Pereiras

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Pereiras
  Município do Brasil  
Fachada externa da Igreja Nossa Senhora da Conçeição
Fachada externa da Igreja Nossa Senhora da Conçeição
Símbolos
Bandeira de Pereiras
Bandeira
Brasão de armas de Pereiras
Brasão de armas
Hino
Lema Aspiração, trabalho e tradição
Gentílico pereirense
Localização
Localização de Pereiras em São Paulo
Localização de Pereiras em São Paulo
Pereiras está localizado em: Brasil
Pereiras
Localização de Pereiras no Brasil
Mapa de Pereiras
Coordenadas 23° 04' 33" S 47° 58' 33" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Municípios limítrofes Cesário Lange, Conchas, Laranjal Paulista e Porangaba
Distância até a capital 166 km
História
Fundação 11 de agosto de 1831 (191 anos)
Emancipação 4 de abril de 1889
Administração
Prefeito(a) Miguel Tomazela (PSDB, 2021 – 2024)
Vereadores 9
Características geográficas
Área total [1] 223,136 km²
População total (IBGE/2021[2]) 8 875 hab.
 • Posição SP: 405º
Densidade 39,8 hab./km²
Clima Subtropical úmido (Cfa)
Altitude 490 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 18580-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,736 alto
 • Posição SP: 339º
PIB (IBGE/2017[4]) R$ 27 053,680 mil
PIB per capita (IBGE/2019[4]) R$ 22 807,86
Sítio http://www.pereiras.sp.gov.br/ (Prefeitura)
https://camarapereiras.sp.gov.br/ (Câmara)

Pereiras é um município brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo que integra a Mesorregião de Itapetininga e a Microrregião de Tatuí. O município recebeu status de vila pela lei provincial nº 93 de 4 de abril de 1889 com território desmembrado do município de Tatuí[5] e foi elevado à categoria de cidade em 19 de dezembro de 1906.[6]

Em 2021, sua população foi estimada pelo IBGE em 8 875 habitantes.[7]

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento da região teve início ainda no século XVIII, decorrente primeiramente de pouso de tropeiros e de criação e comércio de gado, ao longo do Ribeirão das Conchas. No pouso dos tropeiros, famílias provindas de Bragança Paulista fixaram-se nas terras devolutas como posseiros. Com esses braganceiros, como eram conhecidos, chegaram Inácio de Goes Leme, Rafael de Oliveira Pinto, Desidério da Silva Pinto e Rafael Bueno de Oliveira por volta de 1831.[8]

Outras famílias foram se agregando, e formando um povoado que, por ocasião de sua elevação à freguesia em 1876, já contava com cerca de 200 residências. Em 8 de dezembro de 1939, Bento Pereira Barbosa e outros membros das famílias Pereira e Araújo construíram uma capela para abrigar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, trazida originalmente de Bragança Paulista. Essa capela, que ficou conhecida como a Capela dos Pereiras, ficava na parte baixa da cidade, na saída para Avaré e Botucatu. Por sua vez, na parte alta, onde ficava a saída para Tatuí, os membros da família Goes Leme construíram outra capela.[8]

Em virtude da rivalidade, os Pereira erigiram nova capela, em terreno doado por Hermenegildo Alves de Morais, recebendo o nome de Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão das Conchas. Com a elevação à freguesia, passou a chamar-se Freguesia de Nossa Senhora da Conceição dos Pereiras. Finalmente em 4 de abril de 1889 é elevada à condição de vila, ocasião em que adotou sua denominação atual.[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 23º04'34" sul e a uma longitude 47º58'33" oeste, estando a uma altitude de 490 metros. O município possui uma área territorial total de 223 136 km², ocupando a 396º posição entre os municípios paulistas por extensão territorial.[9]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2016

População total: 8.312

  • Urbana: 4.978
  • Rural: 3.334

Densidade demográfica (hab./km²): 28,03

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,46

Expectativa de vida (anos): 71,44

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,53

Taxa de alfabetização: 88,62%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,777

  • IDH-M Renda: 0,713
  • IDH-M Longevidade: 0,774
  • IDH-M Educação: 0,843[10]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Ribeirão de Conchas

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973[12], quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[13], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[14] para suas operações de telefonia fixa.

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. 29 de novembro de 2010 https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/pereiras/panorama. Consultado em 11 de dezembro de 2010  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. «Economia». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2017. Consultado em 04 de junho de 2022  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. a b «Economia». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «História». IBGE. 2017. Consultado em 4 de junho de 2022 
  6. «A Cidade - Prefeitura Municipal de Pereiras». www.pereiras.sp.gov.br. Consultado em 5 de junho de 2022 
  7. «Panorama». IBGE. 2021. Consultado em 4 de junho de 2022 
  8. a b c «A Cidade - Prefeitura Municipal de Pereiras». www.pereiras.sp.gov.br. Consultado em 5 de junho de 2022 
  9. «Áreas Urbanas no Brasil em 2015». Geoinfo Embrapa Territorial (em inglês). Consultado em 5 de junho de 2022 
  10. «Adair Tristão foi eleito presidente da Câmara de Pereiras e já encabeça a abertura de CEI contra o Executivo». nossoinformativo.com.br. Consultado em 31 de maio de 2016. Arquivado do original em 6 de agosto de 2016 
  11. «Pereiras -- Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 10 de agosto de 2020 
  12. «Relação do patrimônio da CTB incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  13. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  14. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]