Krampus

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Krampus

Krampus é uma criatura mitológica que acompanha São Nicolau durante a época do Natal, segundo lendas de várias regiões do mundo. A palavra Krampus vem de Krampen, palavra para "garra" do alto alemão antigo. Nos Alpes, Krampus é representado por uma criatura semelhante a um demônio. Enquanto o Pai Natal dá presentes para as crianças boas, o Krampus avisa e pune as más crianças. Tradicionalmente, rapazes se vestem de Krampus nas duas primeiras semanas de dezembro, particularmente no anoitecer de 5 de dezembro, e vagam pelas ruas assustando crianças com correntes e sinos enferrujados. Em algumas áreas rurais, a tradição também inclui surras aplicadas pelo Krampus.

As fantasias modernas de Krampus consistem em uma Larve (máscaras de madeira), pele de ovelha e chifres. A manufatura das máscaras artesanais demanda um esforço considerável, e vários jovens em comunidades rurais competem nos eventos do Krampus.

Em Oberstdorf, no sudoeste da parte alpina da Baviera, a tradição do der Wilde Mann ("o homem selvagem") é mantida viva. Ele é como o Krampus (exceto pelos chifres), veste peles e assusta crianças (e adultos) com suas correntes e sinos enferrujados, mas não é um assistente de São Nicolau.

Em 9 de dezembro de 2009, Krampus foi apresentado no The Colbert Report.[1] Também apareceu no episódio A Very Venture Christmas, o especial de natal de The Venture Bros..

Fragmento da tradição no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, há resquícios dessa tradição em Santa Catarina, no Vale do Itajaí. Nas cidades de Brusque e Guabiruba, por exemplo, é chamado 'Pensinique' (deturpação de Pelznickel, nome utilizada ao Sul da Alemanha).[2] Aparece vestido em roupa velha e sacos de juta, tem cabelo de palha, carrega um saco nas costas como o Papai Noel. Nesta trouxa ou saco, possui instrumentos para assustar as crianças más, e as muito más ameaça-se serem levadas embora no saco.[2]

Tal figura nunca chegou a ser comum, mas era mais recorrente para julgar e punir crianças até a década de 1950.[2] Os ainda remanescentes, ao começo de dezembro ainda arrastam correntes ao caminhar, gritam no meio do mato, e saem dele no dia de confrontar as crianças más, no Dia de São Nicolau ou próximo.[2] Em casos extremos, a criança recebe visita, ou ouve gritos no mato, quando incomoda o Pensinique antes mesmo na data antes dessa data, e, ainda, alguns pais citam que 'vão contar' sobre o comportamento da criança ao Pensinique, ou o chamam antes da data.[2] Mas, crianças que não respondem aos pais, não mentem e não são más, mesmo nas regiões em que o Pensinique ainda aparece, nunca chegaram a ver sua figura.[2]

Esta figura pode assemelhar-se com a figura folclórica do "Andarilho" ou a do "Homem do Saco", que rouba crianças que não ficam por perto dos pais, ou que são entregues a eles se não se comportam pra serem levadas embora. Mas o Pensinique não se trata de uma figura mítica, virtual, ele é uma lenda levada de gerações a gerações.[2]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Colbert Report December 9, 2009. Visitado em 11 de dezembro de 2009.
  2. a b c d e f g Maria Luiza Renaux. O outro lado da história: o papel da mulher no Vale do Itajaí, 1850-1950. [S.l.]: Editora da FURB, 1995. 238 p. ISBN 9788571140424

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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