Fiat Uno

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Fiat Uno
Visão Global
Nomes
alternativos
Tofas Uno
Produção Europa 1983-1993
Brasil: 1984 - presente
Fabricante Fiat
Modelo
Classe Compcacto
Carroceria Hatchback
Designer Centro Estilo Fiat para América Latina
Centro Estilo Fiat da Itália
Ficha técnica
Motor Fire 1.0 Evo 8V Flex
Fire 1.4 Evo 8V Flex
Plataforma Fiat Panda
Transmissão 5 marchas, manual
Modelos relacionados Fiat Prêmio

Fiat Elba Fiat Fiorino
Fiat 147 Fiat Tipo Fiat Tempra

Dimensões
Comprimento 3.770 mm
Entre-eixos 2.376 mm
Largura 1.656 mm
Altura 1.548 mm
Tanque 48 litros
Consumo Uno Mille Economy 1.0: ciclo urbano E 8,9km/l G 12,7km/l; ciclo rodoviário E 10,7km/l G 15,6km/l[1]
Uno Mille Way Economy 1.0: ciclo urbano E 8,4km/l G 12,1km/l; ciclo rodoviário E 9,5km/l G 13,6km/l[1]
Novo Uno Economy EVO 1.4: ciclo urbano E 8,7km/l G 12,5km/l; ciclo rodoviário E 10,4km/l G 15,2km/l[1]
Novo Uno Vivace EVO 1.0: ciclo urbano E 8,3km/l G 12,3km/l; ciclo rodoviário E 9,4km/l G 14,5km/l[1]
Novo Uno Attractive EVO 1.4: ciclo urbano E 7,3km/l G 10,6km/l; ciclo rodoviário E 9,1km/l G 13,3km/l.
Cronologia
Último
Último
Fiat Mille
Fiat Punto (Europa)
Próximo
Próximo

O Fiat Uno é um automóvel compacto fabricado pela Fiat, lançado na Europa em 1983. Foi lançado no Brasil no ano seguinte, e sua nova geração (projetada no Brasil) só foi lançada em 2010, direcionada aos países da América Latina. A versão antiga foi produzida até dezembro de 2013 sendo vendida como Fiat Mille, nome adotado inicialmente em 1990, quando adotou um motor com menos de 1000ccno Brasil.

O Uno desde sua primeira geração[editar | editar código-fonte]

Seu projeto começou a ser desenvolvido no final dos anos 1970, fruto de uma competição entre dois centros de estilo europeus, ganha finalmente pela Italdesign Giugiaro, do projetista Giorgetto Giugiaro. A versão definitiva do Uno foi lançada em 1983 na Europa, para substituir naquele continente o Fiat 127. No ano seguinte, o carro foi lançado no Brasil com o objetivo de suceder o Fiat 147, trazendo pequenas mudanças em relação ao modelo europeu, como novo capô e a posição do estepe, o qual é localizado no porta-malas do europeu, enquanto no brasileiro fica junto ao motor.

Lançado inicialmente em 3 versões (S, CS e SX, a última com apelo mais esportivo), foi inicialmente rejeitado pelos consumidores tradicionais, que não aceitaram o fato do carro ser tão diferente do que era visto pelas ruas, e logo o veículo foi apelidado de “Botinha Ortopédica”. No Brasil o Uno serviu de base para uma família de veículos composta pelo sedan Prêmio, a Station Wagon Elba e Fiorino nas versões pick-up e furgão, sendo o ultimo também vendido até hoje no Brasil.[2] .

A reviravolta do Uno começou nos primeiros dias de 1990, através de incentivos fiscais motivou a marca a lançar a versão 1.0 do carro, já produzida para exportação. Era o Mille, uma versão depenada, com motor mais fraco que os então existentes e inicialmente apenas com duas portas.

Essa foi a versão responsável por uma revolução no mercado brasileiro: A busca por veículos cada vez mais econômicos e acessíveis à uma maior fatia de consumidores. E o termo Mille pegou tanto que virou praticamente um novo nome para o veículo anos depois.

Em 1996, a Fiat ensaiou retirar o carro de linha, pois ele já começava a apresentar o peso da idade em seu desenho. Assim, surgiu o Palio, novo carro global da empresa, com um desenho moderno e com uma farta variedade de versões, que substituíram as mais luxuosas do Uno, como a CS e a 1.6R.

Entretanto, isso não foi suficiente para retirar o veículo de linha. Assim, o Uno continuou existindo somente em suas versões 1.0, que anos após anos recebiam novas nomenclaturas (SX, EX, Young, Fire) e pequenas mudanças na grade (curiosamente, em todos anos entre 2002 e 2008 a grade mudava).

Em 2004, já consagrado apenas como Mille, o veículo passou por uma reforma visual, considerada polêmica, pois foram adicionados cantos arredondados em suas linhas, destoando do desenho quadrado. Mas, polêmica a parte, o carro continuou sendo um dos veículos mais vendidos do país consagrados por um bom custo-benefício.

Innocenti Elba.jpg
Fiat Uno CS Brasileiro

A criação do Novo Uno[editar | editar código-fonte]

Em 2010, surgiu o Novo Uno. Uma geração totalmente nova que procurava ser uma releitura da geração anterior, adotando o conceito de “Rounded Square”, tendência de estilo já adotada por veículos como o Kia Soul e o Scion xB, esse último inexistente no Brasil. O objetivo dessa nova geração, que veio para conviver com a antiga, foi o de rejuvenescer o nome, tornar o carro mais atraente para o público jovem, dando a ele um apelo mais esportivo e juvenil, enquanto a geração antiga é mais focada nos consumidores racionais, que precisam de um robusto meio de transporte. O Fiat Mille seguiu em linha como uma opção mais barata até 2014, quando a lei que obrigou a presença do airbag duplo e dos freios ABS nos veículos produzidos no Brasil passou a valer. O Mille será substituído por um novo compacto a ser projetado pela Fiat, e o Uno seguirá em linha naturalmente.

Versões[editar | editar código-fonte]

O Uno está disponível em várias versões, todas em 3 e 5 portas.

  • Uno Economy 1.0;
  • Uno Vivace 1.0 EVO;
  • Uno Attractive 1.4 EVO (fabricado até 2012);
  • Uno Economy 1.4 EVO;
  • Uno Way 1.0;
  • Uno Way 1.0 EVO (em 2013 só 5p);
  • Uno Way 1.4 EVO (em 2013 só 5p);
  • Uno SpoRting 1.4 EVO (em 2013 só 5p).

Referências

  1. a b c d INMETRO (1 de março de 2012). Pesquisa sobre o consumo de veículos leves 2012. Folha de S. Paulo. Página visitada em 1 de março de 2012.
  2. Fiat. Carros atualmente vendidos pela Fiat Brasil. Página visitada em 11.12.2012.
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Fiat Uno