Volkswagen Gol

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Volkswagen Gol G5/Novo Gol
VW Gol NF Trendline front - 2008 Montevideo Motor Show.jpg
Visão Global
Nomes
alternativos
Volkswagen Pointer
(Europa)
Produção 1980 — Presente
Fabricante Volkswagen
Modelo
Classe Supermini (A)
Carroceria Hatchback
Ficha técnica
Motor AE-1000/CHT 1.0 8V (52 cv)
AE-1600/CHT 1.6 8V (82 cv)
AT-1000 1.0 8V (57 cv)
AT-1000 1.0 16V (69 cv)
EA-111 1.0 8V Flex (71/72cv)
EA-111 1.0 8V (65cv)
EA-111 1.0 16V (76 cv)
EA-111 1.0 16V Turbo (112 cv)
1300 Boxer (1.3, 47 cv)
1600 Boxer (1.6, 65 cv)
MD-270 1.5 8V (78 cv)
MD-270 1.6 8V (81 cv)
EA-827 AP-1600 8V (1.6, 75 - 99 cv)
EA-827 AP-1800 8V (1.8, 91 - 106)
EA-827 AP-2000 2.0 8V (112 - 125 cv)
EA-827 AP 2.0 16V (145 - 153 cv)
EA-111 VHT 1.0 8V Flex (72/76 cv)
EA-111 VHT 1.6 8V Flex (99/104 cv)
Transmissão 4 Marchas, manual (motor Boxer)
5 Marchas, manual
5 Marchas, I-Motion Automatizado
Layout FF
Modelos relacionados Volkswagen Voyage
Volkswagen Parati
Volkswagen Saveiro
Fiat 147
Fiat Uno
Chevrolet Corsa
Fiat Palio
Chevrolet Celta
Ford Fiesta
Ford Ka
Ford Escort Hobby
Renault Sandero
Renault Clio
Cronologia
Último
Último
Volkswagen Brasília
Volkswagen Up!(para versão G4)
Próximo
Próximo
Volkswagen Gol Sedan 1ª Geração Mexicana (Vendido no Brasil como Voyage 2ª Geração)

Volkswagen Gol ou simplesmente Gol, é um automóvel da fabricante Volkswagen desenhado no Brasil e comercializado em vários países sob diversas designações, dentre eles México e Argentina. Ocasionalmente pode ser confundido com o Volkswagen Golf, outro modelo fabricado pela empresa.

Lançado em 1980, é considerado um dos maiores sucessos da Volkswagen do Brasil de todos os tempos. É também o primeiro e único carro brasileiro a ultrapassar a marca de 5 milhões de unidades produzidas até hoje, tornando-se, em fevereiro de 2009, o primeiro e único a superar o Fusca em vendas. Pioneiro a tornar-se modelo de entrada da marca Volkswagen do Brasil em mercados internacionais, e é o modelo mais exportado da história do Brasil, com mais de 1 milhão de unidades vendidas para mais de 50 países, embora nunca tenha sido comercializado na Europa, devido à presença do Volkswagen Polo, que, apesar do preço alto no Brasil, é do mesmo segmento que o Gol.

Em 2010 a frota nacional do Gol atingiu 5.152.655 unidades, incluindo todas as versões em circulação do veículo. No mesmo ano, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg) divulgou em pesquisa que o Gol é o veículo mais roubado do Brasil com 21.907 registros.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

O Gol surgiu a partir da necessidade de se criar um sucessor para o Fusca após a segunda metade dos anos 1970 para enfrentar outros veículos com projetos modernos como Fiat 147 e Chevrolet Chevette. Os veículos produzidos pela matriz europeia não atendiam as necessidades do mercado brasileiro devido às condições de estradas e hábitos dos consumidores, exigindo assim uma plataforma mais resistente. O departamento de engenharia da Volkswagen, localizada na Fábrica II, no bairro paulistano de Vila Carioca, passou a desenvolver o projeto desta plataforma com base no primeiro Polo, que fora, por sua vez, projetada na Alemanha, há alguns anos antes por Phillip Schmidt, que na ocasião, atuava na Volkswagen brasileira como diretor de Pesquisa e Desenvolvimento.

O projeto BX se deu início em maio de 1975, após Schmidt vencer a resistência da matriz alemã devido aos insucessos dos veículos brasileiros SP-2 e o TL, e retirou inspiração no cupê esportivo Scirocco, que por sua vez, fora baseado no Golf. O nome Gol veio da tendência em que a Volkswagen tinha de dar nomes aos veículos associados a esportes (Polo, Golf, Derby). Assim, este veículo adotou um nome baseado à paixão do brasileiro pelo futebol

Uso em rallys de velocidade sem reforços estruturais: a fama de robustez[editar | editar código-fonte]

Segundo o jornalista e ex-piloto Bob Sharp, a Volkswagen deu início ao trabalho de preparação dos Gols para participação em ralis de velocidade em 1984, observando as exigências de resistência para a participação neste tipo de prova, como estradas de terras precárias e a necessidade de se trafegar em alta velocidade. A Engenharia de Chassi da VW foi insistente em dizer que não seriam necessários reforços adicionais nas estruturas devido ao fato da estrutura do Gol ter sido superdimensionada.

Para a surpresa da comissão técnica e do público em geral constatou-se, durante o Rally del Lago, no Uruguai, em fevereiro de 1985, que o veículo não possuía reforços em sua estrutura nem na suspensão, o que sempre pode ser confirmado a cada operação de alinhamento de rodas.

No entanto, o uso em rallyes pressupunha a troca integral do monobloco do veículo a cada ano devido às inevitáveis rachaduras junto à coluna A (sustentação da porta). Mesmo assim, por não ser o Gol excessivamente caro para essa operação, passou a ser um dos carros mais utilizados nessa modalidade. Outra modificação que logo passou a ser efetuada por equipes independentes foi a duplicação das bandejas de suspensão dianteira, encaixando duas peças, soldando-as, aumentando assim sua resistência.

Primeira geração[editar | editar código-fonte]

Gol G1/Gol Quadrado
Gol de 1981
Gol 1984

Modelo Gol do fim da década de 1980 da primeira geração.
Visão Global
Produção 19801996
Fabricante Volkswagen
Modelos relacionados Volkswagen Voyage
Volkswagen Parati
Volkswagen Passat
Cronologia
Último
Último
Volkswagen Fusca
Volkswagen Brasília
Gol 2ª geração (1994 - 2008)
Próximo
Próximo

1980[editar | editar código-fonte]

Estreou com motor carburado de corpo simples e arrefecido a ar, herdado do Fusca, um 1300 apelidado de "Gol Chaleira", devido ao barulho característico proveniente do motor, com a opção da utilização de gasolina ou álcool como combustível. Era disponível em duas versões: Básica e L.

Foi lançada em 1981 a versão com motor 1600, também arrefecido a ar, devido às constantes reclamações de baixo desempenho do motor 1300. A instalação do novo motor 1600 resultou na retirada da Brasília do mercado no ano seguinte. A versão básica passava a se chamar S e a versão L passava a se chamar LS. Por fora, além de novos emblemas, reportagens da época já destacavam que uma das poucas alterações visuais para o Gol 81 eram os piscas traseiros na cor âmbar (apenas em 1980 eles eram vermelhos).

No ano seguinte surgiu a série especial chamada Gol Copa, com rodas de liga leve, para-choques na cor do veículo, forração especial, faróis de neblina e outros acessórios em homenagem à Copa do Mundo de Futebol deste ano.

Em 1984 foi criada a nova versão BX. EM 1985 as versões S e LS ganhavam nova frente e motor com refrigeração a água (MD 270) com 4 ou 5 marchas. Surge a versão GT 1.8 de 99cv, em 1986 esse motor foi substituído pelo AP-1800 (Alta Performance). Curiosamente o Gol GT jamais teve aerofólio, mas vinha com a inscrição "GT" serigrafada em branco em toda a área inferior do vidro traseiro.

Uma importante e fundamental mudança em 1985 para o Gol: a VW passou a ofertar o motor arrefecido a água do Passat. Essas versões traziam faróis, grade, lanternas dianteiras e para-choques idênticos ao Voyage, abandonando os faróis dianteiros sem piscas que invadiam a lateral do carro. O estepe, que era abrigado no compartimento do motor, passou a ser alojado no porta-malas.

A versão refrigerada a ar ficou como um modelo de entrada, ainda denominado Gol BX. Uma diferença bem visível em relação ao modelo a água era nas lanternas traseiras; a posição de ré não possuía lâmpadas e tinha a lente de cor laranja, a mesma dos piscas traseiros.

A produção do Gol BX perdurou até o fim de 1986. As versões do Gol que utilizavam o motor arrefecido a água tinham a denominação S ou LS, tendo variações de acabamento. Esse foi o último ano com a opção do Gol refrigerado a ar.

1987[editar | editar código-fonte]

Ocorre a primeira reestilização da primeira geração. O Gol ganha frente levemente mais baixa com capô redesenhado, novos faróis, grade, para choques envolventes, novas lanternas dianteiras e traseiras, essas agora com alojamentos para 6 lâmpadas em cada lado, embora o Gol GTS (e futuramente o GTi) viesse com 5 lâmpadas em cada lado e as demais versões com apenas 3 lâmpadas em cada lado. O Gol GT é substituído pelo Gol GTS com alterações no 1.8, que passou a ter somente o álcool como opção, pois o modelo a gasolina deixava muito a desejar em questão de desempenho para um carro "dito esportivo". Interessante o fato de a Volkswagen insistir que o Gol GTS tivesse apenas 99cv de potência apesar de estimativas indicarem que ele tivesse entre 105cv e 109cv. Se a Volkswagen admitisse a maior potência, o carro seria taxado com maior imposto, daí o fato de o motor ter a potência nominal tão baixa. O GTS é o primeiro Gol a vir com aerofólio de fábrica. Muda também a nomenclatura das demais versões: a S vira CL, e a LS vira GL. Em virtude do empréstimo compulsório estabelecido pelo governo para conter a alta do consumo decorrente do congelamento de preços imposto pelo Plano Cruzado, surge uma versão C, ainda mais básica que a CL, com câmbio de 4 marchas e apenas na cor branca e a álcool, destinada a frotas e órgãos governamentais, que durou apenas até o início de 1988.

Gol 1987-1990


1990 Volkswagen Gol 1.8 GTS

Um ano depois da primeira reestilização externa, o Gol deixa de usar o painel de instrumentos baseado no da Variant II e ganha dois painéis: um mais simples, baseado no do Santana CL e um outro mais sofisticado (o Satélite) para as versões superiores GL e GTS. Os retrovisores subiram para a área das janelas das portas, e as colunas dos quebra-ventos foram um pouco recuadas para trás. Ao final deste ano, no Salão do Automóvel de São Paulo, é lançado o Gol GTi, primeiro carro nacional com injeção eletrônica.

O motor 2.0 do GTi (AP-2000i), somente a gasolina, tinha 120cv. No final do ano o Gol na versão CL perdeu o consagrado motor AP-1600, para usar um outro derivado do 1.6 CHT da Ford —que passou a ser chamado de AE-1600 (Alta Economia)— por causa das modificações na sua estrutura e união com este fabricante, uma joint venture denominada Autolatina. O Gol ficou um pouco menos potente mas com mais torque em baixas rotações, ao mesmo tempo em que alcançava menor consumo, atingindo a marca de 12,5 km/l na estrada no modelo CL. Para a versão GL ficou disponível apenas o motor AP1.8

1991[editar | editar código-fonte]

Em 1991, ocorre a segunda reestilização da primeira geração, apelidada de "Gol Quadrado". A grade dianteira, os faróis e as lanternas dianteiras (agora com refletivo lateral âmbar em cada uma) ficam mais estreitos, para atender também ao padrão norte-americano, já que o modelo derivado do Gol, o Voyage, ainda era exportado para lá com o nome Fox. Tanto que no Fox o refletivo âmbar dava lugar à luz de posição lateral cor de âmbar. Na traseira as mudanças são bem discretas: os vincos em baixo-relevo existentes na tampa do porta-malas do Gol passam a ser bem mais suaves e os emblemas que ali estão ganham nova grafia. Dessa vez os para-choques e as lanternas traseiras do Gol não mudam. O Gol GTi ganha novas cores, ao invés de ser oferecido apenas na cor azul como ocorria de 1988 a 1990. Mesmo com a reestilização da linha Gol, a VW insiste em oferecer o Gol GTS com as lanternas tricolores.

Gol 1991-1994 (face lift)


VWGOLtraseira.jpg

Em 1992, ano em que todas as versões recebem catalisador no escapamento (e com um pequeno emblema "catalisador" na traseira direita), são disponíveis duas versões CL, ambas com o mesmo motor AE 1600. Uma mais simples, com painel sem relógio nem hodômetro parcial, volante de plástico rígido, revestimentos das portas em plástico e rodas de 13 polegadas com pneus 155, e que foi comercializada apenas nesse ano, enquanto não era lançado o Gol 1000. A outra, mais sofisticada, com interior mais parecido com o do GL, exceto pela ausência do painel satélite, revestimento das portas em tecido, e rodas de 13 polegadas com pneus 175. No final do ano, a versão CL voltou a ser única, com o acabamento mais pobre.

Em 1993 é lançado o Gol 1000. A Autolatina converte o AE 1600 para AE 1000, com isso passou a ser fabricado Gol CL com o AE 1600, e Gol 1000 com o AE 1000. Devido ao incentivo fiscal, o Gol 1000 com motor AE 1.0 de apenas 50 cv passou a ser o mais vendido por ter um custo inferior aos demais. Esse modelo foi fabricado até o fim de 1996. No final do ano, o motor AP 1600 voltou a ser disponível para a versão CL.

Em 1994 o plástico dos para-choques de toda linha Gol passa a ser na cor cinza.Foi lançada a última série especial da primeira geração, o Gol Copa, em alusão à Copa dos EUA, e comercializado apenas na cor azul claro metálico(1994). Este foi o último ano de fabricação da primeira geração do Gol motor 1600 4 marchas, exceto para o Gol 1000 que continuaria a ser fabricado até 1996, convivendo com o Gol da segunda geração. Em 1994 o Gol 1000 passava a ser ainda mais simplificado para que ficasse ainda mais competitivo no mercado de populares. Externamente suas únicas mudanças nesse ano foram a perda de seus frisos nas laterais e as lanternas dianteiras que passaram a ser totalmente na cor âmbar, e assim seguiria até o fim de sua fabricação.

Segunda geração - Gol G2[editar | editar código-fonte]

Gol G2 / Gol Bolinha
Volkswagen Gol 2da geração.jpg
Gol2edit
Gol geração 2, o popular "Gol bola".
Visão Global
Produção 19942005
Fabricante Volkswagen
Modelos relacionados Volkswagen Voyage
Volkswagen Parati
Cronologia
Último
Último
Gol 1ª geração
Gol 3ª geração
Próximo
Próximo

A segunda geração, conhecido como Projeto AB9 e apelidado como "Gol Bolinha", trazia uma carroceria totalmente nova, moderna que apresentou linhas mais arredondadas em relação à versão anterior, assim ganhando do público o apelido de "Gol Bola" no Brasil. Apesar da Volkswagen apresentar um projeto de carroceria novo, a plataforma era basicamente a mesma adotada em sua primeira geração, ajudando a manter soluções praticamente idênticas no que diz respeito a suspensão, motorização e freios.

Foi lançado nas versões 1000i, 1000i Plus além das CL, GL e GTI (agora com "I" maíúsculo), nas versões de motorização 1.0, 1.6, 1.8 (opcionalmente no modelo CL) e 2,0 litros, respectivamente. O Gol de geração anterior, ou o "quadrado", também fazia parte da família e não saiu de linha, se mantendo como carro de entrada da marca. A única opção da carroceria tinha motor 1.0.

Em 1995 o Gol CLi 1.6 saiu com 86cv de potência, e já em 1996 o mesmo Gol CLi saia de fábrica com apenas 81cv de potência, tornando um fato bastante curioso, porém explicado pela necessidade de adequação às normas antipoluição para homologação.

Foi lançado o Gol GTI (1996) com motor 2.0 16V e 145cv, que trazia um discutível calombo no capô para poder comportar o (largo e alto) cabeçote no motor, que não caberia ali sem tal adaptação uma vez que o bloco era do Golf 1.8 alemão. Já o Gol GTi 8V de 120cv (gasolina), na época lutava contra os modelos Uno Turbo i.e, Kadett GSi e Escort XR3. Também foi lançado neste ano o Gol TSi, que tinha a missão de suceder os antigos modelos GTS, e não obteve sucesso pois apresentava somente alterações estéticas sem mudanças drásticas no motor, que seguia a mesma linha dos motores 1.8.

Em 1997 seu motor passou a possuir injeção eletrônica multiponto de combustível em todos os motores desta linha e houve também alteração em suas nomenclaturas. O modelo CLi por exemplo passou a ser denominado como 1.6 CL MI.

Houve também uma alteração na motorização do modelo TSi com motor 2.0, passando de 109cv da versão GTI 8V, para 111cv nesta nova versão. Neste mesmo ano é oferecida a versão GL também com opção de motor 1.6, que até então possuía motor somente 1,8 litro.

Séries especiais[editar | editar código-fonte]

Rolling Stones[editar | editar código-fonte]

O primeiro lançamento da série especial do Gol Segunda Geração foi a Rolling Stones, em alusão à apresentação da banda no festival Hollywood Rock 95.

Atlanta[editar | editar código-fonte]

É lançado em 1996 em homenagem às Olimpíadas sediada na cidade americana de Atlanta. Teve versões com motor 1.6i e 1.8i. A série Atlanta também teve espaço no catálogo da Parati.

Star[editar | editar código-fonte]

A primeira versão da série Star foi feita em 1989. Nesta foram fabricados apenas nas cores vermelho e branco. O interior possuía bancos comuns às versões CL e GL, porém com forração especial inclusive nas portas e laterais, de tons cinza e vermelho com o logo Star nos bancos dianteiros. Possuía quadro de instrumentos com conta giros e relógio digital igual ao do Gol GTS, porém o painel em si era o mesmo da versão CL em tom cinza. Sua motorização AP-1800 a gasolina ou álcool, câmbio, sistema de escapamento com silencioso de dupla ponteira, carburação e freios eram os mesmos do Gol GTS. Já os faróis e lanternas vinham da versão GTi: fumês na traseira e brancos na dianteira. Possuía os borrachões laterais pretos da versão GL da época com charmosos frisos brancos que também eram utilizados nos dois para-choques. Possuía ainda frisos cromados em volta dos retrovisores externos. Estes com as capas dos mesmos pintadas na cor do carro, inclusive a grade de refrigeração que o identificava de longe. Tinha ainda os adesivos especiais nos paralamas dianteiros e na tampa traseira com a inscrição Star 1.8, vidros verdes, desembaçador, lavador, limpador traseiro, ar quente e rodas de aço aro 13 com calotas iguais do Gol GL na cor branca. Os acessórios e opcionais mais comuns ao Gol Star 1989 eram as rodas Pingo d'água aro 14 dos modelos GTi e GTS, volante "4 bolas" do Santana, faróis auxiliares embutidos na parte inferior do para-choque a cor original era vermelho tornado e branco star. A segunda versão do modelo renasceria em 1998 lançado com motorização AP 1.6 a gasolina com Injeção MI, apresentava vidros verdes, ar quente, limpador, lavador e desembaçador traseiro, aerofólio e saias esportivas, faróis do Gol GTi com auxiliares embutidos à parábola dando um belo diferencial a versão, porém no interior era básico, era o modelo esporte do Gol, fabricado em 5 cores principais, vermelho, prata, branco, vinho e azul.

Terceira geração - Gol "G3"[editar | editar código-fonte]

Gol G3
Gol "G3" 2003
Gol "G3"
Visão Global
Produção 19992005
Fabricante Volkswagen
Cronologia
Último
Último
Gol 1ª geração
Gol G4
Próximo
Próximo

Chamado de "Gol G3", o Gol sofreu profundas mudanças estéticas, a primeira reestilização do Gol AB9 recebeu o nome comercial de Geração III e começou a ser vendido em 1999 como modelo 2000. Mudanças visuais foram feitas em sua dianteira, traseira e interior, além de um novo jogo de rodas e calotas. No mais, a estrutura básica do veículo continuou a mesma, continuando a ser um Gol Geração II.

Foi lançado nas versões duas e quatro portas e foi abolida as nomenclaturas como CL, GL, etc, e optou-se pelo lançamento de pacotes de opcionais (Básico, Luxo, Conforto e Estilo) encontrados em qualquer motorização. Logo, seria possível encontrar um modelo 1.0 8V mais equipado do que uma versão 1.8, por exemplo.

As versões de motorização disponíveis eram: 1.0 8 válvulas, 1.0 16 válvulas, além de haver 1.6 a gasolina e posteriormente, 1.6 a álcool; 1.8 e 2.0. Na 3º Geração do Gol também era disponível a versão GTI, que possuía um motor 2.0 16 válvulas, cujo o cabeçote era importado da Alemanha. Esse propulsor rendia bons 153 cavalos de potência, algo que podia fazer com que o Gol rompesse facilmente a barreira dos 200km/h.

Em 2001, foi lançada a versão 1.0 16V Turbo, com 112cv de potência. Esse sim, possuía comando de válvulas variável, o que permitia ter um bom torque em diferentes regimes de rotações. Esse motor superalimentado, levava o Gol aos 193km/h de velocidade máxima. A força do turbo se fazia presente a partir das 2900 rpm e com um torque de 15,8kgfm. O motor 1.0 16 válvulas da Volkswagen, foi considerado o motor 1.0 mais tecnologicamente avançado na época em que foi desenvolvido.[carece de fontes?]

2002: A linha Gol sofre pequeníssimas alterações: Por fora o Gol ganha apenas novos para-choques e nova grade, e seus derivados, Parati e Saveiro, passaram pelas mesmas mudanças, além de ganharem novas lanternas traseiras (exceto o Gol) e novas tampas do porta-malas (Parati) e da caçamba (Saveiro).

2003: É lançado o primeiro veículo bicombustível do Brasil: O Gol Power 1.6 Total Flex, que pode funcionar com álcool, gasolina, ou qualquer mistura destes combustíveis. Em 2005, o Gol popularizou a tecnologia bicombustível no Brasil, pois nesse ano, a Volkswagen passou a oferecer o Gol 1.0 bicombustível. O Gol, foi o primeiro veículo 1.0 no Brasil a oferecer a tecnologia bicombustível.

Gol 1.0 16V Turbo

Modelo deste automóvel que perdurou entre os anos 2000 e 2003, equipado com motor AT 1.0 16V turbinado, já possuía design de lanternas e para-choques diferenciados que destacaram este modelo. Design que foi reutilizado no modelo Power, destacando também aquela versão.

Séries especiais[editar | editar código-fonte]

Gol Série Ouro[editar | editar código-fonte]

O veículo base é o Gol 2 / 4 portas, motor 1.0, 16V, ano/modelo 2000. Seus equipamentos remetem ao que há de mais atual na época, além do diferenciado adesivo comemorativo das Olimpíadas nas laterais.

O painel de instrumentos é na cor preta. Sua direção é hidráulica de série e o volante é de 360mm. Os vidros verdes escurecidos, antena no teto e aerofólio traseiro com break-light valorizam o seu estilo esportivo.

Possui console central integrado com extensão traseira, porta-copos e porta-objetos acelerador eletrônico.

Gol Sport[editar | editar código-fonte]

Apesar do nome e de possuir a motorização 1.0 de 16 válvulas, foi lançado em alusão à Copa do Mundo de 2002. Entre os itens de série estão o CD Player, antena no teto, banco do motorista com regulagem de altura, aerofólio na cor do veículo com break-light, vidros escurecidos, faróis com duplo defletor e máscara negra, faróis e lanternas de neblina, lanterna traseira fumê e grade dianteira na cor do carro, acelerador eletrônico E-Gás.

Gol Fun[editar | editar código-fonte]

Série tendo como diferencial cores vivas, máscara dos faróis na cor do veículo, rodas de 14 polegadas e faróis de neblina. Os opcionais era os mesmos de toda a linha.

Gol Highway[editar | editar código-fonte]

Motorização 1.0 de 16 válvulas e 77 cavalos, foi lançado com cor característica (Verde Highway) onde seus pigmentos fazem a variação desde verde musgo até o dourado, de acordo com a incidência de luz.

GOL City e City Total flex[editar | editar código-fonte]

Lançado em 2004 com pequenos diferenciais básicos, compartilhava o mesmo painel e tabelier da versão GII (bolinha) porém na cor preta e moderno motor EA111 1.0 8V que equipa a linha Gol e Fox. Em 2005, foi lançada a versão City 1.0 8V Total-Flex com a mecânica igual a do modelo GIV.

Gol Rallye[editar | editar código-fonte]

Em 2005 foi lançado o Gol Rallye com suspensão elevada, rodas de liga leve de série e alguns acessórios.O motor que equipava essa versão era o AP 1.8, 8 válvulas, os bancos e painel eram personalizado e o diferenciava das demais versões do Gol.

Quarta geração - Gol "G4"[editar | editar código-fonte]

Gol G4
VW Gol Plus 2007 with Total Flex logo
Volkswagen Gol Trendline Plus
Visão Global
Nomes
alternativos
Gol
Produção 2005 - 2013
Fabricante Volkswagen
Modelo
Carroceria Hatch
Ficha técnica
Motor 1.0, 1.6 e 1.8
Transmissão Manual
Modelos relacionados Volkswagen Voyage
Volkswagen Parati
Tanque 280l
Consumo Flex
Cronologia
Último
Último
Gol G3
Gol G5
Próximo
Próximo

Chamado comercialmente de "Geração 4", o Gol (ainda da segunda geração) sofre novas alterações (face lift): novas dianteira e traseiras, novo painel (seguindo a tendência dos automóveis "de entrada" da marca), com leve empobrecimento no acabamento interno, devido à presença do Polo no mercado e suspensão mais elevada. Disponíveis nas versões City, Plus, Power. Em setembro e outubro de 2006 o seu principal concorrente Fiat Palio passou em números de vendas, contudo o Gol fechou o ano como o carro mais vendido do país. Em agosto de 2007, novamente o Palio volta a passar o VW Gol. A Volkswagen continua a deixar a desejar no quesito acabamento e conforto mesmo com as alterações na nova linha do Gol "G4" / 2008, onde o carro teve pequenas mudanças na suspensão e no motor passando de 71cv a 75cv. Desde seu lançamento a estabilidade de sua suspensão é muito elogiada. O Gol "G4" continuou sendo produzido como versão de entrada do modelo, até dezembro de 2013,[1] apenas com motor 1.0.

Séries especiais[editar | editar código-fonte]

Gol Copa

Gol Copa[editar | editar código-fonte]

Em 2006 foi lançado uma série especial limitada em 16000 unidades em homenagem a seleção pentacampeã brasileira, disponíveis nas cores vermelho Flash, amarelo Solar e branco Glacial, cinza Cosmos e prata Light, e com motorização 1.0l 8V Total Flex (68cv - 71cv) e 1.6 8V - Total Flex (97cv - 99cv). Foi o primeiro modelo da linha Gol a adotar a grade frontal no formato em "V" pintado em preto fosco.

Gol Rallye[editar | editar código-fonte]

No ano de 2007 foi a vez do Gol Rallye, dotado de para-choques novos na cor cinza com faróis integrados, faróis com máscara negras, molduras nas caixas de rodas, bancos e volante diferenciados. O motor 1.6 Totalflex atinge até 103 cv.

Gol Power com interior do Geração 3[editar | editar código-fonte]

Em 2008 foi acrescentado a lista de opcionais do modelo o pacote Air bag duplo, dotado de um interior mais sofisticado na cor cinza escuro. Suas vendas foram limitadas a frotistas.

Quinta geração - Gol "G5"[editar | editar código-fonte]

O Novo Gol foi lançado no dia 29 de junho de 2008, que corresponde a verdadeira terceira geração. O modelo do Novo Gol teve suas características externas e internas renovadas, e por isso é conhecido como a 5ª geração do Gol, totalmente renovada em relação a 4ª, inclusive em relação à plataforma, que passou a ser a mesma de Polo e Fox, essa lançada em 2002 no Polo. Porém, a montadora não adota a nomenclatura G5 ou qualquer aproximação para este veículo e sim, Novo Gol.

Esse carro é equipado com motor transversal EA111 em duas opções bicombustível 1.0 e 1.6.[2] [3] Inicialmente, nessa geração, está disponível apenas com cinco portas, convivendo com a segunda geração reestilizada, chamada geração IV, disponível em três ou cinco portas, nas versões 1.0, Ecomotion 1.0 e Titan 1.0. A linha "geração V" contava no lançamento com sete opções de cores: dois tons de cinza, dois de vermelho, preto, branco e prata.[4] A suspensão traseira é igual à da segunda geração, enquanto a dianteira é mais resistente à torções. A coluna de direção é nova e o câmbio, o mesmo do Fox (com relação do diferencial alongada). Como novidade, além do compartilhamento de plataforma com Polo e Fox, entre os opcionais estão o air-bag duplo (a segunda geração não podia ter airbag para o passageiro) e freios tambor.

Em 2009, o Novo Gol ganhou uma versão automatizada vendida no nome I-Motion, que foi inicialmente lançada no Polo, logo em seguida chegando ao Gol e ao Voyage. O I-Motion é o sistema criado pela Magneti Marelli, usado também pela Fiat, com o nome de Dualogic com diferenças de calibração escolhida por cada loja.

O lançamento[editar | editar código-fonte]

A festa de lançamento teve como um dos pontos altos da apresentação um desfile de 20 cães da raça vira-lata em alusão às antigas campanhas publicitárias do Gol em que o esse tipo de cão aparecia, onde se ressaltava a confiança e lealdade que o veículo emana de forma semelhante a desta raça de cão.

Séries especiais[editar | editar código-fonte]

Gol Rock in Rio[editar | editar código-fonte]

Também presente na linha Fox, alusiva ao evento na cidade do Rio de Janeiro. Vinha com sistema de som com MP3, entrada USB e Bluetooth de série, rodas aro 14" em grafite, adesivos na lateral alusivos à versão e motor 1.6. Vendido nas cores vermelha sólida, azul metálico e branco.

Gol Seleção[editar | editar código-fonte]

Alusiva à Seleção brasileira de futebol, tinha faixas laterais alusivas à versão, rodas 14" em grafite, bancos exclusivos com o escudo da CBF bordado, sistema de som com MP3, USB e bluetooth e motor 1.0. Foi limitada a 3000 unidades.

Gol Vintage[editar | editar código-fonte]

Série limitada a 30 unidades, comemorando 30 anos do Gol no mercado. Bancos de couro com apliques brancos, rodas aro 16", volante com comandos do sistema de som, Airbag duplo, ABS. Vinha somente na cor Branca, com faixas pretas pintadas no teto e tampa do porta-malas. Custava R$55.000.

Gol 25 anos[editar | editar código-fonte]

Kit que comemorava os 25 anos do modelo na liderança de mercado no Brasil. A se destacar, vinha apenas com faróis com máscara negra, novas calotas, bancos em tecido exclusivo e um brasão alusivo à versão nos paralamas. Tinha motor 1.0, apenas.

Carroceria[editar | editar código-fonte]

O Gol de terceira geração foi testado pelo instituto Latin-NCAP, que avalia o nível de proteção dos veículos vendidos na América Latina, no caso de uma colisão. O Gol sem airbag recebeu, em proteção para adultos, apenas 1 estrela de 5 possíveis no teste, caracterizando morte certa do motorista, enquanto o modelo equipado com airbag duplo recebeu 3 estrelas de 5 possíveis. Na proteção para crianças, o modelo recebeu apenas 2 estrelas de 5. Foram resultados muito ruins, mas infelizmente ficaram na média dos resultados de outros modelos de sua faixa de preço no Brasil, como por exemplo o Fiat Palio, principal rival no mercado.

Motor[editar | editar código-fonte]

O motor é o EA-111 VHT, que na versão 1.6 já equipa o Polo e o Fox. Na versão 1.0 é o mesmo do Fox 2009 com 9,7/10,6 kgfm (gasolina/álcool) de torque a 3.850 rpm abastecido com álcool e 72/76 cv (gasolina/álcool) a 5.250 rpm.[5]

Gol Rallye[editar | editar código-fonte]

Em 2010, a versão atual do Gol Rallye foi lançada com suspensão elevada, pneus de uso misto, e herdou o para-choques da Saveiro Cross.[6]

Séries especiais ilimitadas[editar | editar código-fonte]

Por ser um projeto relativamente recente, o Gol GV ainda não teve muitas séries especiais. Uma delas é o Gol Vintage, série comemorativa em alusão aos 30 anos do primeiro modelo. Essa série teve poucas unidades produzidas e vinha com uma guitarra Tagima no porta-malas, além de rodas estilo BBS, pintura branca e adesivos exclusivos na tampa traseira entre as lanternas e nas portas e motor 1.6 VHT. Outra é o BlackGol, série que marca o fim do primeiro modelo e a chegada da primeira versão reestilizada da terceira geração. Essa série tem todas as unidades na cor preta, rodas pintadas na cor grafite e motor 1.0 VHT. Completando as séries especiais, há ainda o Gol Seleção, com motor 1.0 e adesivos externos, em alusão à Copa do Mundo de 2010, além do Gol Rock in Rio, que vinha na cor vermelha, com motor 1.0 e adesivos nas portas, em alusão ao evento ocorrido na cidade do Rio de Janeiro.

Reestilização - Novo Gol 2013 - Gol G6[editar | editar código-fonte]

Novo Gol G6
Visão Global
Nomes
alternativos
Gol
Produção 2012 — Presente
Fabricante Volkswagen
Modelo
Carroceria Hatch
Modelos relacionados Volkswagen Voyage
Volkswagen Parati
Volkswagen Saveiro
Volkswagen SpaceFox
Dimensões
Comprimento 3.895 m
Entre-eixos 2.465 m
Largura 1.656 m
Altura 1.464 m
Peso 961 kg
Tanque 285 litros
Último
Último
Próximo
Próximo

O Gol G5.B recebeu nova frente, especificando os faróis, iguais ao do Volkswagen Fox, Volkswagen Jetta etc. Esse novo modelo, lançado em 2012 como modelo 2013, tem os motores 1.0 VHT "TEC" e 1.6 EA111

Volkswagen Voyage no Mexico onde é comercializado o nome de Gol Sedan

(podendo receber câmbio i-motion) sendo ambos Flex com injeção eletrônica e câmbio manual com 5 marchas. A versão Power (1.6) possui um motor de 104 cv, torque de 15,6 Kgfm. A marca optou por não chamar essa reestilização de G6, mas apenas "Novo Gol", embora alguns concessionários insistam em usar o apelido "G6" como estratégia de marketing, que por enquanto não emplacou, devido ao fato de a nova "geração" não passar de um facelift.

Gol de 2 portas[editar | editar código-fonte]

Em meados de outubro/novembro de 2012, foi lançada a carroceria de três portas pela primeira vez na terceira geração do Gol, já com a reestilização da linha 2013, quebrando um hiato de quatro anos sem a Volkswagen oferecê-la na geração mais nova, embora ainda continuasse sendo vendida a antiga "G4" três portas em versão básica e Ecomotion, ambas com motor 1.0.

Highline[editar | editar código-fonte]

Em março de 2013 é lançada a linha 2014 com a nova versão Highline, topo de linha, com uma série de itens de série que no modelo anterior, o Power, eram opcionais.

Gol Rallye[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2013 é lançada a nova versão aventureira com novas rodas exclusivas e motor 1.6.

Gol Track[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2013 é lançada a versão Track com estilo aventureiro, motor 1.0 e para-choque igual ao da Saveiro G6 Trooper, o que o distingue das demais versões do gol.

Seleção[editar | editar código-fonte]

Serie especial lançada em novembro de 2013 com motor 1.0 ou 1.6 com rodas exclusivas modelo Thor aro 15 e adesivos alusivos a copa do mundo de 2014.

Inovações tecnológicas[editar | editar código-fonte]

O Gol foi protagonista de diversas inovações tecnológicas na indústria automobilística brasileira nas últimas décadas:[7]

  • Primeiro carro brasileiro a utilizar o sistema de injeção eletrônica de combustível no Gol GTi 2.0, no final de 1988.
  • Primeiro carro nacional com motor 1.0 e 16 válvulas, em 1997.
  • Primeiro carro nacional com motor Flex (alcool, gasolina ou os dois misturados), denominado Total Flex em 2003.

Premiações[editar | editar código-fonte]

Notas e Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Volkswagen Gol

Ligações externas[editar | editar código-fonte]