Aslauga

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Kráka por Mårten Eskil Winge, 1862

Aslauga,[1] também chamada de Aslög, Kráka, Kraba or Randalin, foi uma rainha da mitologia nórdica descrita na saga de Ragnar Calças Peludas como sua esposa.

Aslauga na lenda[editar | editar código-fonte]

Rei Heimer e Aslauga

De acordo com a Ragnars saga loðbrókar, Aslauga era filha de Sigurdo e da dama do escudo Brunilda,[2] mas foi criada pelo pai adotivo de sua mãe, Heimer. Após a morte de Sigurdo e Brunilda, Heimer focou na segurança de Aslauga, então ele construiu uma harpa enorme, suficiente para esconder a menina. Ele viajava como um pobre harpista carregando a harpa contendo a menina.

Áke e Grima descobrem Aslauga. Pintado por Mårten Eskil Winge, 1862

Eles chegaram á Spangereid em Lindesnes na Noruega, onde eles ficaram por uma noite na casa dos camponeses Áke e Grima. Áke pensou que a harpa guardava valiosos itens e contou á sua esposa Grima. Grima então o convenceu para matar Heimer enquanto ele dormia. Entretanto, quando quebraram a harpa, eles descobriram uma garotinha, que eles criaram como se fosse deles, chamando-a Kráka ("Corvo"). Com o intuito de esconder sua beleza - o sinal de suas origens nobres - eles esfregaram alcatrão em seu corpo e cobriram com um longo capuz.[2]

Entretanto quando ela se banhava foi descoberta por alguns homens do lendário rei Ragnar Calças Peludas. Extasiados pela beleza de Kráka, acabaram deixando que o pão que estavam assando queimasse; quando Ragnar indagou sobre o incidente, o contaram sobre a jovem. Ragnar, querendo testar a inteligência dela, ordena-a vir até ele nem vestida nem nua, nem faminta nem cheia e nem sozinha nem acompanhada. Kráka chega vestida em uma rede, mordendo uma cebola e acompanhada de uma cão. Impressionado pela genialidade e encontrando nela uma sábia companheira, Ragnar a pede em casamento, mas ele recusou até que a missão na Noruega tivesse acabado.[2] Com Ragnar ela teve quatro filhos: Ivar, o Desossado, Huitserco Camisa Branca, Reginaldo, e Sigurdo Cobra-no-Olho.

Na ficção[editar | editar código-fonte]

O poema romantico The Fostering of Aslaug de William Morris reconta o relacionamento de Ragnar e Aslauga, baseada na versão do conto Northern Mythology (1851) de Benjamin Thorpe.[3]

Aslauga é protagonista da série de televisão Vikings (2013). No último episódio da primeira temporada, Aslauga (interpretada por Alyssa Sutherland é apresentada a Ragnar de maneira semelhante à da lenda.[4]

Referências

  1. Moura 1955, p. 48.
  2. a b c Jurich, Marilyn (1998). Scheherazade's sisters: trickster heroines and their stories in world literature 1. publ. ed. Westport, Conn.: Greenwood Press. p. 160. ISBN 9780313297243 
  3. Hodgson, Amanda (2010). The romances of William Morris. Cambridge: Cambridge University Press. pp. 85–86. ISBN 9780521154925 
  4. Mitchell, John (25 de abril de 2013). «'Vikings' season finale: Mysterious beauty tempts Ragnar». EW.com. Consultado em 9 de junho de 2016. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Moura, Pedro de Almeida; Mattos, Sonia Heinrich de. Língua e literatura alemã, Edições 1-4. São Paulo: USP