A pole foi do veterano Rick Mears, a quinta do piloto que até então era três vezes vencedor da Indy 500, incluindo a edição anterior.[3][4] Mas Mears não completou a prova, parando na volta 113 por falha no motor.[5]
O brasileiro Emerson Fittipaldi tomou a liderança já na largada, e ficou na frente por 158 voltas. Na reta final, travou um intenso duelo com Al Unser Jr pela vitória. O norte-americano chegou a ultrapassá-lo, mas foi atrapalhado por retardatários, permitindo a reaproximação do brasileiro, e ao tentar uma manobra arriscada, acabou batendo no carro de Emmo e depois no muro. Com isso, Unser Jr não pôde terminar a prova, embora tenha seguido com o segundo lugar. E Fittipaldi, que estava com o carro ileso, se aproveitou de uma bandeira amarela para garantir a vitória.[2][6]
Ao vencer a corrida, Fittipaldi se tornou o primeiro brasileiro e o primeiro sul-americano a ganhar uma edição das 500 Milhas de Indianápolis, o primeiro estrangeiro vencedor desde Graham Hill em 1966, e o quarto piloto a ser campeão da Fórmula 1 e da Indy 500, igualando mais um feito de Hill e também de lendas como Jim Clark e Mario Andretti.[1]
O último lugar no pódio foi para outro brasileiro: Raul Boesel,[2] que lidava com problemas em seu carro antes da bandeira amarela ser agitada.[5] Foi o melhor resultado dele na Indy 500.[7]
Coincidentemente, no mesmo dia em que Fittipaldi venceu as 500 Milhas de Indianápolis, o também brasileiro Ayrton Senna venceu o Grande Prêmio do México de Fórmula 1. Foi a primeira, e até agora, única vez em que dois pilotos brasileiros triunfaram na Indy e na F1 na mesma data.[2] E curiosamente, os dois competiam com pinturas patrocinadas da Marlboro.[8][9]
A vitória em Indianápolis rendeu a Fittipaldi o prêmio de 1 milhão de dólares, o maior daquele tempo. Também foi a primeira das cinco que o brasileiro teve na temporada que o consagrou como campeão da CART de 1989.[10]