R.E.M.

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R.E.M.
A banda em concerto em 2008
Informação geral
Origem Athens, Geórgia
País  Estados Unidos
Gênero(s)
Período em atividade 19802011[1]
Gravadora(s) Warner Bros. Records, I.R.S. Records
Ex-integrantes Bill Berry
Peter Buck
Mike Mills
Michael Stipe
Página oficial Site oficial

R.E.M. foi uma banda de rock norte-americana formada em Athens, Geórgia, em 1980, pelo vocalista Michael Stipe, guitarrista Peter Buck, baixista Mike Mills e pelo baterista Bill Berry. Uma das primeiras bandas populares do rock alternativo, o R.E.M. ganhou atenção, em seus primórdios, devido aos arpejos de guitarra de Peter Buck e aos vocais de Stipe.

A banda lançou seu primeiro single, "Radio Free Europe", em 1981, pela gravadora independente Hib-Tone. Após este single, veio o EP Chronic Town, em 1982, o primeiro lançamento da banda pela I.R.S. Records; em 1983, o grupo lançou seu criticamente aclamado primeiro álbum de estúdio, Murmur, construindo sua reputação nos anos seguintes através de novos lançamentos, turnês constantes e apoio de rádios estudantis. Após anos de sucesso underground, o R.E.M. atingiu o mainstream com o single "The One I Love", de 1987, assinando com a Warner Bros. Records em 1988, dando sinais de preocupação política e ambiental, enquanto tocavam em grandes arenas ao redor do mundo.

No começo dos anos 1990, quando o rock alternativo começou a experimentar algum sucesso no mainstream, o R.E.M. foi visto como pioneiro no gênero, lançando os seus dois mais bem-sucedidos álbuns, Out of Time (1991) e Automatic for the People (1992), que desviaram do som tradicional da banda. Monster, de 1994, marcou um retorno ao som mais roqueiro da banda, que saiu em turnê pela primeira vez em seis anos para promove-lo, turnê que ficou marcada por emergências médicas sofridas pelos três membros do grupo. Em 1996, o R.E.M. assinou um novo contrato com a Warner Bros., especulado em 80 milhões de dólares — à época, o contrato de gravação mais caro da história. No ano seguinte, Bill Berry deixou a banda, enquanto Buck, Mills e Stipe continuaram o grupo como um trio. Após algumas mudanças em seu estilo musical, a banda continuou sua carreira na década seguinte com críticas místicas e sucesso comercial, sendo, em 2007, induzida ao Hall da Fama do Rock and Roll.

A música "Turn You Inside Out", do álbum Green, entrou para o grupo de músicas do famoso jogo de ação Grand Theft Auto IV, lançado em 2008 pela Rockstar Games.

Em 21 de setembro de 2011, foi anunciado o fim oficial da banda através de uma nota no site do grupo.

História[editar | editar código-fonte]

1980: Formação[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 1980, Michael Stipe conheceu Peter Buck na Wuxtry Records, a loja de discos de Athens em que Buck trabalhava. Os dois descobriram que eles compartilhavam gostos musicais parecidos, principalmente em punk rock e artistas protopunks como Patti Smith, Television e Velvet Underground. Stipe afirmou: “Acontece que eu estava comprando todos os discos que ele [Buck] estava guardando para ele mesmo”.[2] Através da amiga em comum, Kathleen O’Brien,[3] Stipe e Buck então conheceram Mike Mills e Bill Berry, que eram colegas na Universidade da Geórgia,[4] tocavam juntos desde o colégio[5] e moravam juntos na Geórgia.[6] Os quatro se juntaram para compor algumas músicas; posteriormente, Stipe comentou que “nunca houve nenhum grande plano por trás de nada daquilo”.[2] Ainda sem um nome, a banda passou alguns poucos meses ensaiando em uma igreja episcopal desativada em Athens.

No dia 5 de abril de 1980, a banda fez seu primeiro show para a festa de aniversário da amiga Kathleen O'Brien, realizada na mesma igreja em que ensaiavam, apresentando uma mistura de músicas originais e covers dos anos 60 e 70.[3]. A partir daí, começaram a tocar em bares, restaurantes e festas no sudeste dos Estados Unidos.

Após considerar nomes como Twisted Kites, Cans of Piss e Negro Eyes,[3] a banda acabou optando por "R.E.M.", que deriva de: Rapid Eye Movement (Movimento Rápido dos Olhos, o estágio do sono no qual ocorrem os sonhos), o qual Stipe selecionou aleatoriamente em um dicionário.[7][8]

Os membros da banda acabaram saindo da escola para focar no desenvolvimento do grupo.[9] Jefferson Holt, um balconista de loja de discos, ficou tão impressionado com a performance do R.E.M. em sua cidade, que se mudou para Athens para empresariá-los.[10] O sucesso do R.E.M. foi quase imediato em Athens e nos arredores; a banda atraiu multidões cada vez maiores para os seus shows, o que causou um certo ressentimento na cena musical da cidade.[11] No próximo ano e meio, o R.E.M. excursionou por todo o sul dos Estados Unidos. A turnê foi árdua porque o circuito da bandas de rock alternativo ainda não existia. O grupo viajou em uma velha van azul dirigida por Holt e viveu com uma cota de 2 dólares de comida por dia.[12]

1981-1986: Primeiros trabalhos[editar | editar código-fonte]

Durante o mês de abril de 1981, o R.E.M. gravou seu primeiro single, “Radio Free Europe”, no estúdio do produtor Mitch Easters, Drive-In Studios, em Winstom-Salem, Carolina do Norte. Inicialmente distribuindo-o como uma fita demo de quatro faixas em clubes, gravadoras e revistas, o single foi lançado em julho pelo selo independente Hib-Tone, com uma prensagem inicial de 1.000 cópias - 600 das quais foram enviadas como cópias promocionais. O single se esgotou rapidamente e outras 6.000 cópias foram produzidas por conta da alta demanda, mesmo com a gravadora cometendo o erro de omitir os contatos no rótulo do álbum.[13][3] Apesar da prensagem limitada, o single foi aclamado pela crítica e foi listado como um dos dez melhores singles do ano pelo jornal The New York Times.[14] O R.E.M. gravou o EP “Chronic Town” com Micth Easter em outubro de 1981 e planejava lançá-lo por um novo selo indie chamado Dasht Hopes.[15] No entanto, a I.R.S. Records adquiriu uma demo da primeira sessão de gravação da banda com Easter que circulava há meses.[16] A banda recusou as propostas da major RCA Records em favor da I.R.S. Em maio de 1982, o R.E.M. assina o contrato com o selo I.R.S., onde lançam, em agosto, o EP "Chronic Town",[17] que teve uma ótima aceitação pelas rádios universitárias da época. Uma crítica positiva do EP feito pela revista NME elogiou a aura de mistério das canções e concluiu: “o R.E.M. soa verdadeiro, e é ótimo escutar algo tão espontâneo e astuto como isso.”[18]

A I.R.S. juntou o R.E.M. com o produtor Stephen Hague para gravar seu álbum de estreia. A ênfase de Hague na perfeição técnica deixou a banda insatisfeita e o membros pediram ao selo para deixá-los com Easter.[19] A gravadora concordou com uma “sessão de teste”, permitindo a banda retornar para a Carolina do Norte e gravar a música “Pilgrimage” com Easter e seu parceiro de produção Don Dixon. Após ouvir a faixa, a I.R.S. consentiu que o grupo gravasse o álbum com Dixon e Easter.[20] Por causa de sua experiência ruim com Hague, a banda gravou o álbum através de um processo de negação, recusando-se a incorporar clichês de rock como solos de guitarra ou os então populares sintetizadores, a fim de dar a sua música uma sensação atemporal.[21] O álbum completo, Murmur, foi recebido com aclamação da crítica após o seu lançamento em 1983 e ganhou o status de álbum do ano, batendo bandas já consagradas como U2, que tinha lançado o álbum War e também Michael Jackson com Thriller, o disco mais vendido da história.[carece de fontes?] O álbum alcançou o número 36 da parada de álbuns da Billboard.[22] A aceitação do R.E.M. foi tão grande, que pela primeira vez fizeram um show fora dos Estados Unidos. Uma versão regravada de “Radio Free Europe” foi o single principal e alcançou o número 78 da parada de singles da Billboard em 1983.[23] Apesar da aclamação da crítica, Murmur vendeu apenas 200.000 cópias, abaixo das expectativas da gravadora.[24]

Michael Stipe (esquerda) e Peter Buck (direita) em um show em Gante, na Bélgica, durante uma turnê do R.E.M. em 1985.

O R.E.M. fez sua primeira aparição na televisão em rede nacional no programa Late Night with David Letterman em outubro de 1983,[25] durante o qual o grupo apresentou uma música nova, ainda sem nome.[26] A canção, posteriormente intitulada “So. Central Rain (I’m Sorry)” se tornou o primeiro single do segundo álbum da banda. Entusiasmados com o sucesso do primeiro álbum, em 1984, com apenas onze dias de estúdio,[carece de fontes?] eles gravam o segundo, Reckoning, o qual também foi gravado com Easter e Dixon. O álbum foi aclamado pela crítica; Mat Snow da revista NME escreveu que Reckoning “confirma o R.E.M. como um dos grupos mais empolgantes do planeta”.[27] Enquanto Reckoning atingia o 27º lugar nas paradas americanas - uma posição atipicamente alta para uma banda de college rock naquela época - a baixa exposição nas rádios e a distribuição ruim no exterior acabaram por fazer que o álbum nunca ultrapassasse o 91º lugar nas paradas britânicas.[28]

O terceiro álbum da banda, Fables of the Reconstruction (1985), demonstrou uma mudança de direção. Ao invés de Dixon e Easter, dessa vez a banda escolheu o produtor Joe Boyd, que havia trabalhado com o Fairport Convention e Nick Drake, para gravar o álbum na Inglaterra. Os membros da banda acharam as sessões de gravação surpreendentemente difíceis e sofreram com o clima frio de inverno e com aquilo que eles consideraram uma comida ruim;[29] a situação levou a banda à beira do rompimento.[30] A tristeza em torno das sessões acabou entrando no contexto da temática do álbum. Nas letras, Stipe começou a criar histórias da maneira da mitologia sulista americana, afirmando em uma entrevista de 1985 que ele foi inspirado por “toda a ideia dos velhos homens sentados ao redor da fogueira, passando adiante as lendas e fábulas para os netos”.[31]

Eles excursionaram no Canadá entre julho e agosto de 1985 e na Europa em outubro daquele ano, incluindo os Países Baixos, Inglaterra, Irlanda, Escócia, França, Suíça, Bélgica e Alemanha Ocidental.[32] Em 2 de outubro de 1985, o grupo fez um concerto em Bochum, Alemanha Ocidental, para o programa de TV alemão Rockpalast. Stipe descoloriu seu cabelo neste período.[33][34][35][36][37] Fables of the Reconstruction teve um desempenho fraco na Europa e a recepção da crítica foi morna, com alguns críticos se referindo ao álbum como enfadonho e mal gravado.[38] Assim como os discos anteriores, os singles de Fable of the Reconstruction foram praticamente ignorados pelas grandes rádios. Enquanto isso, a I.R.S. foi se frustrando com a relutância da banda em alcançar o sucesso no mainstream.[39]

Para o seu quarto álbum, o R.E.M. recrutou o produtor de John Mellencamp, Don Gehman. Em 1986, a banda lança Lifes Rich Pageant, outro grande sucesso alternativo. O disco apresentou os vocais de Stipe mais próximos da vanguarda da música. Em uma entrevista em 1986 para o jornal Chicago Tribune, Peter Buck relatou: “Michael está ficando melhor no que faz e está ficando mais confiante. Eu acho que isso é perceptível na projeção da sua voz.”[40]. As vendas do álbum melhoraram bastante em relação ao anterior e alcançou o número 21 das paradas de álbuns da Billboard. O single “Fall on Me” também ganhou algum apoio em rádios comerciais.[41] A banda conseguiu seu primeiro disco de ouro por vender 500.000 cópias[42] e o hit "Fall on Me" figurou no Top 10 dos Estados Unidos, fato inédito para o grupo. Enquanto as rádios universitárias americanas continuaram a ser o principal apoio do R.E.M., a banda começou a emplacar hits nas rádios de rock mainstream. Contudo, a música ainda encontrou resistência das rádios de música contemporânea.[43] No ano seguinte, após o sucesso de Lifes Rich Pageant, a I.R.S. lança um álbum intitulado de Dead Letter Office, contendo Lados B e as faixas do "Chronic Town". Logo após, a I.R.S. compilou o catálogo de videoclipes da banda (com exceção de “Wolves, Lower”) no primeiro lançamento em vídeo da banda, Succumbs.

O sucesso[editar | editar código-fonte]

No mesmo ano a banda lança seu quinto álbum de trabalho, Document, com sons barulhentos e letras politicamente corretas. A música "The One I Love" leva o R.E.M. ao estrelato, figura no TOP 5 dos Estados Unidos e o álbum leva disco de platina.

Dois anos se passam e em 1988 ocorrem vários fatos que marcaram a banda, sendo três de muita importância: o lançamento do álbum Green, o sexto da carreira, com hits como "Stand" e "Pop Song 89"; o R.E.M. é eleito pela revista Rolling Stone a melhor banda de Rock and roll dos Estados Unidos e eles assinam contrato com a milionária gravadora Warner Bros.. A Green World Tour (Turnê do álbum Green) dura onze meses.

Depois da correria com a turnê, os integrantes, exaustos, decidiram fazer uma pausa para cuidar cada de um de sua vida. Bill Berry foi pescar na sua fazenda, Mike Mills dedicou-se a projetos paralelos, Stipe foi cuidar de sua produtora de vídeo (C-Hundred Film Corporation) e Peter Buck continuou a fazer nada como sempre. Mas logo se juntaram e começaram a produzir um novo álbum, entre 1989 e 1991.

Após três anos sem lançar nada e, principalmente, sem a pressão da gravadora, o quarteto lança o sétimo álbum, Out of Time, o mais bem sucedido da carreira do grupo. Os hits "Losing My Religion" e "Shiny Happy People", deram a banda três Grammy Awards e seis MTV Video Music Awards. Créditos para a participação de Kate Pierson, uma das vocalistas do B-52's, nas músicas "Me In Honey" e "Shiny Happy People". Neste mesmo ano de 1991, a convite da MTV a banda gravou um Acústico, com várias músicas de sucesso e outras desconhecidas até então. Esse acústico não chegou a ser lançado em álbum mas mostrou a versatilidade dos músicos. Ficou provado, definitivamente, que eles eram excelentes músicos. Para muitos no Brasil era a primeira vez em que se ouvia falar no R.E.M. (fora do circuito underground) e o sucesso da banda foi uma das primeiras revitalizações do rock nos anos 90, antes da revolução de Seattle.

Vale lembrar que o R.E.M. foi uma espécie de alavanca da onda grunge. Sem R.E.M. não sabemos se a revolução de Seattle teria feito tanto sucesso.

Em 1992 a crítica duvidava que a banda iria conseguir manter a qualidade das músicas nos álbuns seguintes até que o oitavo álbum, Automatic for the People, foi lançado. O disco possui hits consagrados como "Man on the Moon" (dedicado ao humorista Andy Kaufman), "Everybody Hurts" (para muitos a canção mais triste do mundo), "Drive", "Find the River", entre outros.

Os álbuns Monster e New Adventures in Hi-Fi[editar | editar código-fonte]

O nono álbum surge em 1994, cheio de sons pesados e guitarras distorcidas. Monster é dedicado ao ator e amigo River Phoenix, que morrera naquele ano e uma faixa, "Let Me In", ao músico, cantor e amigo Kurt Cobain, que também se fora.

A banda inicia a maior turnê feita até hoje por eles, a Monster World Tour, que causou vários transtornos ao grupo. Michael Stipe teve de ser operado para a retirada de uma hérnia, Mike Mills entrou no centro cirúrgico por problemas estomacais, e o mais grave, durante um show, Bill Berry desmaiou sobre a bateria devido a um aneurisma cerebral e teve de ser operado às pressas.

Em 1996, o R.E.M. renova com a Warner Bros. por US$ 80 milhões, um dos maiores contratos da indústria fonográfica. Lançam seu décimo álbum, que pela primeira vez não foi gravado inteiramente em estúdio. New Adventures in Hi-Fi contém, em sua maior parte, músicas inéditas gravadas em passagens de sons da turnê anterior. Destaque para "Leave", "E-Bow the Letter" e "The Wake-Up Bomb".

A saída de Bill Berry e o álbum Up[editar | editar código-fonte]

No primeiro dia de gravação do álbum seguinte, em 30 de outubro de 1997, Bill Berry, junto com a banda, dá uma entrevista dizendo que amigavelmente deixava o grupo. Ele declarou que queria apenas viver com sua família numa fazenda, para descansar, pois tocava bateria desde os 9 anos de idade e queria fazer outra coisa além daquilo, que perdera o encanto. Os outros três integrantes resolvem continuar com a banda, sem substituir Berry.

O décimo primeiro álbum, Up, é lançado em 1998. Apesar do título, é um trabalho bem depressivo. Michael Stipe diz que é o álbum onde conseguiu expressar profunda tristeza em suas letras, uma delas em especial, "Sad Professor". Ainda sobre a saída de Bill Berry, Stipe diz que ele fez o que queria, e que não houve nenhuma pressão para que ficasse ou que saísse. Eles respeitaram a decisão do amigo, que já não gostava mais da fama, de ser fotografado ou de sair em turnê. A banda, inicialmente, decidiu não fazer turnê, mas após algum tempo realizou alguns shows pela Europa, com alguns bateristas se revezando em sua banda de apoio.

No ano seguinte, 1999, Bill Berry andou retomando as baquetas para um concerto beneficente que reuniu diversos artistas em favor de uma fundação que cuida de doentes da Síndrome de Pierrete, mas nada que o reconduzisse ao R.E.M. novamente. Stipe meteu-se na produção de um filme sobre o glam rock, chamado Velvet Goldmine, que contaria a história das principais figuras do gênero: David Bowie, Iggy Pop, Lou Reed, Marc Bolan. A banda cedeu sua música "Man on the Moon" para o filme biográfico do comediante Andy Kaufman, que falecera aos 35 anos de um câncer raro no pulmão. A canção havia sido feita em sua homenagem em 1992. O R.E.M. apareceu no último Saturday Night Live de 1999 como banda convidada, rendendo a Stipe uma participação como fada madrinha do personagem Mango (de Chris Kattan).

Os álbuns Reveal e Around the Sun[editar | editar código-fonte]

Em 2001, depois que a ferida aberta pela saída de Berry já estava cicatrizada, o R.E.M. lança seu décimo segundo álbum, intitulado Reveal. O álbum possui belos arranjos de teclados eletrônicos com letras inspiradíssimas, reforçando o talento de Stipe, considerado um dos melhores letristas de sua geração. O primeiro compacto e grande hit do álbum é "Imitation of Life", onde o R.E.M. faz uma volta ao passado e recorda um pouco a onda pop vivida em 1991 com "Shiny Happy People". Outros destaques ficam por conta de "The Lifting", "All the Way to Reno (You're Gonna Be a Star)", "She Just Wants To Be" e "I'll Take the Rain", onde eles continuaram mostrando que são mestres na arte de videoclipe.

No mesmo ano, a banda faz seu primeiro show no Brasil, na terceira edição do Rock in Rio. O grupo foi um dos destaques e Michael Stipe foi eleito a personalidade mais popular e simpática do festival. Logo após o lançamento de Reveal, a MTV americana convidou a banda para gravar um novo acústico. O agora trio, mais experiente do que antes, faz uma excelente apresentação. Michael Stipe mais uma vez deu um show nos vocais, onde mostrou ter muita facilidade para fazer o que deseja com sua voz e para modificar as músicas do jeito que mais lhe agrada. Até agora a banda não se pronunciou se irá lançar em cd o acústico.

Em 2004 foi lançado o álbum intitulado Around the Sun. Com letras politizadas, refletindo a tensão que os Estados Unidos viviam por conta das eleições presidenciais, e sonoridade mais acústica (a despeito de alguns elementos eletrônicos), Around the Sun foi o álbum que teve a repercussão menos positiva, tanto entre os fãs quanto entre a crítica.

O álbum Accelerate[editar | editar código-fonte]

Disco de vinil de Accelerate.

Em 2008 a banda lança o álbum Accelerate. Além de resgatar elementos clássicos da banda, traz elementos marcantes de um rock mais "pesado", com presença marcante da guitarra e bateria, além do ótimo acompanhamento no contra-baixo. Em especial, as músicas "Supernatural Superserious" e "Accelerate" marcam presença, entrando em algumas paradas musicais ao redor do globo.

O álbum Collapse Into Now[editar | editar código-fonte]

Em 2010 a banda anuncia o nome do seu décimo-quinto álbum de estúdio: Collapse Into Now. Finalizado em 2010 na Alemanha, é lançado na primavera de 2011 (Hemisfério Norte). Berti Downs, o empresário da banda, declara que considera Collapse Into Now o "melhor álbum da banda desde sempre".
Em dezembro de 2010, a banda libera "Discoverer", o primeiro single do álbum para download gratuito na internet. Em 21 de setembro de 2011, a banda anuncia em seu site sua separação.

Fim da banda[editar | editar código-fonte]

Em 21 de setembro de 2011, em um pequeno texto postado no site da banda, aparecem Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck em uma foto preto e branco, junto à seguinte mensagem:
"Aos nossos fãs e amigos: como R.E.M., e como grandes amigos e colaboradores, decidimos nos separar como banda. Nós nos despedimos com um grande sentimento de gratidão, completude e orgulho de tudo que conquistamos. A qualquer pessoa que se sentiu tocada pela nossa música, nossos maiores agradecimentos por ouvir"[44][45]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Integrantes originais[editar | editar código-fonte]

Músicos de apoio[editar | editar código-fonte]

  • Buren Fowler – guitarra (1986–1987)
  • Peter Holsapple – guitarra, teclado (1989–1991)
  • Scott McCaughey – guitarra, teclado, percussão, backing vocals (1994–2011)
  • Nathan December – guitarra (1994–1995)
  • Joey Waronker – bateria (1998–2002)
  • Barrett Martin – percussão (1998)
  • Ken Stringfellow – teclado, guitarra, baixo, backing vocals (1998–2005)
  • Bill Rieflin – bateria, percussão (2003–2011)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio

Referências

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  41. David Buckley (2002). R.E.M.: Fiction: An Alternative Biography. [S.l.]: Virgin. p. 151. ISBN 1-85227-927-3 
  42. Tony Fletcher (2002). Remarks Remade: The Story of R.E.M. [S.l.]: Omnibus. p. 142. ISBN 0-7119-9113-8 
  43. David Buckley (2002). R.E.M.: Fiction: An Alternative Biography. [S.l.]: Virgin. p. 160. ISBN 1-85227-927-3 
  44. «R.E.M. anuncia separação». Universo Online. Consultado em 21 de setembro de 2011. 
  45. «R.E.M. CALL IT A DAY (UPDATED WITH BAND MEMBERS' COMMENTS)». Remhq.com. Consultado em 21 de setembro.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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