Qal'at al-Bahrain
|
||||
|---|---|---|---|---|
| Património Mundial da UNESCO | ||||
|
|
||||
| Forte do Bahrein.
|
||||
| País | Bahrein | |||
| Tipo | ||||
| Critérios | (ii)(iii)(iv) | |||
| Referência | 1192 | |||
| Região** | ||||
| Coordenadas | 26° 14′ N 50° 31′ E | |||
| Histórico de inscrição | ||||
| Inscrição | 2005 (29ª sessão) | |||
| * Nome como inscrito na lista do Património Mundial. ** Região, segundo a classificação pela UNESCO. |
||||
O Forte do Bahrein ("Qal'at al-Bahrain"; em língua árabe: قلعة البحرين), também denominado como Forte português da ilha de Bahrein localiza-se em Manama, capital do Bahrein, no golfo Pérsico.
Índice |
História [editar]
A primitiva ocupação humana do seu sítio remonta a uma elevação artificial (um "tell") iniciado por volta de 2300 a.C. e ocupado sucessivamente até ao século XVI, quando foi aproveitado pelos portugueses para uma fortificação que atualmente lhe dá nome: "qal'a", que significa "forte". Entre outras funções, ao longo de sua história serviu como capital dos Dilmun – uma das mais importantes civilizações da região.
Foi conquistada em 1559 por forças portuguesas sob o comando de D. Antão de Noronha, então capitão de Ormuz. Estes ocuparam a fortificação árabe então existente, no topo da elevação com doze metros de altura.
Em 1561 a fortificação foi ampliada e modernizada, com traça do arquiteto obidense Inofre de Carvalho, que lhe acrescentou uma área abaluartada, diretamente inspirada nas gravuras do tratado de Pietro Cataneo.
Embora a documentação sobre esta estrutura seja escassa, uma representação da "ilha de Barem", no "Livro das Plantas das Fortalezas", de autoria de Pedro Barreto de Resende, apresenta-a com planta no formato quadrangular, com torreões de planta circular nos vértices.
Os Portugueses foram expulsos do Bahrain em 1602, pelas forças de Shah Abbas.
Cerca de 25% do sítio já havia sido escavado revelando estruturas de diferentes tipos desde 1954: residenciais, públicas, comerciais, religiosas e militares. Em conjunto, testemunham a importância do local, um entreposto comercial ao longo dos séculos.
O sítio arqueológico encontra-se classificado, desde 2005, como Património da Humanidade pela UNESCO.
O Forte do Bahrein sofreu recente intervenção de conservação com a interveniência da Fundação Calouste Gulbenkian.
Bibliografia [editar]
- O "Livro das Plantas de todas as fortalezas, cidades e povoaçoens do Estado da Índia Oriental" da Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Évora de António Bocarro e Pedro Barreto de Resende. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda. ISBN 972-27-0444-3
Ver também [editar]
- Forte de Comorão
- Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz
- Forte de Queixome
- Império português
- Qal'at Arad