Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres

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China-Brazil Earth-Resources Satellite

Organização Brasil AEB / República Popular da China AENC
Tipo de missão Observação terrestre
Satélite da Terra
Lançamento 14 de Outubro de 1999
Local República Popular da China Centro de Lançamento de Taiyuan, China
Duração da missão 3 anos e 10 meses
Massa 1.540.0 kg
Site oficial CBERS
Elementos orbitais
Excentricidade 8.430518209934235E-4
Inclinação 98.599°
Período orbital 99.6 minutos
Argumento do periastro 733.0 km

CBERS é a sigla para China-Brazil Earth-Resources Satellite; em português, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres.

Estes satélites têm sido projetados e construídos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um instituto de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O INPE é o responsável no Brasil pelo programa em parceria com a China, em vigor desde 1988 e que prevê o desenvolvimento quatro satélites até 2015.

Estes satélites se destinam a monitoração do clima, projetos de sistematização e uso da terra, gerenciamento de recursos hídricos, arrecadação fiscal, imagens para licenciamento e monitoramento ambiental, entre outras aplicações. Suas imagens são utilizadas por empresas privadas e instituições como Ibama, Incra, Petrobras, Aneel, Embrapa e secretarias de Fazenda e Meio Ambiente.1

Desde 2001 foi estabelecida uma política de distribuição gratuita das imagens CBERS para todos os usuários brasileiros. Essa significância é atestada pelos mais de 15.000 usuários de mais de 1.500 instituições cadastrados como usuários ativos do CBERS, e também nas mais de 300.000 imagens do CBERS distribuídas à razão aproximada de 250 por dia entre órgãos públicos, universidades, instituições, centros de pesquisa e ONGs.1

Foi assinado no dia 9 de dezembro de 2010, em Joanesburgo, durante o lançamento da SANSA (Agência Espacial Nacional Sul-Africana), um acordo entre Brasil e China para permitir o fornecimento de dados do satélite Cbers-3 para o país. Este acordo faz parte de uma iniciativa dos dois países para o fornecimento e uso gratuitos de dados do satélite por países em desenvolvimento. Este acordo beneficiará também Angola, Botsuana, Lesoto, Moçambique, Suazilândia, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe. O Cbers-3 está previsto para entrar em órbita no final de 2012.1

Índice

[editar] CBERS-1

CBERS-1 foi o primeiro satélite desenvolvido pelo acordo de cooperação entre a China e o Brasil.

O CBERS-1 foi lançado pelo foguete chinês Longa Marcha 4B, do Centro de Lançamento de Taiyuan, em 14 de outubro de 1999. O lançamento ocorreu à 1h15 de Brasília.

O satélite é composto por dois módulos principais:

O primeiro módulo contém os seus instrumentos de pesquisa e tem instalado 3 câmeras e o repetidor.

  • Câmera Imageadora de Alta Resolução denominada de CCD.
  • Imageador por Varredura de Média Resolução denominado de IRMSS.
  • Câmera Imageadora de Amplo Campo de Visada denominado de WFI
  • Repetidor para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais.

O segundo módulo contém os equipamentos que asseguram o suprimento de energia, os controles, as telecomunicações e demais funções necessárias à operação do satélite.

Apresenta uma órbita heliossíncrona com uma altitude de 778 km, faz cerca de 14 revoluções por dia e consegue obter a cobertura completa da Terra em 26 dias.

[editar] CBERS-2

O CBERS-2 é tecnicamente idêntico ao CBERS-1. Sua órbita também é heliossíncrona, o que proporciona ao CBERS fazer uma cobertura de todo o planeta.

  • Câmera Imageadora de Alta Resolução (CCD), com resolução espacial de 20 metros, cinco bandas espectrais, e campo de visada de 113 km. Destina-se à observação de fenômenos ou objetos em escala municipal ou regional englobando aplicações em Vegetação, Agricultura, Meio ambiente, Água, Cartografia, Geologia e solos, e Educação. Imagens de uma mesma região são obtidas a cada 26 dias.
  • Imageador por Varredura de Média Resolução (IRMSS), tem três bandas espectrais, com 80 metros de resolução espacial, mais uma banda na região do infravermelho termal com 160 metros. A câmera IRMSS além das aplicações da Câmera CCD, presta-se à análise de fenômenos que apresentem alterações de temperatura da superfície, à geração de mosaicos estaduais e à geração de cartas-imagens.
  • Imageador de Amplo Campo de Visada (WFI) que pode imagear grandes extensões territoriais, de mais de 900 km.

O segundo satélite CBERS-2 foi lançado no dia 21 de outubro de 2003, do Centro de Lançamento de Taiyuan, na China. O horário do lançamento foi à 1:16h de Brasília.

O CBERS-2 foi integrado e testado no Laboratório de Integração e Testes do INPE, após acordo para a montagem dos equipamentos chineses no Brasil.

Deixou de funcionar em 15 de janeiro de 2009. O CBERS-2 totalizou 27 mil órbitas completas.

[editar] CBERS-3

Com o encerramento das atividades do do CBERS-2, Brasil e China decidiram continuar a missão com o terceiro satélite da família CBERS. O CBERS-3 está previsto para entrar em órbita no final de 2013, ampliando a participação brasileira para 50%.2

[editar] CBERS-4

Segundo o que foi divulgado pelo INPE, o CBERS-4 segue em ritmo normal de construção.

[editar] Aplicações

A família de satélites de sensoriamento remoto CBERS trouxe significativos avanços científicos ao Brasil.

Suas imagens são usadas desde o controle do desmatamento e queimadas na Amazônia Legal, até o monitoramento de recursos hídricos, áreas agricolas, crescimento urbano e ocupação do solo. Além de ser fundamental para grandes projetos nacionais estratégicos, como o SIVAM e a ocupação de espaço definitivo em diversos programas ambientais.

[editar] Coleta de Dados

Os satélites CBERS carregam à bordo repetidores para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Este sistema conta com mais de 600 plataformas de coleta de dados instaladas no território nacional em diversas aplicações como o monitoramento das bacias hidrográficas, a previsão de tempo e estudos climáticos, estudos sobre correntes oceânicas, marés, química da atmosfera, planejamento agrícola, etc.

Referências

  1. a b c CHINA. AEB. Página visitada em 10/3/2013.
  2. "O complicado caminho para o espaço" (PDF) (em Português). Espaço Brasileiro 5 (13): 16-17. Brasília: Agência Espacial Brasileira. ISSN 1981-1187. Página visitada em 10/03/2013.

[editar] Ligações externas