Volkswagen Kombi

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Volkswagen Kombi
Kombi58.jpg Kombi modelo luxo 1958
Visão Geral
Nomes
alternativos
Volkswagen Bus
Volkswagen Campmobile
Volkswagen Samba
Volkswagen Van
Hippie Bus
Volkswagen Westfalia
Volkswagen Microbus
Hippie Van
Volkswagen Transporter
Produção 19502013
Fabricante Volkswagen
Modelo
Classe Van
Carroceria Van
Furgão
Pick-Up
Designer Ben Pon
Ficha técnica
Motor 1100cc
1200cc
1300cc
1500cc
1600cc
1,4L
Transmissão Quatro velocidades
Layout Motor traseiro, tração traseira
Dimensões
Comprimento 4505
Entre-eixos 2400
Largura 1720
Altura 2050
Peso 1297
Cronologia
Último
Último
Volkswagen Transporter
Próximo
Próximo
a Kombi tambem ficou famosa como carro da policia civil

A Kombi foi um automóvel utilitário produzido pela Volkswagen. Foi fabricada ininterruptamente no Brasil de meados de 1956 até 18 de dezembro de 2013, quando por força de um decreto, os carros a partir de 2014, deveriam ser dotados de freio tipo ABS e possuir air-bag frontal duplo (para o condutor e passageiro do banco dianteiro). É considerada a precursora das vans de passageiros e carga.

Sua construção robusta monobloco (sem chassi), suspensão independente com barras de torção, além da excêntrica posição do motorista no carro (sentado sobre o eixo dianteiro e com a coluna de direção praticamente vertical), o tornam um veículo simples e robusto, de baixo custo de manutenção. Sua motorização é um caso a parte: embora os modelos recentes possuam motores mais modernos, durante 50 anos o motor que equipou o veículo no Brasil foi o tradicional "boxer" refrigerado a ar, simples e muito resistente. Tal durabilidade geralmente superava em muito a do resto do carro, sendo comum nas ruas brasileiras ver carros totalmente destroçados, porém com o motor rodando perfeitamente. A despeito disso, a Kombi é um carro que, se usado dentro das especificações padrão, pode durar um longo período.

História[editar | editar código-fonte]

O nome Kombi vem do alemão Kombinationsfahrzeug que quer dizer "veículo combinado" (ou "veículo multi-uso", em uma tradução mais livre). O conceito por trás da Kombi surgiu no final dos anos 1940, ideia do importador holandês Ben Pon, que anotou em sua agenda desenhos de um tipo de veículo inédito até então, baseando-se em uma perua feita sobre o chassi do Fusca. Os primeiros protótipos tinham aerodinâmica terrível, porém retrabalhos na Faculdade Técnica de Braunschweig deram ao carro, apesar de sua forma pouco convencional, uma aerodinâmica melhor que a dos protótipos iniciais com frente reta. Testes então se sucederam com a nova carroceria montada diretamente sobre a plataforma do Fusca, porém, devido a fragilidade do carro resultante, uma nova base foi desenhada para o utilitário, baseada no conceito de chassi monobloco. Finalmente, após três anos passados desde o primeiro desenho, o carro ganhava as ruas em 8 de março de 1950.

A kombi se tornou um dos principais símbolos da contracultura hippie, de 1960 até hoje

O grupo Brasmotor passou a montar o carro no Brasil em 1953 e a partir do dia 2 de setembro de 1957 sua fabricação - o que faz do veículo o primeiro Volkswagen fabricado no Brasil, e o que esteve por mais tempo em produção.

Em 2006 este veículo (modelo T2 Microbus) foi protagonista do filme Little Miss Sunshine,[1] sendo que boa parte do filme é passada com cenas neste veículo.[2]

Tipos de carrocerias[editar | editar código-fonte]

A Kombi está (ou já esteve) disponível no Brasil como: A versão Standard veio para o Brasil inicialmente com a designação Kombi - do alemão Kombinationsfahrzeug, refletindo a natureza multiuso desta versão em particular, que poderia ser utilizada como veículo de carga (sem os bancos) ou de passageiros/família (com os bancos). Posteriormente o nome acabou servindo para designar toda a linha no Brasil.

Durante a produção no Brasil, a versão Standard apresentou várias configurações, como a atual "Escolar" para doze passageiros, ou Luxo, apresentada nos anos 1950 e 60 como transporte para famílias; este nicho de mercado é hoje ocupado pelas "mini-vans" tais como a GM Zafira e Renault Scenic. Mais recentemente, o tipo "Standard" ganhou o modelo "Lotação", logo após a legalização do uso deste tipo de veículo para transporte público.

A versão "Trailer" era uma versão "motorhome" produzida pela Karmann, baseada no modelo Pick-Up.

Um modelo Diesel chegou a ser produzido no Brasil. Utilizava o motor do Passat (atualmente carros de passeio não podem ter motores Diesel no mercado interno), com cilindrada alterada para 1600cc, e um nada discreto radiador montado na dianteira. Aparentemente o radiador não foi bem dimensionado para o layout ou para o tipo de motor, pois o modelo não agradou nas vendas justamente por superaquecer, dentre outros problemas.

Todas as versões representadas acima estiveram disponíveis com todas as versões de carroceria - exceto a versão Pick-up, que saiu de linha em 2000, sem jamais terem passado pela segunda reestilização ou terem ganho o motor 1.400cc refrigerado à água, restando apenas as versões standard e furgão.

Em uma interessante ironia, detalhes legais não permitem mais o tipo de uso combinado que deu nome ao carro no Brasil - o motorista não pode mais carregar carga num modelo de passeio retirando os bancos, nem carregar pessoas num modelo de carga.

Modelos[editar | editar código-fonte]

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Kombi Samba

Na Europa (e na maior parte do mundo) a Kombi (conhecida como "Transporter", "Type 2", "Kombi" ou mesmo "Combi") foi produzida em sua forma tradicional até final dos anos 1970, quando deu lugar a um utilitário de tração dianteira e motor refrigerado a água, que chegou a ser importado para o Brasil sob os nomes "Eurovan" e "Transporter". Curiosamente, foi o único modelo derivado do Fusca a evoluir além do motor boxer refrigerado a ar (isso excluindo o VW Gol, que possuía apenas o motor em comum). Em Portugal recebeu o nome carinhoso de "Pão de forma".

Da versão brasileira, entretanto, não se pode dizer o mesmo. A carroceria se manteve basicamente a mesma do modelo original, sendo que a versão vendida entre 1976 e 1996 era uma amálgama entre as "gerações" 1 e 2 da Kombi alemã, única no mundo (como basicamente toda a linha "a ar" da Volkswagen do Brasil). A versão pós 97 na verdade é praticamente o mesmo modelo produzido na Alemanha entre 1972 e 1979 (T2b, Clipper), com porta lateral corrediça, tampa do porta malas mais larga, redução do número de janelas laterais para três em cada lado, além de teto mais elevado, única alteração verdadeiramente "original" feita nessa ocasião.

Em dezembro de 2005 ocorreu a mais recente modificação implementada pela marca, com adoção de motorização refrigerada a água e painel semelhante aos automóveis "de entrada" da marca (Gol e Fox). A mudança de motorização, para se adequar aos novos padrões brasileiros de emissões, selou, de forma discreta, o fim do motor boxer refrigerado a ar, que impulsionou vários Volkswagen durante mais de setenta anos.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

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A Kombi é montada no Brasil manualmente, da mesma forma que há cinquenta anos. Embora isso demonstre a viabilidade do projeto original, tal sobrevida se deve muito mais à peculiaridade da economia e sociedade brasileira, onde um anacrônico modelo divide as ruas (e o mercado) com modelos muito mais modernos.

Nos anos 70, 80 e 90 a VW adotou uma política de que "em time que está ganhando não se mexe" e evitou adotar mudanças que visem o conforto e a segurança no veículo. A "nova" Kombi Clipper lançada em 1976 não acompanhou a evolução do modelo que era vendido na Europa e EUA e certas falhas de projeto persistiram por anos a fio. Alguns ítens de segurança como freios de duplo circuito, pisca alerta, cintos de segurança, extintor de incêndio, retrovisores externos só foram adotados por pressão e exigencia do órgão de trânsito (Contran). Embora sua robustez e confiabilidade não encontrem adversários a altura, a idade do projeto começa a pesar, seja no tamanho (grande e ultrapassada demais para competir com minivans, pequena demais para competir com as vans atuais), seja no design (a nova grade dianteira do radiador, embora encontre alguma aceitação, certamente demonstra não se harmonizar com o conjunto). Embora altamente popular, a obrigatoriedade de ABS e air-bags a partir de 01 de janeiro de 2014, fez com que o modelo saísse de linha.

Breve história no Brasil[editar | editar código-fonte]

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Escola Técnica Brasmotor
  • 1950: Ano de seu lançamento na Alemanha e inicio das vendas no Brasil, importada pelo Grupo Brasmotor (proprietário da marca Brastemp). Na traseira havia uma grande tampa do motor, que deu origem ao apelido "barndoor" (porta de celeiro). A Kombi era equipada com motor de 1100cc e 25cv. A partida era elétrica (na chave) ou manual (na manivela)
  • 1952: Câmbio com 2ª, 3ª e 4ª marcha sincronizada. Vidro traseiro e para-choque traseiro foram adotados. Lançamento da versão pick-up e da versão de passageiros com 15 janelas, apelida de Samba.
  • 1953: Início da montagem no Brasil, com as peças importadas (o chamado "sistema CKD", "Completely Knocked Down) ainda pelo Grupo Brasmotor.
  • 1954: Motor 1200cc de 36cv
  • 1956: Nova lanterna traseira
  • 1957: A Kombi começa a ser produzida no Brasil no dia 2 de setembro, com 50% de nacionalização de peças. O motor e câmbio ainda era importados 1200cc de 36 cv; câmbio "casca de amendoim" com 1ª seca e sistema elétrico de 6 volts; o ultimo chassi produzido em 1957 era o número 371.
  • 1958: último chassi produzido: 5190
  • 1959: 06/59-> Câmbio de 4 marchas totalmente sincronizado (a Kombi foi o 1º veículo brasileiro com 1ª marcha sincronizada); 08/59-> motor 1200 passa a ser produzido no Brasil; a Kombi Luxo ganha tubos e batentes de proteção nos para-choques; a numeração do chassi passa para a chapa lateral do motor, ao lado da bateria; a manivela de partida também foi abandonada.
Linha de Montagem da Kombi
  • 1960: Tampa do porta malas com vinco meia lua, atrás da maçaneta; maçaneta interna da porta lisa; 06/60: Lançamento da versão "Turismo", adaptada para camping.
  • 1961: 27501-> para melhorar o conforto dos passageiros do banco da frente a alavanca de câmbio e freio de mão foram posicionados mais a frente / 29601 (04/61)-> o painel ganha marcador de combustível elétrico / fim da torneira de reserva / 31001-> são adotadas luzes de seta na frente (pisca tetinha) e uma nova lanterna traseira, maior e com a lente desmontável em caso de quebra (com parafusos aparentes) contando agora com lanterna e luz de seta; nova chave de seta / 41187(12/61)<- novo trinco do vidro basculante; encosto dianteiro com 3 posições de ajuste; o modelo "Luxo" agora passa a ser chamado "Especial"
  • 1962: Lanterna traseira "oval" bicolor; vidro traseiro maior / 66233-> haste do garfo de embreagem preso por estria e anel elástico (antes somente parafuso e porca)
  • 1963: Adoção de vidros curvos nas laterais traseira; nova haste na tampa do motor; chassi B3-068.828 (02/63)-> prisioneiros nas tampas laterais do diferencial.
  • 1964: Novo pisca dianteiro oval / B4-070.778 (03/64)-> mola deslizante na tampa do motor / B4-075.326-> a dobradiça das portas do salão com bucha e pino (antes era só o pino) / B4-079.373-> coifa de borracha na alavanca do freio de mão / B4.080.814-> chapa inferior do painel (porta-luvas) com cantos arredondados / B4-081.509 (12/64)-> chave de ignição e trava na coluna de direção, 10 aletas de refrigeração do motor “pra dentro” (em todos os modelos, exceto o modelo 201), borda nos paralamas traseiro, terminais de direção com lubrificação permanente (sem engraxadeira) / B4-081.998 (12/64)-> relê de pisca preso por parafuso
  • 1965: B5-086.102-> dois esguichos no lavador de parabrisas (brucutu) / B5-086.681-> trinco do quebra vento igual ao Fusca / 03/65-> padronizado o tamanho das baterias, nova cinta de fixação
  • 1966: 04/66-> estepe preso por suporte / 05/66-> cebolinha do óleo com bornes de encaixe / 06/66-> cebolinha do freio com bornes de encaixe / 08/66-> coifas de proteção contra poeira nos cabos de vela (lado da vela)
  • 1967: 01/67-> Motor 1500cc com 52cv; Lançamento da versão "Pick-up"; bancos individuais na dianteira; limpador de parabrisas de 2 velocidades com botão "de girar"; novo reservatório do lavador de parabrisas; bornes de encaixe em toda a parte elétrica, rodas aro 14 com pneus diagonais 7.35-14; barra estabilizadora na dianteira; nova relação na caixa de redução (1:1,26); tampa de acesso a bóia do tanque; opcional: diferencial blocante para trafegar em terrenos com pouca aderência / B7-111.888-> 10 aletas de refrigeração do motor dobradas "pra dentro" no modelo 201
  • 1968: 01/68-> Sistema elétrico de 12 volts; botão do limpador de parabrisas "de puxar"; para-choques de lâmina lisa
  • 1970: A Kombi ganha cintos de segurança e extintor de incêndio.
  • 1973: Volante de motor maior e nova embreagem com guia de rolamento; BH-294401 (05/73) -> cubo do volante mais largo, chave de seta em plástico.
  • 1974: Botões do painel em plástico preto com desenho indicativo de suas funções, retrovisor externo na direita
  • 1975: Filtro de ar "seco" com elemento de papel; portinhola do tanque perde a trava
  • 1976: Primeira reestilização, motor 1600cc. Inicialmente a Volks pretendia fazer a reestilização completa, deixando a Kombi nacional com a porta corrediça e as três janelas grandes e cada lado, mas, aparentemente para cortar custos, a fábrica escolheu combinar a frente (com as portas dianteiras) e a traseira (apenas as lanternas) do modelo internacional com a carroceria do modelo nacional, de 12 janelas laterais, tornando assim a carroceria do modelo fabricado de 1976 a 1996 uma exclusividade brasileira. O alternador passa a ser opcional. Modulador de frenagem no eixo traseiro e servofreio. Adoção de cardan e cruzetas nos semi-eixos traseiros; 09/76-> vidro lateral basculante fixo por 2 dobradiças
  • 1978: Adoção de junta homocinética nos semi-eixos traseiros; motor 1600 com dupla carburação, novo trambulador e varão do câmbio, mais macio
  • 1979: Reforços na lataria garantem maior rigidez estrutural
  • 1981: Início das vendas do modelo com motor Diesel, refrigerado a água e radiador dianteiro. Utilizava o motor Diesel 1,5l que equipava o Passat exportação. Em 1981 os piscas traseiros voltam a ser na cor âmbar (eram vermelhos de 1976 a 1980).
  • 1982: Novo lançamento: Pick-up Kombi com cabine-dupla.
  • 1983: A Kombi ganha freios a disco na dianteira, novas rodas e calotas de perfil plano semelhante ao Fuscão.
  • 1984: Encosto de cabeça e cintos de 3 pontos nos bancos dianteiros.
  • 1992: A Volksawagem adota os primeiros equipamentos antipoluição, como catalisador e cânister.
  • 1997: Segunda reestilização, porta lateral corrediça. Finalmente o modelo ganhava porta corrediça e carroceria semelhante aquela conhecida no resto do mundo, embora o teto elevado em 11 cm seja único do modelo brasileiro.
  • 1998: Motor 1600 com injeção eletrônica.
  • 2000: Último ano de fabricação da versão pick-up.
  • 2006: Novo Motor flex 1400cc refrigerado a água, introdução da grade dianteira para o radiador (essa grade é um pouco diferente da grade que já havia sido usada na Kombi a diesel nos anos 80) e painel de instrumentos com novos mostradores semelhantes aos do VW Fox da mesma época. No mesmo ano foi lançado a Serie Prata, edição limitada a apenas 200 unidades, destinadas a colecionadores, marcando o encerramento da produção do motor arrefecido a ar da Volkswagen do Brasil. A carroceria pintada na cor "Prata Light Metálico" é o maior diferencial da Kombi Série Prata, além de vidros verdes, acabamentos nos faróis e para-choques em "Cinza Cross", piscas dianteiros com lentes brancas, lanternas traseiras fumês, pelo desembaçador do vidro e pelo logotipo "Kombi Série Prata".
  • 2007: Lançamento da chamada "Kombi edição 50 anos" é uma edição comemorativa que a Volkswagen com apenas 50 unidades produzidas, talvez a mais colecionável de todas as edições nacionais, seu maior destaque é a sua pintura do tipo "saia e blusa" vermelha e branca, em homenagem a primeira geração da Kombi. Seus equipamentos de série eram: vidros verdes, pára-brisa degrade, piscas dianteiros com lentes brancas, lanternas traseiras fumê, desembaçador do vidro traseiro, luz no cofre do motor e adesivos externos que identificam a série, inclusive no painel acima do local do rádio. A serie tambem contava com o luxo de ter uma carta de congratulação assinada pelo presidente da VW do Brasil.
Volkswagen Kombi TotalFlex.
  • 2009: As mudanças são discretas. Há a adoção do "brake-light" (terceira luz de freio) de série na extremidade do teto, e nova grade dianteira levemente reestilizada com novas aletas para refrigeração.
  • 2013: Último ano de fabricação da Kombi. A ultima Kombi foi produzida às 22h, quarta-feira, dia 18 de dezembro de 2013. Segundo o presidente do Sampa Kombi Clube, Eduardo Gedrait, a unidade de chassi EP 022.526 foi a última e será guardada no acervo da montadora. Uma versão especial foi criada com apenas 1200 unidades produzidas. As unidades serão numeradas com placa de identificação no painel. Nas laterais também se destacam os adesivos que identificam a série especial "56 anos – Kombi Last Edition'. A "Last Edition", assim como sua irmã mais velha, a edição de 50 anos, ganhou a pintura "saia e blusa" com os tons de azul e branco, homenageando novamente a sua primeira geração, também recebendo outras características e acessórios de época da Kombi de luxo nos anos 50, 60 e 70, tais como pneus com faixa branca, calotas e rodas pintadas de branco. O interior da Kombi Last Edition traz  cortinas em tear azul nas janelas laterais e no vigia traseiro com braçadeiras que trazem o logotipo "Kombi" bordado, um elemento de decoração típico das versões mais luxuosas das décadas de 1960 e 1970. Os bancos têm forração especial de vinil: bordas em Azul Atlanta e faixas centrais de duas cores (azul e branca). As laterais e as costas dos assentos têm acabamento de vinil expandido Cinza Lotus. O revestimento interno das laterais, portas e porta-malas também é de vinil Azul Atlanta, com costuras decorativas pespontadas. O assoalho e o porta-malas são recobertos por tapetes com insertos em carpete dilour Basalto, mesmo material que reveste o estepe fechando com chave de ouro o interior mais nostálgico de todas as versões. O comprador também leva sistema de som em LEDs vermelhos, lê arquivos MP3 e possui entradas auxiliar e USB. Dentro do porta-luvas, o manual do proprietário vem com uma capa especial comemorativa. A Kombi "Last Edition" inicialmente teria 600 unidades produzidas, numero felizmente aumentado para 1200 posteriormente pela Volkswagen devido a tamanha demanda de procura pelo ultimo modelo, com colecionadores e amantes deste modelo historico interessados até no exterior. A série especial Last Edition foi produzida pela empresa especializada em transformações veiculares Rontan, localizada na cidade paulista de Tatuí, que recebeu o lote de 1200 Kombis "normais", portanto a Last Edition não seria necessariamente uma versão, mas sim uma customização. A ultima Kombi desta edição, de numero 1200/1200 foi levada para a matriz na Alemanha e ganhou lugar reservado no museu de veículos comerciais do grupo Volks em Hannover.

Características técnicas[editar | editar código-fonte]

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Kombi 1200 (1957-1966)[editar | editar código-fonte]

Pesos[editar | editar código-fonte]

  • Em ordem de marcha (kg): 1040;
  • Carga útil (kg): 810.

Motor 1200[editar | editar código-fonte]

  • Traseiro, refrigerado ar, boxer
  • Movido a gasolina
  • Cilindrada: 1192 cm³ (1,2l)
  • Potência líquida máxima cv - 36

Desempenho[editar | editar código-fonte]

  • Velocidade máxima (km/h): 94

Kombi 1500 (1967-1975)[editar | editar código-fonte]

Primeira carroceria nacional, segunda motorização

Motor 1500L[editar | editar código-fonte]

  • Traseiro, refrigerado ar, boxer
  • Movido a gasolina
  • Cilindrada: (1,5l)
  • Potência líquida máxima cv – 52

Desempenho[editar | editar código-fonte]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 23
  • Velocidade máxima (km/h): 100

Dimensões externas[editar | editar código-fonte]

  • Comprimento (mm) 4289
  • Distância entre eixos (mm) 2400;
  • Largura (mm) 1746/1937mm com caçamba
  • Altura (mm) 1909/1884mm com caçamba

Pesos[editar | editar código-fonte]

  • Em ordem de marcha (kg):
  • Standart: 1110
  • Luxo: 1140
  • Standart 'exclusiva e rara' 6 portas: 1130
  • Luxo 'exclusiva e rara' 6 portas: 1200
  • Furgão: 1000
  • Pick-Up (caçamba): 1140
  • Carga útil máxima (kg):
  • Standart: 960 (1000 retirando os bancos traseiros)
  • Luxo: 930
  • Standart 'exclusiva e rara' 6 portas: 940
  • Luxo 'exclusiva e rara' 6 portas: 650
  • Furgão: 1070
  • Pick-Up (caçamba): 930

Kombi Clipper (1976-1996)[editar | editar código-fonte]

Motor[editar | editar código-fonte]

  • Traseiro, refrigerado ar, boxer
  • Movido a gasolina (1976-2005)
  • Cilindrada: (1,6l)
  • Potência líquida máxima cv – 58

Desempenho[editar | editar código-fonte]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 22,7 / 19,0(na versão álcool)
  • Velocidade máxima (km/h): 125

Motor diesel[editar | editar código-fonte]

Primeira reestilização, motor alternativo

Traseiro, refrigerado a água, em linha

  • Movido a Diesel (1981-1985)
  • Cilindrada: (1,6l)
  • Potência líquida máxima cv – 50
  • Capacidade de carga: 1.070 kg

Desempenho[editar | editar código-fonte]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 30,26s
  • Velocidade máxima (km/h): 111,3
  • Consumo médio (km/l): 8,95

Kombi Carat (1997-2005)[editar | editar código-fonte]

a kombi Coca-Cola em curitiba

Motor[editar | editar código-fonte]

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  • Traseiro, refrigerado ar, boxer
  • Movido a gasolina (1976-2005)
  • Cilindrada: (1,6l)
  • Potência líquida máxima cv – 65

Mostrada no Salão do Automóvel de São Paulo de 1996, esta Kombi Carat exibia as modificações previstas para toda a linha Kombi 97, entre elas o teto mais alto e a porta lateral corrediça. Além disso, essa versão Carat, desenvolvida para fazer frente às vans coreanas que invadiam o mercado na época, trazia um acabamento mais elaborado e um motor AP 1.8 refrigerado à água, montado na traseira. Meses mais tarde a versão Carat fez-se disponível no mercado, porém ainda movida pelo velho motor boxer 1600 refrigerado a ar.

Desempenho[editar | editar código-fonte]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 22,7 / 19,0(na versão álcool)
  • Velocidade máxima (km/h): 120 (no gás natural)

Kombi Carat com refrigeração a água (2006-2013)[editar | editar código-fonte]

Modelo 2006,nova frente
Modelo 2006, novo motor 1,4l Flex
Modelo 2006, novo painel de instrumentos

Dimensões externas[editar | editar código-fonte]

  • Comprimento (mm) 4505;
  • Distância entre eixos (mm) 2400;
  • Largura (mm) 1720;
  • Altura (mm) 2040.

Compartimento de carga[editar | editar código-fonte]

  • Volume (módulos VDA) (litros):
  • Até nível do encosto traseiro - 1405;
  • Até nível do encosto dianteiro - 2880;
  • Atrás do banco dianteiro até o teto - 4806.

Pesos[editar | editar código-fonte]

  • Em ordem de marcha (kg): 1297;
  • Carga útil máxima (kg): 1000.

Motor[editar | editar código-fonte]

  • Traseiro, refrigerado a água (EA 111), movido a álcool, gasolina ou ambos em qualquer proporção (Flex)
  • Cilindrada: 1390 cm³ (1,4l)
  • Potência líquida máxima (Kw(cv)/rpm) G - 57 (78) / 4800, A - 59 (80) / 4800
  • Torque líquido máximo (kgfm/rpm) G - 123 (12,5) / 3500, A - 125 (12,7) / 3500

Desempenho[editar | editar código-fonte]

  • Aceleração de 0 a 100 km/h (s): G - 22.7, A - 19.8
  • Velocidade máxima (km/h): 131

Gerações[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Volkswagen Kombi

Referências

  1. Sítio do filme, acessado em 24 de dezembro de 2009
  2. Modelo do veiculo utilizado no filme Little Miss Sunshine, Fox Search Light, acessado em 24 de dezembro de 2009

Ligações externas[editar | editar código-fonte]