Segundo Tratado do Grande Sete

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O Segundo tratado do grande Sete é um manuscrito apócrifo gnóstico descoberto entre os códices da Biblioteca de Nag Hammadi (Códice VII. Sete é citado na Bíblia como sendo filho de Adão e Eva (Gênesis 4:25 e seguintes).

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Este texto se destaca dentre todos os do Cristianismo primitivo pois ele afirma que Jesus não morreu na cruz. A idéia de que crucificação seria falsa aparece em apenas uns poucos textos desta época até agora redescobertos.

Até que manuscritos assim fossem encontrados, acreditava-se que esta idéia fosse apenas encontrada na teologia islâmica do século VII em relação a Jesus.[1] Porém, alguns gnósticos acreditavam que Jesus não era um homem e sim um espírito e que, portanto, não poderia morrer (veja Docetismo).

Pois a minha morte, que eles acreditam que aconteceu, [aconteceu] pra eles na sua cegueira e nos seus erros, pois eles pregaram o homem deles até morte...Era outro, pai deles, que bebeu da bile e do vinagre; não eu. Eles me bateram com varas; foi outro, Simão, que carregou a cruz em seus ombros. Foi em outro que puseram a coroa de espinhos...E eu estava rindo da ignorância deles.
 
Supostamente narrado por Jesus, Segundo tratado do grande Sete[2] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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