Inferno (sistema operacional)

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Inferno
Inferno 4th Edition
Produção Bell Labs/Vita Nuova
Família do SO Sucessor do Unix
Modelo Open source
Estado Corrente
Lançamento 1996 (18–19 anos)
Versão estável Quarta Edição / 30 de junho de 2009; há 317 semanas e 5 dias
Arquitetura(s) ARM, PA-RISC, MIPS, PowerPC, SPARC, x86
Núcleo Máquina Virtual (Dis)[1]
Licença GPL/LGPL/MIT
Página oficial Vita Nuova

O Inferno é um sistema operacional para criação e suporte a serviços distribuídos.[2] O nome do sistema operacional e dos programas associados, bem como o da companhia Vita Nuova que o produziu, são inspirados pelo trabalho literário de Dante Alighieri, particularmente a Divina Comédia.

O Inferno roda no modo hospedeiro sobre vários sistemas operacionais diferentes, ou nativamente em um range de arquiteturas de hardware. Em cada configuração o sistema operacional apresenta as mesmas interfaces padrões para suas aplicações. Um protocolo chamado Styx é aplicado uniformemente para acessar os recursos tanto os locais como os remotos. A partir da quarta edição do Inferno, Styx é idêntico à mais nova versão do hallmark 9P protocol, 9P2000 do Plan 9.

As aplicações são escritas na linguagem de programação type-safe chamada Limbo, em que a representação binária é idêntica em todas as plataformas, e é executada usando a técnica de compilação just-in-time em uma máquina virtual.

Principios do design[editar | editar código-fonte]

O Inferno é um sistema operacional distribuído baseado em três princípios básicos:

  • Recursos como arquivos: todos os recursos são representados como arquivos em um sistema de arquivos hierárquico.
  • Namespaces: a visão da aplicação da rede é única, coerente namespace que aparece como um sistema de arquivos hierárquico mas pode representar recursos separados (locais ou remotos) fisicamente.
  • Protocolo padrão de Comunicação: um protocolo padrão, chamado Styx (9P2000), é usado para acessar todos os recursos, tanto locais quanto remotos.

Plan 9 ancestralidade[editar | editar código-fonte]

O Inferno e o Plan 9 compartilham um ancestral comum, um sistema operacional de aproximadamente 1996.[3] The new system's existence was "leaked" by Dennis Ritchie in early 1996, after less than a year of development on the system, and publicly presented later that year as a competitor to Java. At the same time, Bell Labs' parent company AT&T "quietly" licensed Java technology from Sun Microsystems.[4] Eles compartilham os mesmos princípios de design, embora haja diferenças:

  • O Plan 9 userland roda código nativo, na maior parte em linguagem C com uma pequena quantidade de código em linguagem assembly, enquanto o Inferno userland roda através de um interpretador bytecode ou compilação just-in-time chamado Dis, na maior parte escrito em Limbo.
  • O núcleo do Plan 9 é um núcleo híbrido, enquanto o núcleo do Inferno é um núcleo antigo do Plan 9 com os excessos desnecessários tirados fora e incluindo uma máquina virtual.
  • O núcleo Plan 9 chaveia entre o modo usuário (userland) e o modo supervisor (núcleo), enquanto o Inferno nunca deixa o modo supervisor (núcleo), mas fornece proteção através do uso de uma máquina virtual.

Inferno é um tanto similar a Java Virtual Machine.

Ports[editar | editar código-fonte]

O Inferno roda diretamente em hardware nativo e também como uma aplicação, provendo um sistema operacional virtual que roda em outras plataformas. Aplicações podem ser desenvolvidas e rodadas em todas as plataformas Inferno sem modificações ou recompilação.[5]

Portes nativos incluem: x86, MIPS, XScale, ARM, PowerPC, SPARC.

Hosted or Virtual OS ports include: Microsoft Windows, Linux, FreeBSD, Plan 9, Mac OS X, Solaris, IRIX, UnixWare.

O Inferno pode também ser hospedado por um plugin para o Internet Explorer.[6] De acordo com a Vita Nuova plugins para outros navegadores estão a caminho.[7]

Licença[editar | editar código-fonte]

A quarta edição do Inferno 4th foi distribuída no princípio de 2005 como Software Livre sobre uma mistura de licenças Open Source (GNU GPL, GNU LGPL, Lucent Public ou MIT License, dependendo do componente).[8] Vita Nuova também oferece uma licença comercial convencional não copyleft para aqueles que não desejam licenciar suas modificações sobre o esquema padrão Free Software.

Livros[editar | editar código-fonte]

O livro texto Inferno Programming with Limbo ISBN 0470843527 (Chichester: John Wiley & Sons, 2003), por Phillip Stanley-Marbell, descreve a 3ª edição do sistema operacional Inferno, embora seja focado na linguagem Limbo e sua interface com o sistema Inferno do que no próprio sistema operacional. O livro dispõe de pouca informação, por exemplo, sobre a versatilidade do command shell do sistema, que é compreensível, por ser um livro de referência para a linguagem de programação. Outro livro "The Inferno Programming Book: An Introduction to Programming for the Inferno Distributed System", por Martin Atkins, Charles Forsyth, Rob Pike e Howard Trickey, teve a intenção de prover um ponto de vista centrado no sistema operacional, mas infelizmente nunca foi completado/lançado por seus autores.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. The Inferno Operating System Inferno Documentation Vita Nuova (1997). Visitado em 2014-05-02.
  2. Project Hosting Google. Visitado em 2012-06-04.
  3. Pontin, Jason. "AT&T reveals plans for Java competitor", 19 February 1996, p. 3.
  4. Hayes, Frank. "Bell Lab's Inferno aims to rival Java", 19 February 1996, p. 6.
  5. "Inferno". Vita nuova.
  6. Supporting code to allow Inferno to act as a plugin in various browsers.
  7. Plugins, Vita Nuova.
  8. Inferno License Terms.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Vita Nuova
Outros links