Lista do Patrimônio Mundial na Mongólia

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) propôs um plano de proteção aos bens culturais do mundo, através do Comité sobre a Proteção do Património Mundial Cultural e Natural, aprovado em 1972.[1] Esta é uma lista do Patrimônio Mundial existente na Mongólia, especificamente classificada pela UNESCO e elaborada de acordo com dez principais critérios cujos pontos são julgados por especialistas na área. A Mongólia, país que ocupa um território entre grandes nações históricas do Extremo Oriente e que conta com relevante legado cultural e artístico, ratificou a convenção em 2 de fevereiro de 1990, tornando seus locais históricos elegíveis para inclusão na lista.[2]

O sítio Bacia do Uvs Nuur - que constitui um sítio transfronteiriço compartilhado com a Rússia - foi o primeiro local da Mongólia incluído na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO por ocasião da 27ª Sessão do Comitè do Património Mundial, realizada em Paris (França) em 2003.[3] Desde a mais recente adesão à lista, a Mongólia totaliza 5 sítios classificados como Patrimônio da Humanidade, sendo 3 deles de classificação Cultural e os 2 restante de classificação Natural.

Bens culturais e naturais[editar | editar código-fonte]

A Mongólia conta atualmente com os seguintes lugares declarados como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO:

Озеро Дус-Холь вечером. Тес-Хемский кожуун.jpg Bacia do Uvs Nuur
Bem natural inscrito em 2003.
Este bem é compartilhado com:  Rússia.
Localização: Uvs
Esta bacia cercada de mais de 1 milhão de hectares na mais setentrional da Ásia Central e recebe seu nome do grande Lago de Uvs Nuur. Pouco profundo e muito salgado, este lago desempenha um papel muito importante na vida das aves migratórias, tanto fluviais e lacustres quanto marinhas. O sítio está dividido em doze zonas protegidas e possui uma ampla gama de ecossistemas representativas dos principais biomas da Eurásia Oriental. O ecossistema estepário abriga uma grande variedade de aves e nas zonas desérticas vivem cervos, esquilos e uma espécie de furão pintado. As zonas montanhosas servem de refúgio a uma espécie em risco de extinção, o leopardo das neves, bem como a ovelhas montesas (argalis) e cabras asiáticas. (UNESCO/BPI)
Karakorum12.JPG Paisagem Cultural do Vale de Orkhon
Bem cultural inscrito em 2004.
Localização: Orkhon
Esta paisagem cultural de 121.967 hectares compõem as vastas pradarias situadas em ambos os lados do rio Orkhon, onde há numerosos vestígios arqueológicos que datam do século VI. O sítio compreende também a cidade de Karakorum, que durante os séculos XIII e XIV foi a capital do vasto Império Mongol criado por Gengis Khan. Estes vestígios são um expoente dos vínculos simbióticos entre as sociedades de pastores nômades e seus centros administrativos e religiosos, assim como a importância que possui o Vale do Orkhon na história da Ásia Central. Hoje em dia, os pastores nômades da Mongólia seguem apascentando seus rebanhos nestas pradarias. (UNESCO/BPI)
Semi-desert landscape in the mountains of Russian Altai.jpg Conjuntos Petroglíficos do Altai Mongol
Bem cultural inscrito em 2011.
Localização: Bayan-Ölgiy
Este sítio compreende três zonas onde foram encontrados numerosos petroglifos e monumentos funerários, que são um expoente da evolução da cultural mongol ao longo de doze milênios. As representações mais antigas (11.000 - 6.000 a.C.) refletem a época em que o sítio estava em parte coberto por florestas e em que os vales ofereciam um habitat propício aos caçadores de grandes presas. As representações posteriores datam da época em que a paisagem das Altai havia tomado sua forma atual de estepe montnahosa e em que o pastoreio havia convertido no modo de vida predominante. As representações mais recentes mostram a transição ao nomadismo equestre que se produziu nos primórdios do primeiro milênio antes da nossa era, bem como o período escita e o período túrquico ulterior (séculos VII e VIII). Estes petroglifos constituem uma abordagem valiosa ao conhecimento das comunidades pré-históricas da Ásia Setentrional. (UNESCO/BPI)
Burkhan Khaldun mount3.jpg Grande Montanha Burkhan Khaldun e sua paisagem sagrada
Bem cultural inscrito em 2015.
Localização: Hentiy
O sítio se situa no noroeste do país, na parte central da cordilheira Khentii onde a vasta estepe centro-asiática se encontra com os bosques de coníferas de taiga siberiana. Burkhan Khaldun está associada à devoção das montanhas sagradas, rios e ovoos (montes rochosos xamânicos), nos quais as cerimônias foram formadas através da fusão de práticas budistas e xamânicas antigas. Também se acredita que o sítio foi o lugar de nascimento e sepultamento de Genghis Khan. Testemunha seu esforço de estabelecer devoções às montanhas como uma parte importante da unificação dos mongóis. (UNESCO/BPI)
Daurian reservate.jpg Paisagens de Dauria
Bem natural inscrito em 2017.
Este bem é compartilhado com:  Rússia.
Localização: Dauria
Compartilhado entre Mongólia e a Federação Russa, este sítio é um magnífico exemplo da ecorregião da Estepe da Dauria, que se estende desde o leste da Mongólia, Sibéria e ao noroeste da China. As mudanças climáticas cíclicas, que distinguem entre períodos secos e úmidos, criam uma ampla diversidade de espécies e ecossistemas de importância globa. Os diferentes tipos de estepe representados, como pradarias e florestas, assim como lagos e pântanos servem como habitats para espécies raras de fauna, como os grous e a avutarda, bem como milhões de aves migratórias vulneráveis e ameaçadas. É, além disso, um sítio crítico na rota de migração da gazela mongol. (UNESCO/BPI)

Lista Indicativa[editar | editar código-fonte]

Em adição aos sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, os Estados-membros podem manter uma lista de sítios que pretendam nomear para a Lista de Patrimônio Mundial, sendo somente aceitas as candidaturas de locais que já constarem desta lista.[4] Desde 2014, a Mongólia possui 12 locais na sua Lista Indicativa.[5]

Sítio Imagem Localização Ano Dados UNESCO Descrição
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências