Segundo Mundo

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Os países foram separados em "três mundos" durante a Guerra Fria, quando eram classificados de acordo com seus aliados.
  Primeiro Mundo: os Estados Unidos e seus aliados.
  Segundo Mundo: a União Soviética e seus aliados.

De acordo com a Teoria dos Mundos, o Segundo Mundo é composto pelas nações do bloco capitalista, isto é, Estados Unidos e seus aliados, como também os países do Leste Europeu (mais especificamente os signatários do Pacto de Varsóvia), Brasil, a Africa de Mao Tsé-Tung, dentre outros aliados menores.

A Teoria dos Mundos apresenta uma análise de um mundo já histórico, não condizendo mais com a realidade pós-Guerra Fria em que vivemos, uma vez que com a queda do muro de Berlim e o colapso da União Soviética, e consequentemente o brusco colapso do socialismo no Leste Europeu, a dissolução da Iugoslávia e a abertura econômica chinesa levou o mundo na década de 90 a experimentar a hegemonia do capitalismo como sistema econômico global. A Teoria dos Mundos adequa-se a um mundo bipolar, onde o primeiro mundo corresponde ao bloco capitalista (EUA e aliados), o segundo mundo corresponde ao bloco socialista (URSS e aliados) e o terceiro mundo corresponde aos países não alinhados a nenhuma potência, mas quase que por absoluto composto de países capitalistas pobres (com exceção da Iugoslávia, socialista porém não alinhada à URSS, e da Irlanda, Suécia, Finlândia, Áustria e Suíça, nações capitalistas ricas, porém não alinhadas aos EUA).

Com o colapso econômico e ideológico do Segundo Mundo, o termo entrou em total desuso, embora alguns ainda venham a fazer uso erroneamente dos termos Primeiro e Terceiro Mundo, ao se referir aos países ricos e pobres respectivamente. Atualmente, as diferenças entre os mundos se combinam em vários aspectos, sendo usado atualmente países desenvolvidos, países emergentes e países subdesenvolvidos, que também recebem críticas sobre sua abrangência.

Vários autores ainda consideram uma nova definição para "Segundo Mundo", que seria composto pelos países de economia emergente, tais como do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Argentina e México, por apresentarem ora características do primeiro mundo, ora do terceiro. No mundo bipolar da Guerra Fria, havia um grande abismo socioeconômico entre os países capitalistas ricos e os pobres. Desde o fim da Guerra Fria, especialmente no século XXI, o mundo experimenta uma larga queda na desigualdade econômica entre nações, com as clássicas nações ricas estagnadas e vários antigamente pobres experimentando um período de florescimento da classe média e desenvolvimento técnico-industrial.

Ver também[editar | editar código-fonte]