Pussy Riot

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Pussy Riot
Pussy Riot em 2012
Informação geral
Origem Moscovo
País  Rússia
Gênero(s) Punk rock
Riot grrrl
Período em atividade 2011 - presente
Página oficial Site oficial

Pussy Riot é um grupo de punk rock feminista russo que se tornou conhecido por realizar, em Moscou, flash mobs de provocação política, protestando contra o estatuto das mulheres na Rússia e, mais recentemente, contra a campanha do primeiro-ministro Vladimir Putin para a presidência da Rússia.

Em 3 de março de 2012, durante um concerto improvisado e não autorizado na Catedral de Cristo Salvador de Moscovo, duas integrantes da banda, Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, foram presas e acusadas ​​de vandalismo motivado por intolerância religiosa. Uma terceira integrante do grupo, Yekaterina Samutsevich, foi presa no dia 16 de março.[1].

Elas alegaram que seu protesto era dirigido contra o apoio do líder da Igreja Ortodoxa a Putin durante sua campanha eleitoral. O líder da Igreja Ortodoxa Russa, o Patriarca Kirill I, disse que as artistas estavam fazendo o trabalho do demônio.[2]

O julgamento e a sentença atraíram muitas críticas,[3] sobretudo no Ocidente. O caso foi acompanhado por grupos de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, que considerou as jovens como prisioneiras de consciência,[4] e por vários artistas famosos.[5] Mas a opinião pública na Rússia era geralmente menos simpática a elas.[6][7] Putin declarou que a banda havia "solapado os fundamentos morais" da nação e que elas haviam recebido o que estavam pedindo.[8]O Primeiro-ministro Dmitry Medvedev disse que ele não achava que as três deveriam ter sido mandadas para a prisão mas salientou que a libertação das duas prisioneiras era assunto dos tribunais.[9][10][11]

As integrantes da banda ganharam simpatia, tanto dentro da Rússia como internacionalmente, devido a acusações de tratamento cruel enquanto estiveram sob custódia, e ao risco de uma possível sentença de prisão de sete anos; mas também foram criticadas na Rússia por ofenderem os sentimentos religiosos do povo. Advogados do grupo declararam que as circunstâncias do caso reavivaram a tradição da era soviética do julgamento farsa.

Sem direito a fiança, elas ficaram presas até o julgamento, que começou no fim de julho. Em 17 de agosto de 2012, as três integrantes do grupo foram condenadas por "vandalismo motivado por ódio religioso" e cada uma foi condenada a dois anos de prisão.[12][13][14][15] Duas outras integrantes do grupo, que escaparam à prisão depois do protesto de fevereiro, teriam deixado a Rússia, para não serem processadas.[16] Em 10 de outubro, depois de recorrer da sentença, Samutsevich foi colocada em liberdade condicional e sua sentença foi suspensa. As sentenças de suas duas companheiras, porém, foram mantidas.[17] No fim de outubro de 2012, Alyokhina e Tolokonnikova foram mandadas para prisões diferentes.[18][19]

Após cumprir 21 dos 24 meses da pena, Tolokonnikova e Alyokhina foram libertadas, em 23 de dezembro de 2013, depois que a Duma aprovou uma anistia.[20]

Em fevereiro de 2014, segundo uma declaração anônima feita em nome de algumas integrantes do Pussy Riot, Alyokhina e Tolokonnikova deixaram de ser membros do grupo.[21] Entretanto, as duas participaram da banda que se apresentou como Pussy Riot, nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, onde membros do grupo foram atacados com chicotes e spray de pimenta por cossacos empregados na segurança do evento.[22] Em 6 de março de 2014, Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina foram atacadas com spray de tinta verde por jovens de Nizhny Novgorod.[23]

Influências[editar | editar código-fonte]

Suas roupas usuais são vestidos de verão em cores vivas, com seus rostos sempre cobertos por balaclavas. O grupo exibe esse visual tanto em shows quando ao ser entrevistado. As artistas usam pseudônimos ao identificarem-se em entrevistas. O grupo é composto de aproximadamente 10 artistas, além de 15 assistentes técnicos encarregados de filmar e editar seus vídeos, os quais são difundidos via Internet.[24][25] O grupo diz inspirar-se em bandas de punk rock e de Oi! como Angelic Upstarts, Cockney Rejects, Sham 69, Era e The 4-Skins.[26][27] Também é citada a banda americana de punk-rock Bikini Kill e o movimento Riot grrrl dos anos 1990 como inspirações. Elas declararam que: "O que temos em comum é a imprudência, letras politicamente carregadas, a importância do discurso feminista e uma imagem feminina fora do padrão".[28]

Protestos em fevereiro de 2012[editar | editar código-fonte]

Em 21 de fevereiro de 2012, como parte de um protesto contra as eleições presidenciais russas de 2012, que culminaram com a reeleição de Vladimir Putin, três mulheres do grupo adentraram a Catedral de Cristo Salvador de Moscou, curvaram-se diante do altar e começaram a cantar. Menos de um minuto depois, elas foram conduzidas por guardas para fora da Catedral.[29] A filmagem do protesto foi usada posteriormente para criar um videoclipe para a música. Na música cantada na Catedral, o grupo pede à Virgem Maria (em russo Богородица, no alfabeto cirílico ou Bogoroditsa, na versão latinizada) para retirar Putin do poder. A música também descreve o patriarca russo, Kirill I, como alguém que acredita em Putin em vez de acreditar em Deus.[30] Esta referência à música remete ao fato de Cirilo I ter demonstrado abertamente apoio a Putin durante as eleições.[31]

Condenação[editar | editar código-fonte]

Em 3 de março de 2012, Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova, duas supostas integrantes do Pussy Riot, foram presas pelas autoridades russas sob a acusação de vandalismo. A princípio, ambas negaram integrar o grupo, e iniciaram uma greve de fome por terem sido detidas e separadas de seus filhos até o início do julgamento, em abril.[32] Em 16 de março outra mulher, Ekaterina Samoutsevitch, que havia sido antes interrogada como testemunha do caso, foi igualmente presa e indiciada.[33]

Em 4 de junho de 2012 foram apresentadas acusações formais contra o grupo que compunham um processo de 2800 páginas.[34] Em 4 de julho as rés foram notificadas que teriam o prazo de até 9 de julho de 2012 para preparar suas defesas. Como resposta, as três reiniciaram a greve de fome, alegando que dois dias úteis era um prazo insuficiente para a elaboração de suas defesas.[35] Em 21 de julho o tribunal estendeu a prisão preventiva em mais seis meses.[36]

Em 17 de agosto de 2012 as três integrantes foram condenadas por vandalismo motivado por ódio religioso e receberam penas de dois anos de prisão. A Igreja Católica Ortodoxa Russa pediu às autoridades que demonstrassem misericórdia às condenadas "na esperança de que estas evitassem a repetição de ações de blasfêmia no futuro"; ao mesmo tempo, a Igreja declarou não questionar a legitimidade da decisão do tribunal.[37]

No dia 26 de agosto de 2012, o grupo punk havia anunciado que duas das suas integrantes que eram procuradas pela polícia, teriam deixado a Rússia para não serem processadas.[38]

Prisão[editar | editar código-fonte]

As primeiras informações sugeriam que as artistas cumpririam suas penas em uma de três províncias possíveis.[39] A decisão por uma colônia correcional (o tipo mais comum de prisão na Rússia) situada na República da Mordóvia, a aproximadamente 400 km de Moscou, foi depois confirmada pelo marido de Tolokonnikova. As condenadas apelaram às autoridades para cumprir suas sentenças em Moscou, a fim de que ficassem perto de seus filhos.[40][41] O pedido foi negado. Tolokonnikova e Alyokhina foram então mandadas para colônias penais na Mordóvia e no Oblast de Perm, respectivamente.[42]

As colônias penais de IK-2 e IK-14, em Yavas, no raion de Zubovo-Polyansky, na Mordóvia, são as destinações mais comuns das prisioneiras condenadas em Moscou. Ficam no mesmo local do antigo campo de trabalho do complexo de Dubravlag do sistema Gulag.[43] Tolokonnikova foi encarcerada no IK-14, enquanto Alyokhina foi mandada para o IK-32, em Perm,[17] uma colônia para réus primários que abriga uma oficina de costura e mantém um programa vocacional experimental, em que as prisioneiras podem aprender animação digital.[44] As condições no IK-32 são relativamente favoráveis, e não há registro de reclamações, nem da parte dos prisioneiros, nem da parte das organizações de direitos humanos. Mas a IK-14 tem uma reputação bem pior.[45]

Em novembro de 2012, Alyokhina pediu para ser colocada em confinamento solitário, alegando "relações tensas" com as outras prisioneiras.[46] Tolokonnikova também teve atritos com outras internas na IK-14, que a tratavam, "na melhor das hipóteses, com desprezo, e na pior, com hostilidade", segundo relato de Aleksey Baranovsky, coordenador do Centro de Direitos Humanos "Russian Verdict".

Em setembro de 2013, Tolokonnikova anunciou que estava em greve de fome, para protestar contra violações de direitos humanos na prisão. A tradução de uma carta sua, descrevendo as condições do cárcere, foi publicada pelo jornal britânico The Guardian.[47] Em 27 de setembro de 2013, ela foi colocada na ala médica da prisão, depois de passar cinco dias sem comer.[48]

Libertação[editar | editar código-fonte]

Embora Tolokonnikova e Alyokhina só devessem sair da prisão em março de 2014, no dia 19 de dezembro de 2013, o Presidente Vladimir Putin anunciou que elas seriam beneficiadas por uma anistia geral. Putin declarou que essa anistia não havia sido decidida para beneficiar o Pussy Riot mas para marcar o 20º aniversário da constituição da Rússia pós-soviética.[49] O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva de Putin, na qual ele revelou seus planos de libertar vários outros presos políticos notáveis, tais como Mikhail Khodorkovsky e membros do Greenpeace.[50]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Pussy Riot trial over Putin altar protest begins». The Guardian [S.l.: s.n.] Reuters. July 30, 2012. Consultado em 30 de Julho 2012. 
  2. «Russian punk band were doing devil's work, says leader of Orthodox church». The Guardian [S.l.: s.n.] 25 de março de 2012. 
  3. Segundo o BBC Monitoring, na imprensa mundial havia uma "condenação quase unânime" à sentença de dois anos imposta às três integrantes do grupo. «Press aghast at Pussy Riot verdict». BBC News. August 18, 2012. Arquivado desde o original em October 27, 2012. Consultado em October 27, 2012. 
  4. «Russia: Release punk singers held after performance in church» (PDF). Amnesty International. April 3, 2012. Arquivado desde o original em October 28, 2012. Consultado em April 4, 2012. 
  5. «Adele, U2, Madonna, Yoko Ono, Radiohead, Patti Smith, Bruce Springsteen, Ke$ha, Sir Paul McCartney and Sting unite with more than 100 Musicians to call for release of Pussy Riot». Amnesty International [S.l.: s.n.] 22 de julho de 2013. 
  6. «Россияне о деле Pussy Riot» [Russians on the Pussy Riot case] (em Russian). Levada. July 31, 2012. Arquivado desde o original em October 27, 2012. Consultado em October 27, 2012. 
  7. «Треть россиян верит в честный суд над Pussy Riot» [One-third of Russians believe in fairness of Pussy Riot trial] (em Russian) Levada [S.l.] August 17, 2012. Arquivado desde o original em October 27, 2012. Consultado em October 27, 2012. 
  8. «Putin deems fair Pussy Riot sentence». Interfax Religion [S.l.: s.n.] 8 de outubro de 2012. 
  9. Parfitt, Tom (November 2, 2012). «Dmitry Medvedev says Pussy Riot should not be in prison». The Daily Telegraph [S.l.: s.n.] Arquivado desde o original em November 18, 2012. 
  10. «Медведев вновь не согласился с вердиктом Pussy Riot: я сажать бы не стал, посидели – и хватит» [Medvedev again disagrees with Pussy Riot verdict: says would not have sent them to jail, served enough time] (em Russian) Gazeta.ru [S.l.] November 2, 2012. Arquivado desde o original em November 5, 2012. Consultado em November 5, 2012. «I wouldn't have sent them to jail if I had been the judge. I simply don't think that's right because these girls had already served a prison sentence. And actually that should have been enough. The fact that one has been released is fortunate … but it's not up to me, rather to the courts and their lawyers. They have the right to appeal, and I think they should and let the courts consider the case on its own merits.» 
  11. «Medvedev Calls for Pussy Riot Release». The Moscow Times [S.l.: s.n.] November 6, 2012. Arquivado desde o original em November 30, 2012. Consultado em November 18, 2012. 
  12. «Pussy Riot sentenced to two years in jail». RT [S.l.: s.n.] 17 de agosto de 2012. Arquivado desde o original em 27 de outubro de 2012. 
  13. «Banda punk Pussy Riot é sentenciada a dois anos de prisão por vandalismo». G1 [S.l.: s.n.] 17/8/2012. Consultado em 17/8/2012. 
  14. «Pussy Riot found guilty of hooliganism by Moscow court». BBC News. August 17, 2012. Arquivado desde o original em October 27, 2012. Consultado em August 17, 2012. 
  15. Miriam Elder (August 17, 2012). «Pussy Riot sentenced to two years in prison colony over anti-Putin protest». The Guardian [S.l.: s.n.] Arquivado desde o original em October 27, 2012. 
  16. «Two members of punk rock band flee Russia». Chicago Tribune. 26 de agosto de 2012. 
  17. a b «Pussy Riot member Samutsevich sentence reduced to probation». RAPSI News [S.l.: s.n.] October 10, 2012. Arquivado desde o original em October 27, 2012. Consultado em October 27, 2012. 
  18. Bo Wilson (2012-10-23). «Pussy Riot pair separated and sent to gulags». Standard.co.uk. Consultado em 2015-06-27. 
  19. «Pussy Riot pair separated and sent to gulags». Webcitation.org. Archived from the original on November 18, 2012. Consultado em 2015-06-27. 
  20. Staglin, Doug (December 23, 2013). «Freed Pussy Riot members call Russia amnesty a PR stunt». USA Today. Consultado em 23 Dec 201. 
  21. Jenn Pellyon (February 6, 2014). «Nadia Tolokonnikova and Masha Alyokhina No Longer Members of Pussy Riot». Pitchfork. Consultado em February 6, 2014. 
  22. Miller, Nick (20 de fevereiro de 2014). «Cossacks wielding whips and pepper spray attack Pussy Riot members in Sochi». The Age [S.l.: s.n.] 
  23. «2 Pussy Riots Band Members assaulted in Moscow». IANS. news.biharprabha.com. Consultado em 7 March 2014. 
  24. Corey Flintoff (February 8, 2012). «In Russia, Punk-Rock Riot Girls Rage Against Putin». NPR. Consultado em 10 de Fevereiro de 2012. 
  25. Miriam Elder (February 2, 2012). «Feminist punk band Pussy Riot take revolt to the Kremlin». The Guardian [S.l.: s.n.] Consultado em August 8, 2012. 
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  27. Henry Langston (March 2012). «A Russian Pussy Riot». Vice [S.l.: s.n.] Consultado em 8 de Agosto de 2012. 
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  29. Mark Feigin (19 de abril de 2012). «Интервью | Гости | Русская служба новостей» (em russo). Rusnovosti.ru. Consultado em 8 de agosto de 2012. 
  30. Pussy Riot (21 de fevereiro de 2012). «Texto da música em russo» (em russo). Consultado em 31 de julho de 2012. 
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  34. «Участниц Pussy Riot официально обвинили в хулиганстве по мотивам религиозной ненависти» (em ruso). rosbalt.ru. 4 de junho de 2012. Consultado em 8 de agosto de 2012. 
  35. Jonathan Earle (4 de julho de 2012). «Pussy Riot Suspects Go on Hunger Strike». The Moscow Times. Consultado em 4 de julho de 2012. 
  36. Gabriela Baczynska (21 de julho de 2012). «Russia extends jailing of Pussy Riot activists». Reuters. Consultado em 21 de julho de 2012. 
  37. «Banda feminista Pussy Riot é condenada por vandalismo». BBC [S.l.: s.n.] 17/8/2012. Consultado em 17/8/2012. 
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  39. «Pussy Riot отсидят мягко» (em russo) Isvestia [S.l.] 17 de agosto de 2012. Arquivado desde o original em 31 de outubro de 2012. 
  40. Pussy Riot band members sent to remote prison camps. The Guardian, 22 de outubro de 2012
  41. «Pussy Riot Want to Serve Sentence at Moscow Pre-Trial Facility» [S.l.: s.n.] RIA Novosti. 16 de setembro 2012. Arquivado desde o original em 31 de outubro de 2012. 
  42. «Russia sends Pussy Riot women to camps east of Moscow». BBC News. October 22, 2012. Arquivado desde o original em 1º de novembro de 2012. 
  43. Judith Pallot (2008). Continuities in Penal Russia: Space and Gender in Post-Soviet Geography of Punishment LIT Verlag [S.l.] p. 238. 
  44. «Аниматоры в тюрьме Как рисуют мультфильмы в женской колонии ("Animators in Prison: Drawing Cartoons in a Women's Penal Colony")». Afisha Magazine (em Russian). 7 de fevereiro de 2012. Arquivado desde o original em 31 de outubro de 2012. 
  45. Алехиной разрешат мультики, а Толоконниковой запретят кипятильники [Alyokhina to have access to cartoons, Tolokonnikova to be denied water heaters] (em Russian). Moskovsky Komsomolets. October 23, 2012. Arquivado desde o original em October 31, 2012. Consultado em October 31, 2012. 
  46. «Report: Pussy Riot member asks for solitary confinement» CNN [S.l.] 23 de novembro de 2012. Arquivado desde o original em 2 de dezembro de 2012. 
  47. «Pussy Riot's Nadezhda Tolokonnikova: Why I have gone on hunger strike | Music» theguardian.com [S.l.] 
  48. «Imprisoned Pussy Riot member in hospital after five days without food» CNN [S.l.] Consultado em September 27, 2013. 
  49. «Pussy Riot band members to be freed from Russian jail» CSMonitor.com [S.l.] 2013-12-19. Consultado em 2013-12-28. 
  50. «Russia To Free Pussy Riot And Oil Tycoon Mikhail Khodorkovsky». Huffingtonpost.com. 2013-12-19. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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