresentou no ano seguinte a sua primeira grande exposição antológica, na Maison des Beaux-Arts de Paris.

Em 1955 concorreu ao projeto do Monumento ao Infante D. Henrique a erigir em Sagres. Em Chaves projectou a Panificadora, uma das obras de referência da arquitectura portuguesa do século XX. (Afonso, 1990).

Representou Portugal na Bienal de São Paulo, no Brasil, em 1961 e em 1969.

A Fundação Calouste Gulbenkian dedicou-lhe uma exposição retrospectiva que foi apresentada em 1970 no Centre Culturel Portugais, em Paris, e posteriormente em Lisboa. Publicou Les Mécanismes de la Création Artistique (Neuchâtel: Editions du Griffon, 1970).

Nos anos seguintes desenvolve uma intensa actividade artística e aos poucos a sua pintura irradia pelo mundo ao mesmo tempo que continua a publicar regularmente. Aos livros referidos seguem-se: Aesthetic Synthesis, Universo e o Pensamento, O Sentido da Arte, Da intuição Artística ao Raciocínio Estético, Sobre a Vida e Sobre a Obra de Van Gogh, As Artes: Erradas Crenças e Falsas Criticas, Nadir Face a Face com Einstein, Manifesto – O Tempo não Existe.

Nadir Afonso e a sua obra Sevilha

Em 2003 foi realizado o filme Nadir, da autoria de Jorge Campos, para a Radiotelevisão Portuguesa. Artista homenageado na XII Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira (2003), onde apresentou uma exposição antológica, e na 2ª Feira Internacional do Estoril, onde foi atribuído o Prémio Nadir Afonso (2004).

Em Janeiro de 2009 foi apresentado em Chaves o projecto da autoria de Siza Vieira da sede da Fundação Nadir Afonso que está em construção.

Em Boticas o Centro de Artes Nadir Afonso foi inaugurado em 2013[quando?]. O projecto deste equipamento foi distinguido com os prémios internacionais The International Architecture Awards (2009) e The Green Good Design Awards (2010).

Entretanto, Nadir desenvolve uma extensa obra plástica e teórica centrada na busca do Absoluto na Arte e publica diversos livros. Em 2010, foi realizada uma grande exposição da sua obra, no Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto, e, seguidamente, no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, Lisboa.[2] O Museu da Presidência da República dedicou-lhe uma exposição retrospectiva. Uma grande exposição foi apresentada no Museu Carlo Bilotti- Vila Borghese em Roma (2012) e outra exposição em Veneza no Palazzo Loredan (2012).

Em 2012 foi apresentado no Teatro Nacional São João no Porto o filme Nadir Afonso: O Tempo não Existe de Jorge Campos.

Nadir Afonso morreu a 11 de dezembro de 2013, no hospital de Cascais, onde se encontrava internado.[1]

Prémios e distinções[editar | editar código-fonte]

Obra e períodos[editar | editar código-fonte]

Nadir Afonso é autor de uma obra singular, estruturada no contexto artístico internacional com consistente pioneirismo e um dos artistas de maior relevo da arte do século XX e XXI.

Um processo sustentado pela reflexão e análise teórico-filosófica, de formulação própria e o consequente trabalho prático como fio condutor para uma metodologia racional. O artista defende uma estética que pressupõe a relação das leis geométricas, leis universais que existem na Natureza indispensáveis ao alcance da harmonia, e a relação mutável das funções e necessidades que permitem determinar as leis evolutivas, não especificas da obra de arte.

A obra de Nadir Afonso é pautada por vários períodos que são o resultado de um desenvolvimento natural da sua pintura. Se o início aborda a representação do real, uma evolução conduziu-o desde o expressionismo em que pintou intensamente a cidade do Porto às actuais composições que chamamos período fractal dedicado às grandes metrópoles.

Modernidade

Nadir Afonso iniciou as suas experiências plásticas muito jovem. A atenção cedo conquistada pelas formas arquitetónicas demonstra a apreensão de elementos geométricos.

Constam deste período representações paisagísticas do contexto rural em que cresceu, com uma rápida passagem para uma estética mais expressionista e a evidência de um outro elemento estruturante no seu futuro percurso plástico: o movimento. Enquanto estudante da Escola de Belas-Artes do Porto participa em exposições com obras cujo modernidade e qualidade são reconhecidas à época, e uma pintura A Ribeira, dá entrada no Museu de Arte Contemporânea. Nadir avança para a simplificação dos conteúdos e a notação de formas e de linhas paralelas que evidenciam uma estética mais depurada e mais atenta ao geometrismo.

Surrealismo

Os primeiros trabalhos de Nadir de incursão no abstraccionismo situam-se na primeira metade dos Anos 40, explora uma linguagem diversificada, um lirismo onírico de pioneirismo surrealista, recorrendo a temas de cariz surrealista para um trabalho de geometrização das formas. Em 1945 pinta Évora Surrealista, em que evoca a influência estética desse movimento internacional. Nadir opta por um caminho individualista, isolado, de pesquisa espacial dentro de uma estética abstracionista. Pouco tempo depois da sua chegada a Paris, foi bater à porta de Le Corbusier, onde ficou a colaborar e tem oportunidade que marcará o seu percurso e lhe facilitará futuros contactos.

Abstracionismo Geométrico

Concentra-se nas formas geométricas e dá-lhes protagonismo exclusivo nas suas criações plásticas. As suas formas são definidas com rigor. A paleta pauta-se de preferência pelas cores primárias. Através de um cromatismo afirmativo e vibrante dá vida às figuras geométricas que elege: quadrado, círculo, triângulo, rectângulos. Conhece grandes artistas, como Max Ernst, Ozenfant, Herbin, Bloc e uma panóplia de artistas em ascensão ligados à galeria Denise René como Vasarely, Mortensen,[desambiguação necessária] Magnelli, Nicolas Schöffer, Dewasne, Jesus Soto, Pillet, Yaacov Agam.

Período Barroco

A génese do período barroco de Nadir Afonso reside na arquitectura do Porto. A estilização de elementos observados na arquitectura portuense, onde a espiral e a linha curva são elementos centrais dessas composições, foram extraídos, isolados, estilizados e transpostos para a tela, onde as características mais visíveis são as formas espiraladas, curvas e contracurvas. Tal como Le Corbusier e Fernand Léger, Nadir Afonso foi atraído pela volúpia da linha curva. Ainda que a pintura se tenha tornado na sua actividade de eleição, a arquitectura afirma-se como um foco de atenção por excelência. Nos anos passados no Porto, a expressiva presença do Barroco, nos edifícios civis e religiosos, suscitou impressões sensoriais que levarão a novas concepções formais no sincretismo com a modernidade. Em Dezembro de 1951, embarca em Génova com destino ao Rio de Janeiro. Aqui inicia um período de colaboração com Óscar Niemeyer e recomeça um período de mais de três anos de trabalho na arquitectura e de grande entusiasmo pela pintura. Aí Nadir reuniu um conjunto de pinturas a que deu o nome de período Brasil.

Período egípcio

Depois de explorado este campo, havia de procurar outros rumos, estudar novas soluções que convergiram para o período egípcio que se seguiu. Conquistado o caminho do abstracionismo, um novo referencial surgiu como estimulante desse conceito operativo liberto de qualquer influência dos seus mestres. A presença das espirais e da superfície curva prevalece; o acréscimo da linha recta conduziu o artista aos frisos egípcios, cujas composições são as características mais próprias deste período. As formas sinuosas envolvem-se num dos lados do quadro, para que as rectas se prolonguem até ao limite da tela, acompanhadas de leves correntes de ondulação a que, por vezes se sobrepõem elementos curvos isolados. As composições deste período fazem a ponte entre o período barroco e os espacillimités.

Espacillimité

Os fundos destes quadros, até então não determinados por nenhuma cor específica, foram sendo progressivamente ocupados pelos brancos, e as formas geométricas tornam-se cada vez mais puras e definidas. As curvas cedem lugar às ogivas, formas côncavas e convexas, conjugadas por polígonos mais ou menos regulares que se convertem em espacillimités.

Ao regressar a Paris, Nadir Afonso retoma o contacto com a comunidade artística, nomeadamente VasareIy, Mortensen, Herbin e Bloc, que na época centravam a sua atenção na pesquisa da arte cinética. Nadir, que reporta a 1943 os seus primeiros estudos sobre os fenómenos de óptica, partilha de imediato dos interesses do momento e, a par dos precursores do cinetismo, dedica¬-se a composições pictóricas que apelida de "Espacillimité".

Em 1956, Nadir cria em Paris aquela que é uma das obras singulares deste período, o quadro cinético Espacillimité, que apresenta em 1957 na Galerie Denise René (espaço mentor da apresentação da arte cinética) e no Salon des Réalités Nouvelles, em 1958. Participaram nesse salão artistas como Michel Seuphor, Victor Vasarely, Richard Mortensen, César Domella, Olle Baertling, Jean Dewasne e August Herbin.

Entende que as formas deveriam movimentar-se segundo ritmos precisos, de modo que, a cada momento no ecrã, correspondesse a uma composição ordenada segundo princípios de ordem geométrica, que precisa em texto próprio, o seu olhar sobre aquilo que ficou denominado por "Le Mouvement". "Os problemas técnicos suscitados e a oposição dos conceitos pessoais então manifestados levou Le Mouvement colectivo a um ponto morto; cada qual entendeu vencer ou melhor, contornar as dificuldades à sua maneira." (Nadir Afonso)


"Desde que existen ciudades e la pintura, se puede comprobar el interés de los artistas en utilizar el horizonte urbano como punto referencial de perspectiva en la representación bidimensional. Resulta harto interesante colocar los "paisajes urbanos" de Nadir Afonso al lado de los de Braque, Delaunay, Picasso, Léger o Boccioni para comprender el paso adelante que significa la pintura de este arquitecto portugués, pues, Nadir parte justamente del límite alcanzado por aquéllos." Juan M. Gómez Segade, "Nadir Afonso: De arquitecto a pintor".


Período Ogival

Inicia-se aproximadamente em 1955 e desenvolve-se até meados dos Anos 80. A presença de ogivas e/ou de arcos contra-curvos ou a presença de duplas calotes são a característica mais marcante deste período. As formas elementares da geometria estão bem definidas, concentram a meio do quadro, e irradiaram até ao limite.

No desenvolvimento deste período os trabalhos emergem de grande originalidade e os elementos geométricos aumentam em número ao mesmo tempo que se vão reduzindo em dimensão. Se inicialmente a concentração dos elementos da composição ocupavam sobretudo uma faixa central do quadro, agora as formas ora se aglomeram ao centro, ora nas laterais. À medida que avança no tempo, as formas vão-se complexificando e oferecem, a partir dos Anos 80, uma maior liberdade no traço.

Período perspéctico

Este período prolonga-se desde 1965 até meados dos Anos 80. Os elementos geométricos proliferam, ao mesmo tempo que se vão reduzindo em dimensão e aumentando em quantidade. Se inicialmente a concentração dos elementos compositivos ocupava sobretudo uma faixa central do quadro, agora as formas ora se aglomeram ao centro, ora na laterais. "Nadir Afonso traduziu o despojamento plástico de Mondrian para valores de um dinamismo de inequívoca genealogia barroca e vivência portuguesa, mediante os quais a sua arte se aproximou das propostas cinéticas da mais moderna abstracção. Nisso uniu ancestralidade e actualidade, o nacional e o universal. Por isso, ele será um dos autênticos artistas no Portugal do Século XX." (Fernando Pernes).

Período Organicista e Antropomórfico

O período organicista decorre entre 1985 e o século XXI. A partir dos meados dos Anos 80 e até ao final do século, as formas estreitam; por vezes as figuras geométricas cedem lugar à linha, ao mesmo tempo que se acentuam os contrastes, e a profusão de formas e cores. Neste período, Nadir Afonso desenvolve uma linguagem embebida de referências biomórficas, através das quais faz uso de formas curvas integradas e desintegradas que determinam a unidade formal do quadro onde prevalece a ligação íntima entre as formas, as perspectivas e o meio.

Neste período dá-se a introdução da figura humana, onde acontece a evocação explícita da figura feminina como, por exemplo em Banhistas, A Cidade Longínqua, ou um misto de figura e cidade. À superfície da tela, irrompe uma interligação e interpenetração de elementos que sugerem a urbe numa simbiose de figuras humanas, sobretudo corpos femininos: Os seres e a Cidade, L’Ange de Gabrielle, Estátuas Móveis, Electra et Oreste.

Período fractal

Situa-se no século XXI. A linha assume uma liberdade total, ora recta ora curva, em sugestão de metrópoles vivas, arrojadas. Os confrontos entre as linhas e as formas puras da geometria aparecem em todo o seu fulgor. A partir de formas complexas da geometria com referência a formas naturalistas as obras tornam-se cada vez mais exuberantes. As linhas percorrem livremente a superfície do quadro onde os negros contrastam com as cores vivas e luminosas e a evocação dos grandes centos urbanos como Kuala Lumpur.

Simultaneamente surgem composições que evocam um realismo geometrizado e encontra-se no cruzamento simultâneo dos períodos organicista e fractal. Ao realismo baseado na observação, na razão e no respeito pela ciência associamos a componente geométrica definidora da ciência da exactidão. No realismo geométrico de Nadir Afonso o espaço diegético desenvolve-se no coração dos lugares históricos, como em Doges, Gôndolas, Esfinge mas também próximo da Natureza como em Áurea Purpúrea.

Algumas Exposições[editar | editar código-fonte]

Realizou mais de uma centena de exposições individuais entre 1949 e 2012 (Última: Istituto Veneto di Scienze Lettere e Arti, Palazzo Loredan 2012). Exposições colectivas : Bruxelas, Paris, Barcelona, Dublin, Honolulu, Fall River, Salamanca, Barcelona.

Catálogos de Exposições Individuais[editar | editar código-fonte]

Publicações - bibliografia activa[editar | editar código-fonte]

  • 1958 - La Sensibilité Plastique. Paris: Presses du Temps Present
  • 1970 - Les Mecanismes de la Création Artistique. Neuchatel: Editions du Griffon
  • 1974 - Aesthetic Synthesis. Ed. Alvarez-Colab Selected Artists Galleries de Nova Iorque
  • 1983 - Le Sens de l´Art. Lisboa: Imprensa Nacional
  • 1986 - Monografia Nadir Afonso. Venda Nova: Bertrand
  • 1990 - Da Vida à Obra de Nadir Afonso. Venda Nova: Bertrand
  • 1994 - Monografia Nadir Afonso. Porto: Bial
  • 1998 - Monografia Nadir Afonso. Lisboa: Livros Horizonte. ISBN 972-24-1041-5
  • 1999 - O Sentido da Arte. Lisboa: Livros Horizonte. ISBN 972-24-1054-7
  • 2000 - Universo e o Pensamento. Lisboa: Livros Horizonte. ISBN 972-24-1094-6
  • 2002 - Nadir Afonso: Sobre a vida e sobre a obra de Van Gogh. Lisboa: Chaves Ferreira Publicações. ISBN 972-9402-81-7
  • 2003 - O Fascínio das cidades. Cascais: Câmara Municipal de Cascais. ISBN 972-9815-36-6
  • 2003 - Da intuição artística ao raciocínio estético. Lisboa: Chaves Ferreira Publicações. ISBN 972-9402-92-2
  • 2005 - As Artes: Erradas Crenças e Falsas Críticas. Lisboa: Chaves Ferreira Publicações. ISBN 972-9402-99-x
  • 2008 - Nadir Face a Face com Einstein. Lisboa: Chaves Ferreira Publicações (ed. bilingue: português e inglês).ISBN 978-972-8987-11-4
  • 2010 - Manifesto: O Tempo não Existe. Lisboa: Dinalivro (ed. bilingue: português e inglês). ISBN 978-972-576-567-8
  • 2010 - O Universo e Pensamento. Porto: Edições Afrontamento. ISBN 978-972-36-1085-7
  • 2011 - O Trabalho Artístico. Reflexões. Lisboa Athena Editora.ISBN 978-989-31-0027-1
  • 2014 - A Invenção do Tempo. Lisboa. Universidade Lusíada Editora. ISBN 978-989-640-165-5

Monografias, Bibliografia Passiva e outras publicações[editar | editar código-fonte]

Filmes e documentários[editar | editar código-fonte]

  • 1993 - Nadir - Realização de Jorge Campos
  • 2012 - Nadir Afonso - O tempo não existe - Realização de Jorge Campos

Referências

  1. a b c d e f g h Agência Lusa; Sol (11-12-2013). Morreu o pintor Nadir Afonso [ligação inativa] Semanário Sol. Visitado em 11 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 11-12-2013.
  2. a b c d Nadir Afonso Porto Editora Infopédia. Visitado em 18 de janeiro de 2013.
  3. a b Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas Presidência da República Portuguesa. Visitado em 2014-06-18. "Resultado da busca de "Nadir Afonso"."
  4. Agostinho Santos (2010-07-21). "Honoris Causa" incentiva Nadir a pintar mais Jornal de Notícias. Visitado em 2014-06-18. Cópia arquivada em 2014-06-18.
  5. Agência Lusa (05-11-2012). Nadir Afonso recebe doutoramento honoris causa da Universidade do Porto noticias.pt.msn.com. Visitado em 2014-06-18. Cópia arquivada em 2014-06-18.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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