Bairro proletário

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Resquícios da época industrial paulistana na Mooca, um dos bairros proletários mais conhecidos, hoje é exemplo urbanístico de casas geminadas e recuperação de fachadas.

Bairro proletário ou operário é um bairro planejado destinado aos trabalhadores industriais, seu conceito surgiu após a Revolução Industrial, em meados do século XVIII. E sua construção em massa se deu entre 1870 e 1950, nas grandes metrópoles de países hoje desenvolvidos ou emergentes. Estão localizados nos arredores das fábricas, distantes dos centros da cidades.[1]

Surgimento no Brasil[editar | editar código-fonte]

Na cidade de São Paulo eram destinados aos imigrantes, e operários que estabeleceram-se, no início do Século XX na então periferia da futura metrópole. Localizados em terrenos acidentados ou nas várzeas dos rios Tamanduateí, Tietê e Pinheiros,[2] portanto sujeitos às diversas catástrofes naturais,[1][2] não recebiam auxílio do poder público, apresentando altos graus de pobreza.[1]

Algumas das "vilas" operárias eram construídas pelas próprias empresas e apresentavam casas de pau-a-pique, cortiços, edifícios superlotados e até igrejas ou creches.[1] A maioria das residências era geminada, pois todos os espaços eram rigorosamente aproveitados. A maioria desses bairros são até hoje chamados de Vilas. [2]

Valorização[editar | editar código-fonte]

Vila Olímpia é uma exemplo de gentrificação, e hoje é uma bairro nobre de São Paulo, não guardando nenhuma marca de seu passado como bairro proletário, foi a vila com a revitalização mais bem-sucedida.

Com o passar dos anos, o crescimento das cidades fez com que essas localidades já não fossem mais distantes. Através da implantação do transporte público e de melhorias em infraestrutura como iluminação pública e re-paviventação de ruas e calçadas, houve uma valorização dessas áreas, perdendo lentamente as características proletárias e industriais.[1] Com investimentos dos setores público e privado essas regiões pode ter sua história aproveitada, com a construção de albergues, bares, cinemas, museus, e teatros nesses imóveis de arquitetura peculiar, e com a recuperação de faixadas e que garantirão a valorização de seu metro quadrado.

Atualmente alguns dos ex-bairros operários são destinados às classes: media-baixa, média, e até média-alta. Eram 26 bairros operários paulistanos: Água Branca, Brás, Bixiga, Barra Funda, Bom Retiro, Belenzinho, Cambuci, Canindé, Centro de Santana, Lapa, Lapa de Baixo, Luz, Mooca, Pari, Penha, Pompeia, Tatuapé, Vila Maria Zélia, Vila Maria, Vila Mariana, Vila Romana, Vila Anastácio, Vila Leopoldina, Vila Ipojuca, Vila Carioca e Vila Olímpia.

Na cidade do Rio de Janeiro eram sete: Andaraí, Bangu, Cachambi, Del Castilho, Estácio, Marechal Hermes e Tomás Coelho.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências