Eugénio de Saboia

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Eugénio de Saboia
Prinz-Eugen-von-Savoyen1.jpg
Eugénio, Príncipe de Saboia por Jacob van Schuppen, actualmente no Rijksmuseum em Amesterdão
Nascimento 16 de outubro de 1663
Hôtel de Soissons, Paris
Morte 21 de abril de 1736 (72 anos)
Stadtpalais, Viena
País Flag of the Habsburg Monarchy.svg Monarquia de Habsburgo
Força Exército imperial do Sacro Império
Anos em serviço 1683-1736
Hierarquia Marechal (Feldmarschall)
• Presidente do Conselho de Guerra Imperial (Hofkriegsratspräsident)
Batalhas/Guerras Guerra da Santa Liga
Batalha de Zenta (1697)
Guerra da Liga de Augsburgo
Guerra da Sucessão Espanhola
Batalha de Carpi (1701)
Batalha de Chiari (1701)
Batalha de Blenheim (1704)
Batalha de Turim (1706)
Batalha de Toulon (1707)
Batalha de Oudenaarde (1708)
Cerco de Lille (1708)
Batalha de Malplaquet (1709)
Batalha de Denaim (1712)
Guerra Austro-Turca de 1716-1718
Batalha de Petrovaradin (1716)
Cerco de Belgrado (1717)
Guerra da Sucessão Polaca

Eugénio de Saboia (François-Eugène, Príncipe de Saboia; Hôtel de Soissons, Paris, 16 de outubro de 1663 - Stadtpalais, Viena, 21 de abril de 1736) foi um Príncipe da Casa de Saboia, que nasceu no seio do ramo dos Condes de Soissons, que viviam na corte de Paris. Era filho de Eugénio Maurício, Conde de Soissons, e de Olímpia Mancini, uma das sobrinhas do cardeal Jules Mazarin. Cresceu na corte de Luís XIV de França, que devido ao porte débil do príncipe, se recusou a conceder-lhe autorização para iniciar a carreira militar que este tanto almejava. Inconformado, o príncipe Eugénio abandonou Paris em 1683 (já quase com 20 anos) e mudou-se para a Áustria, onde coloca a sua lealdade ao serviço dos Habsburgo.[1]

Durante mais de 52 anos, serviu o Sacro Império Romano-Germânico sob a égide de três imperadores: Leopoldo I, José I e Carlos VI. As suas primeiras comissões de serviço militar foram na Guerra da Santa Liga iniciada em 1683 contra os Otomanos. Distinguiu-se na Batalha de Mohács (1687) e nos teatros da Guerra dos Nove Anos, conseguindo ir subindo na hierarquia militar austríaca. Foi nomeado Marechal (Feldmarschall) em 1693. Conseguiu a sua primeira comissão como comandante supremo de um exército em 1697, campanha em que infligiu uma pesada derrota aos Otomanos na Batalha de Zenta. A vitória foi comentada por toda a Europa e lançou-o para a fama.

A posição de grande comandante militar de Eugénio de Saboia foi consolidada pelos seus feitos na Guerra da Sucessão Espanhola. Na Itália, salvou Turim (1706) da capitulação face ao exército de Filipe II, Duque d'Orleães, salvando o último reduto do seu primo, Vítor Amadeu II da Sardenha. Na Alemanha, ao lado de John Churchill, 1.° Duque de Marlborough, contribuiu decisivamente para os sucessos de Blenheim, Oudenaarde e Malplaquet.

Voltou ainda a brilhar no palco oriental vencendo os Otomanos em Petrovaradin (1716) e Belgrado (1717). Os triunfos militares possibilitaram-lhe a ascensão na Corte Imperial, onde pode demonstrar as suas qualidades de diplomata no Tratado de Rastadt (1714) e no equilíbrio precário que a Europa viveu entre Habsburgos e Bourbons durante as décadas seguintes. Ainda comandaria algumas campanhas militares contra os turcos no curso da Guerra da Sucessão Polaca (1733-1735), mas sem o brilho de outrora.

O príncipe Eugénio de Saboia é considerado um dos grandes génios militares da Idade Moderna. Frederico II da Prússia acompanhou-o quando jovem nas campanhas polacas e reconheceu a importância dos ensinamentos do mentor austríaco na sua carreira militar futura. Napoleão Bonaparte considerou-o um dos sete grandes comandantes da história, a par de Alexandre, o Grande, Júlio César ou Gustavo II Adolfo da Suécia. Grande patrono das artes e letras, encomendou vários palácios barrocos (o mais famoso é talvez o Palácio de Belvedere) e patrocinou grandes mentes do seu tempo como Gottfried Wilhelm Leibniz, Jean-Jacques Rousseau ou Montesquieu). Foi também um ávido coleccionador de arte e livros (a sua biblioteca contava com mais de 15 000 volumes.

Nunca casou ou teve filhos e a maioria dos seus familiares directos morreu antes dele próprio e com os restantes mantinha relações distantes. Eugénio, Príncipe de Saboia, morreu durante o sono em abril de 1736, em Viena, com 72 anos de idade.

Referências

  1. Chandler, David G (2003). Marlborough as Military Commander. Spellmount Ltd. ISBN 978-1-86227-195-1
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