Berílio

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Pix.gif Berílio Stylised atom with three Bohr model orbits and stylised nucleus.svg
LítioBerílioBoro
  Hexagonal.png
 
4
Be
 
               
               
                                   
                                   
                                                               
                                                               
Be
Na
Tabela completaTabela estendida
Aparência
cinza metálico


Fragmento grande de berílio de 99% de pureza de cerca de 140 g.
Informações gerais
Nome, símbolo, número Berílio, Be, 4
Série química metal alcalinoterroso
Grupo, período, bloco 2 (IIA), 2, s
Densidade, dureza 1848 kg/m3, 5,5
Número CAS 7440-41-7
Número EINECS
Propriedade atómicas
Massa atômica 9,012182(3) u
Raio atómico (calculado) 105 (112) pm
Raio covalente 90 pm
Raio de Van der Waals 153 pm
Configuração electrónica 1s2 2 s2
Elétrons (por nível de energia) 2, 2 (ver imagem)
Estado(s) de oxidação +2, +1 (óxido anfótero)
Óxido
Estrutura cristalina hexagonal
Propriedades físicas
Estado da matéria sólido
Ponto de fusão 1560 K
Ponto de ebulição 2744 K
Entalpia de fusão 12,20 kJ/mol
Entalpia de vaporização 292,40 kJ/mol
Temperatura crítica  K
Pressão crítica  Pa
Volume molar 4,85×10-6 m3/mol
Pressão de vapor 1 Pa a 1462 K
Velocidade do som 13000 m/s a 20 °C
Classe magnética diamagnético
Susceptibilidade magnética
Permeabilidade magnética
Temperatura de Curie  K
Diversos
Eletronegatividade (Pauling) 1,57
Calor específico 1825 J/(kg·K)
Condutividade elétrica S/m
Condutividade térmica 201 W/(m·K)
Potencial de ionização 899,5 kJ/mol
2º Potencial de ionização 1757,1 kJ/mol
3º Potencial de ionização 14848,7 kJ/mol
4º Potencial de ionização {{{potencial_ionização4}}} kJ/mol
5º Potencial de ionização {{{potencial_ionização5}}} kJ/mol
6º Potencial de ionização {{{potencial_ionização6}}} kJ/mol
7º Potencial de ionização {{{potencial_ionização7}}} kJ/mol
8º Potencial de ionização {{{potencial_ionização8}}} kJ/mol
9º Potencial de ionização {{{potencial_ionização9}}} kJ/mol
10º Potencial de ionização {{{potencial_ionização10}}} kJ/mol
Isótopos mais estáveis
iso AN Meia-vida MD Ed PD
MeV
7Be traços 53,12 d ε 0,862 6Li
9Be 100% estável com 5 neutrões
10Be traços 1,51×106 a ß- 0,556 10B
Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O berílio (do grego βερυλλoς, berilo) é um elemento químico de símbolo Be, com número atômico 4 (4 prótons e 4 elétrons) e massa atômica 9 u . É um elemento alcalino-terroso, bivalente, tóxico, de coloração cinza, duro, leve, quebradiço e sólido na temperatura ambiente. Pertence ao grupo (ou família) 2 (anteriormente chamada IIA)

É empregado para aumentar a resistência de ligas metálicas(especialmente a de cobre). É empregado para produzir diversos instrumentos (giroscópios), dispositivos (molas de relógios) e em reatores nucleares.

Foi descoberto pelo francês Louis Nicolas Vauquelin em 1798 na forma de óxido no berilo e na esmeralda. O elemento foi isolado independentemente por Friedrich Wöhler e Antoine Bussy em 1828.

O uso comercial do berílio requer a utilização de equipamentos de controle adequado do pó e o controle industrial em período contínuo porque a toxicidade da inalação de substâncias que possuem o berílio pode causar uma doença crônica com risco de vida chamada beriliose.[1]

Características principais[editar | editar código-fonte]

A esmeralda é um composto químico natural que contém berílio.

O berílio apresenta um dos pontos de fusão mais altos entre os metais leves. A maleabilidade é aproximadamente 33% maior que a do aço. Tem uma grande condutividade térmica, não é magnético e resiste ao ataque do ácido nítrico. É bastante permeável aos raios X e, como o rádio e o polônio, libera nêutrons quando é bombardeado com partículas alfa (na ordem de 30 nêutrons por milhão de partículas alfa). Nas condições normais de pressão e temperatura o berílio resiste à oxidação com o ar, ainda que a propriedade de limitar a oxidação do cristal deva-se provavelmente à formação de uma delgada capa de óxido.

Abundância e obtenção[editar | editar código-fonte]

Amostra de minério de berílio

O berílio é encontrado em cerca de 30 minerais diferentes, sendo os mais importantes berilo, bertrandita, crisoberilo e fenaquita, que são as principais fontes de obtenção do berílio. Atualmente a maioria do metal é obtido mediante a redução do fluoreto de berílio com magnésio ou pela eletrólise do tetrafluoreto de berílio e potássio. As formas preciosas do berílio são a água-marinha e a esmeralda.

Geograficamente, as maiores reservas estão nos Estados Unidos, que lideram a produção mundial de berílio , seguido da Rússia e China. Estima-se que as reservas mundiais estejam acima de 80.000 toneladas.

Aplicações[editar | editar código-fonte]

Acústica[editar | editar código-fonte]

O baixo peso e a alta rigidez do berílio faz dele conveniente como um material para transdutores de conversão de energia elétrica para energia sonora de alta frequência. Devido o berílio ser caro (muitas vezes mais do que o titânio), a dificuldade de conformar devido sua fragilidade e tóxico se mal manejado, os tweeteres de berílio são limitados as aplicações não residenciais [3][4][5],nos equipamentos de sons para profissionais e sistemas de som direcionado ao público (PA's ou Public Address).[6][7] Devido a alta performance do berílio em sistemas acústicos, as propagandas de muitos produtos acústicos citam a aplicação do berílio, apesar de muitas vezes não ser verdade.[8]

História[editar | editar código-fonte]

Louis Nicolas Vauquelin é o descobridor do berílio.

O minério berilo, que contêm o berílio, já era utilizado desde a dinastia ptolemaica.[9] No primeiro século da Era Comum, o naturalista romano Caio Plínio Segundo mencionou em sua enciclopédia "História Natural" que o berilo e a esmeralda ("smaragdus") são similares. [10] O papiro de Estocolmo, escrito durante o século III e IV, contém notas sobre como preparar esmeraldas artificiais e o berilo.[10]

O berílio (do grego "βερυλλoς" , berilo) ou glucínio (do grego "γλυκυς" "doce", devido ao sabor dos seus sais) foi descoberto pelo francês Louis Nicolas Vauquelin em 1797 na forma de óxido no berilo e na esmeralda. Friedrich Wöhler e A. A. Bussy, de forma independente, isolaram o metal em 1828 a partir da reação de potássio com o cloreto de berílio.

Propriedades Químicas[editar | editar código-fonte]

O Potencial de redução do berílio é muito maior do que dos demais elementos do grupo (ou família) 2 (anteriormente chamada 2A). Isso indica que o berílio é muito menos eletropositivo (menos metálico) que os outros elementos do grupo, e não reage com a água. Especula-se que ele reage com o vapor d'água para formar óxido BeO, ou se não reage com água nem mesmo nessas condições.

Isótopos[editar | editar código-fonte]

O Be-9 é o único isótopo estável. O Be-10 é produzido na atmosfera terrestre pelo bombardeamento do oxigênio e nitrogênio por radiações cósmicas. Foi verificado que o berílio tende a existir em solução aquosa. O berílio atmosférico formado é arrastado pela água da chuva e, uma vez na terra, a solução se torna alcalina, ficando armazenada no solo durante muito tempo (meia-vida de 1,5 milhões de anos) até a sua desintegração em B-10.

O fato de o Be-7 e o Be-8 serem instáveis tem profundas consequências cosmológicas: isso significa que os elementos mais pesados que o berílio não puderam ser produzidos por fusão nuclear no big bang.

Precaução[editar | editar código-fonte]

O berílio e seus sais são potencialmente cancerígenos. A "beriliose" crônica é uma afecção pulmonar causada pela exposição ao pó de berílio, sendo classificada como "doença profissional".

A utilização de compostos de berílio em lâmpadas fluorescentes foi interrompida em 1949. No entanto, a exposição profissional ocorre nas indústrias nuclear e aeroespacial, no refino do metal, na fusão das ligas metálicas de berílio, na fabricação de dispositivos eletrônicos e na manipulação de outros materiais que contêm o berílio.

O berílio e seus compostos devem ser manipulados com muito cuidado; precauções extremas devem ser tomadas nas atividades profissionais que manuseiam estes tipos de materiais. A inalação prolongada pode causar, além da beriliose, câncer de pulmão. No contato com a pele pode causar eczema e ulcerações e, a absorção pela ingestão é pequena mas já foram relatados casos de ulcerações no trato digestivo.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Puchta, Ralph (2011). «A brighter beryllium». Nature Chemistry. 3 (5). 416 páginas. Bibcode:2011NatCh...3..416P. doi:10.1038/nchem.1033. PMID 21505503 
  2. Eduardo Motta Alves Peixoto, BERÍLIO, Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc03/elemento.pdf>, acessado (ou Visitado) no dia 05 de maio de 2014>
  3. «Scan Speak offers Be tweeters to OEMs and Do-It-Yourselfers» (PDF). Scan Speak. Consultado em 1 May 2010  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. Johnson, Jr., John E. (12 November 2007). «Usher Be-718 Bookshelf Speakers with Beryllium Tweeters». Consultado em 18 September 2008  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  5. «Exposé E8B studio monitor». KRK Systems. Consultado em 12 February 2009  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. «Beryllium use in pro audio Focal speakers». Consultado em 10 July 2010  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  7. «VUE Audio announces use of Be in Pro Audio loudspeakers». Consultado em 21 May 2012  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  8. Svilar, Mark (8 January 2004). «Analysis of "Beryllium" Speaker Dome and Cone Obtained from China». Consultado em 13 February 2009  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  9. Weeks 1968, p. 535.
  10. a b Weeks 1968, p. 536.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Emsley, John (2001). Nature's Building Blocks: An A-Z Guide to the Elements. Oxford, England, UK: Oxford University Press. ISBN 0198503407 
  • Mackay, Kenneth Malcolm; Mackay, Rosemary Ann; Henderson, W. (2002). Introduction to modern inorganic chemistry 6th ed. [S.l.]: CRC Press. ISBN 0748764208 
  • Weeks, Mary Elvira; Leichester, Henry M. (1968). Discovery of the Elements. Easton, PA: Journal of Chemical Education. LCCCN 68-15217 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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